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sábado, 30 de agosto de 2014

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A Palavra de Deus é realmente teu Deleite? | C. H. Spurgeon





Deleitar-me-ei em teus mandamentos, os quais eu amo.
(Salmo 119.47)

Em companhia da liberdade e da coragem vem o deleite. Quando tivermos cumprido nosso dever, acharemos uma grande recompensa nele. Se Davi não houvera falado por seu Senhor diante dos reis, teria tido medo de meditar na lei que negligenciara; mas depois de falar por seu Senhor ele sentia a suave serenidade de coração, quando pondera sobre a Palavra. Obedeça ao mandamento, e então você o amará; suporte o jugo, e ele será suave e o descanso procederá dele. Depois de falar da lei, o salmista não se cansava de seu tema, mas retirou-se para meditar nele. Depois de discursar, ele se deleitava; depois de pregar, ele recorria a seu estudo para renovar sua força, nutrindo-se uma vez mais da preciosa verdade. Quer deleitasse outros quer não, quando falava, nunca deixava de deleitar-se enquanto ponderava sobre a Palavra do Senhor. Ele declara que amava os mandamentos do Senhor; e através de sua confissão ele revelava a razão de deleitar-se neles — onde nosso amor está, aí está nosso deleite. Davi não se deleitava nas cortes dos reis, pois ali encontrava ocasiões de tentação para envergonhar-se; nas Escrituras, porém, era como estar em casa; seu coração estava nelas, elas eram seu supremo prazer. Não surpreende que falasse de guardar a lei, a qual amava. Disse Jesus:

"Se alguém me ama, guardará minhas palavras." Não surpreende que falasse de andar em liberdade e falar ousadamente, pois o genuíno amor é sempre livre e destemido. O amor é o cumprimento da lei; onde o amor pela lei de Deus reina no coração, a vida se enche de bem-aventuranca. Senhor, que tuas misericórdias nos encontrem, para que possamos amar tua Palavra e teu caminho, e para que encontremos neles todo nosso deleite.

O versículo está no tempo futuro, e daí ele expressa, não só o que Davi fizera, mas o que ele pretendia fazer; ele queria oportunamente deleitar-se nos mandamentos de seu Senhor. Ele sabia que eles não podem ser alterados, nem deixar de produzir nele alegria. Ele sabia também que a graça o guardaria na mesma condição de seu coração amar os preceitos do Senhor, de modo que, ao longo de toda sua vida, desfrutaria de supremo deleite na santidade. Seu coração estava tão fixo no amor para com a vontade de Deus, que tinha certeza de que a graça sempre o sustentaria sob sua deleitosa influência.

Todo o Salmo é uma constante expressão de amor pela Palavra; aqui, porém, pela primeira vez, ele é verbalmente expresso. Ele aqui se acha associado ao deleite; e no versículo 165, à "grande paz". Todos os versículos em que o amor se expressa em tantas palavras são dignos de nota. Veja os versículos 47, 97, 113, 119, 127, 140, 159, 163, 167.

Levantarei minhas mãos para teus mandamentos, que amo, e meditarei em teus estatutos. (V.48)

Levantarei minhas mãos para teus mandamentos, que amo.

Ele estende os braços para a perfeição até onde pode, esperando um dia poder alcançá-la. Quando suas mãos penderem, ele recuperar-se-á do langor pela visão prospectiva de glorificar a Deus através da obediência; e dará solene sinal de seu cordial assentimento e consentimento quanto a tudo o que seu Deus ordena. A frase, "levantarei minhas mãos", é muito significativa, e sem dúvida o terno cantor tinha em mente tudo quanto podia ver nela e mais uma grande medida. Uma vez mais ele declara seu amor; pois um coração sincero ama para expressar-se; é um gênero de fogo que espalharia suas chamas. Era natural que ele tivesse a seu alcance uma lei na qual se deleitava, como se fosse uma criança que estende sua mão para receber um presente muito desejável. Quando um objeto tão amável, como a santidade, é posto diante de nós, somos impulsionados em direção a ele empenhando toda nossa natureza, e enquanto não for plenamente concretizado, no mínimo estenderemos nossas mãos em oração para recebê-lo. Aonde mãos santas e corações santos vão, o homem todo, um dia, também irá.

E meditarei em teus estatutos. É possível que nunca tenha meditação bastante. Os súditos zelosos desejam familiarizar-se com os estatutos de seus soberanos para não ofendê-los em decorrên¬cia da ignorância. Oração com mãos erguidas, e meditação com olhos direcionados para o alto, numa ditosa união, produzirão os melhores resultados interiores. A oração do versículo 41 já se cumpriu na pessoa que luta olhando para cima e estuda visando às profundezas de seu coração. A totalidade deste versículo está no tempo futuro, e pode ser vista não só como uma determinação da mente de Davi, mas como um resultado que ele sabia se seguiria de enviar-lhe o Senhor suas misericórdias e sua salvação. Quando a misericórdia desce até nós, nossas mãos se erguem; quando desfrutamos a consciência de que Deus pensa em nós com um amor especial, nos asseguramos de pensar também nele.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

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Livra-me da Cobiça! Você ora assim? - C. H. Spurgeon




"Inclina-me o coração a tua Palavra, e não à cobiça."Salmo 119.36 Inclina-me o coração a teus testemunhos. Esta oração não parece supérflua, já que, evidentemente, o coração do salmista estava posto na obediência? Estamos convencidos de jamais haver sequer uma palavra sobrando [ou supérflua] na Escritura. Depois de rogar por uma virtude ativa, era indispensável que o homem de Deus rogasse para que seu coração fosse posto em tudo quanto ele fizesse. O que seriam seus avanços se seu coração não avançasse também?


É possível que Davi sentisse um desejo flutuante, uma propensão desordenada de sua alma por lucros materiais; possivelmente, mesmo instruído em suas mais devotas meditações, de repente clamasse por mais graça. A única forma de curar uma inclinação errônea é manter a alma voltada para a direção oposta. A santidade do coração é a cura para a cobiça. Que bênção podermos pedir ao Senhor até mesmo uma inclinação! A graça pode inclinar-nos na direção certa. Isso pode ser feito através da iluminação do entendimento quanto à excelência da obediência, através do fortalecimento dos hábitos de nossa virtude, pela experiência da doçura da piedade e por muitos outros meios. 


Se algum dever se nos torna maçante, cabe-nos oferecer-lhe esta oração com especial referência; é preciso que amemos todos os testemunhos do Senhor; e se falharmos em algum deles, então que prestemo-lhe duplicada atenção. A tendência do coração é o caminho para o qual a vida se inclina; daí a força da petição: "Inclina meu coração." Felizes seremos quando nos sentirmos habitualmente inclinados a tudo quanto é bom! Esse não é o modo como um coração carnal sempre se inclina; todas as suas inclinações estão em franca oposição aos testemunhos divinos.


E não à cobiça. Esta é a inclinação da natureza, e a graça tem de pôr um basta nela. Este vício é tão injurioso quanto comum; é tão banal quanto miserável. E idolatria, e portanto destrona a Deus; é egoísmo, e portanto é cruel a todos em seu poder; é sórdida ambição, e portanto venderia o próprio Senhor por dinheiro. E um pecado degradante, aviltante, obstinado, mortal, que destrói tudo o que o rodeia, tudo o que é amável e cristão. O cobiçoso pertence à confraria de judas, que com toda probabilidade se tornará pessoalmente o filho da perdição. 


O crime da cobiça é comum, porém bem poucos se dispõem a confessá-lo; pois quando uma pessoa cumula ouro em seu coração, o pó dele embaça seus olhos, de modo que não consegue divisar seu próprio erro. Nosso coração provavelmente tenha algum objeto de desejo, e a única maneira de isentá-lo do lucro profano é pondo em seu lugar os testemunhos do Senhor. Se nos sentirmos inclinados a tomar uma vereda, seremos atraídos para outra; a virtude negativa com certeza é mais facilmente dominada quando a graça positiva predomina.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

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O diabo não dorme, mas faz dormir – C. H. Spurgeon





“E disse-lhes: Por que estais dormindo? Levantai-vos, e orai, para que não entreis em tentação”

Lucas 22:46



Quando é que o crente mais quer dormir? Não é precisamente quando as circunstâncias não ajudam, quando tudo é difícil? Não é assim consigo também? Quando os problemas se acumulam e não nos permitem aproximar daquele trono de graça e perdão, quando menos queremos ser vigilantes e oportunos, quando mais precisamos de ser e estar assim oportunamente diante de Deus.



As estradas fáceis também trazem sonolência a quem cavalga. Também aqui encontramos poucas pessoas que querem permanecer acordadas. Os crentes não adormecem com muitos leões por perto. Ou quando atravessam um rio perigoso, ou quando lutam com Apolião, mas apenas quando já subiram até meio daquela montanha penosa e chegam a bom porto. Ali sim, até um leão pode estar escondido que ninguém supõe ser possível ser tragado vivo! Será ali quando um peregrino adormece para perdição sua. Os locais onde os peregrinos descansam, onde o perfume do descanso convida e se realça, onde a brisa suave sopra um som relaxante, onde tudo contribui para que pestaneje e isto enquanto o príncipe, o Filho do Homem, está para chegar a qualquer momento.



O diabo não dorme. Mas ele faz dormir. Recordemos aqui a discrição de João Bunyan: eles chegaram a um porto embelezado com verde, quente e comprometedor, muito refrescante para aos peregrinos exaustos; estava embelezado com folhas verdes e convidativas, fornecido com galhos e tentações; também havia por ali uma almofadada cadeira de descanso onde qualquer peregrino gostaria de se enroscar. O Porto chamava-se “Amigo do Preguiçoso” e foi propositadamente feito para iludir e enganar quem fosse passando por ali, quem estivesse cansado e tentado a descansar”. Se dependemos disto para viver, será em lugares como este onde podemos perder nossa vida infantilmente.



Ali esquecemos que corremos perigo de morte, que existe um Leão pronto a saltar e tragar e despedaçar. Erskine disse pela sabedoria: “melhor é ter um demônio barulhento por perto, a rugir, do que um calado”. Não existe maior tentação que a ausência dela. Um espírito atribulado não dorme, não adormece facilmente. É apenas quando entramos numa fase de confiança, falsa ou verdadeira, que o perigo tem a sua melhor oportunidade de nos tragar logo. Quando é que as noivas perderam o comboio para a boa aventurança? Não foi quando confiaram no azeite que tinham? Também os discípulos adormeceram quando sabiam que Jesus orava. Tenha cuidado, toda a precaução, crente alegre, pois pode estar confiante demais e adormecer infantilmente.



Esteja alegre, o mais alegre que pode e sabe, pois o seu Deus é realmente grandioso; mas acima de tudo, nunca deixe de estar e permanecer sempre vigilante. Seja alegre, sim, mas vigilante.

sábado, 23 de agosto de 2014

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Deus jamais muda seus planos! | C. H. Spurgeon





Aquele homem começou a construir, mas não foi capaz de terminar e então mudou de plano como qualquer homem sábio faria nesse caso; ele construiu num alicerce menor e come­çou novamente. Contudo, teria dito sobre Deus que Ele começou a construir e não pôde terminar? Não. Quando Ele tinha recursos ilimitados ao Seu comando, quando Sua própria destra pôde criar os mundos tão numerosos quanto as gotas de orvalho matutino, teria sido necessário .para Ele Se deter a fim de recobrar forças? Inverteria, ou alteraria, ou modificaria Seu plano porque não poderia levá-lo a cabo? "Mas", dizem alguns, "talvez Deus nunca tivesse um plano". Então, o senhor pensa que Deus é mais tolo que você? Você trabalharia sem um plano? "Não", diria você, "eu sempre tenho um esquema". Deus também tem.


Qualquer homem tem seus planos e Deus tem um plano também. Deus é um Arquiteto todo-sábio ; Ele organizou tudo em Seu imenso intelecto bem antes de realizá-lo; e tendo estabelecido de uma vez por todas, tenha certeza, Ele nunca alterará isso. "Isso será feito", diz Ele, e a mão forte do destino marca isso e o faz cumprir. "Este é o Meu propósito" e isto posto, nem terra ou inferno podem alterá-lo. "Este é o Meu decreto", diz Ele, promulgue-o anjos; sejam expulsos das portas do céu os demônios, mas vocês não podem alterar o decreto; ele será cumprido.


Deus não alterou Seus planos; por que faria isso? Ele é todo-poderoso e por conseguinte pode executar tudo, segundo o Seu prazer. Por que faria isso? Ele é o onisciente, e, dessa forma, não poderia ter planejado erra­damente. Por que faria isso? Ele é o Deus sempiterno e, sendo assim, não pode morrer antes que Seu plano seja realizado. Por que Ele deveria mudar? Vocês, átomos desprezíveis de existência, efêmeros do dia! Rastejantes insetos nesse jardim da existência! Vocês podem mudar seus planos, porém Ele nunca muda, nunca muda o Seu plano. Ele teria dito que Seu plano é me salvar? Se for assim, estou seguro.


Meu nome está nas palmas das Suas mãos,
A eternidade não apagará;
Impresso permanece em Seu coração,
Em marcas de indelével graça.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

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Uma fé vira-lata! - C. H. Spurgeon




Eu não conheço nenhuma maneira mais certa de fazer um povo perecer do que ser conduzido por alguém que não fale em linha reta e honestamente denuncie o mal, o erro, o pecado.

Se o ministro não está firme em sua posição você se surpreende que sua congregação viva indecisa? Se a força do pregador é usada para torcer a verdade para agradar a todos, você pode esperar que seu povo seja honesto? Se o pregador fixar seus olhos em suas inconsistências e não na verdade, em breve não estará endurecido como o mundo que tenta agradar?


Aqueles que tem medo de repreender o pecado, ou dar subsídio para as consciências, terá muito o que responder no Juízo eterno. Que Deus te salve de ser levado para o buraco por um guia cego. Ainda assim não é um mistura de Cristo e Belial, da verdade com o mundanismo... o “cristianismo” atual da Inglaterra?


O povo tem procurado líderes que não sejam muito precisos na proclamação da verdade, e eles se conformam confortavelmente a uma fé vira-lata, meia verdade, meio erro. A fé vira-lata acha poder abraçar meia ortodoxia, meio engano. A fé vira-lata é uma fé morta.


Deus tenha misericórdia dos homens, trazendo-os de fato para fora do mundo, porque é impossível ter um composto de mundo e de graça. “Saia do meio deles”, diz Ele, “apartai-vos; não toques nada imundo”2 Coríntios 6.17“Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o SENHOR é Deus, segui-o, e se Baal, segui-o.” - 1 Reis 18:2


Não pode haver aliança entre os dois. Deus e Baal nunca podem ser amigos: “Não podeis servir a Deus e a Mamom”. “Ninguém pode servir a dois senhores”.


Todas as tentativas de compromisso ou de abrangência em questões de verdade e pureza misturando-as com os valores humanos... são fundadas sobre a mentira, a falsidade e tudo que pode vir delas. Que Deus nos salve de algo tão odioso.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

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A vontade do homem não é livre - C. H. Spurgeon




O povo de Deus é um povo voluntário. A Bíblia nos diz que por natureza os homens não são voluntários: "... não quereis vir a mim para terdes vida" (João 5:40). O Senhor Jesus também disse: "Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o trouxer" (João 6:40). Estas passagens do Novo Testamento concordam com nossa passagem do Velho Testamento. Todas elas dizem que o povo de Deus será voluntário no dia do poder de Deus. Pelo fato de nenhum homem ser voluntário por natureza, tem que haver uma obra da graça de Deus no coração de um homem. Somente quando houver esta obra da graça os homens serão voluntários no dia do poder de Deus. O povo de Deus deve ser um povo voluntário. Podemos dizer quem são os filhos de Deus pelo fato de serem voluntários. Prego a muitas pessoas diversas vezes. Falo a elas sobre o inferno. Aviso-as para fugirem dele. Falo a elas sobre Cristo, imploro-lhes que olhem para Cristo para serem salvas. Mas às pessoas não estão dispostas a olhar para Cristo. Ou o dia do poder de Deus ainda não veio ou elas não são o povo de Deus. Seu povo será voluntário no dia do Seu poder. Naquele dia, as pessoas confiarão suas vidas à graça de Deus; confiarão em Cristo que morreu na cruz para salvá-las.



O que tornou essas pessoas voluntárias? A única resposta é que a graça de Deus transformou sua relutância em voluntariedade. Se a vontade do homem é livre para agir certo ou errado, por que as pessoas não se voltam para Deus? A razão é que a vontade do homem não é livre. A graça de Deus deve vir e agir no coração, Somente então um homem será voluntário no dia do poder de Deus.


O povo de Deus deseja ser salvo. Assim, as pessoas desejam trabalhar para Deus. Elas vão voluntariamente à casa de Deus para adorá-lO. Elas dão generosamente quando há necessidade de dinheiro na igreja. Elas servem a Deus de várias formas, com alegria e espontaneidade, no dia do poder de Deus.


Devemos notar o caráter desse povo. Ele "se apresentará voluntariamente no dia do teu poder". Ele "se apresentará voluntariamente... com santos ornamentos". Este povo voluntário estará vestido com santidade. Estará vestido com a justiça, a santidade de Cristo. A graça de Cristo lhe é concedida. O povo de Cristo não tem santidade em si próprio. A santidade que tem lhe é dada por Deus. Deus transforma pecadores em santos. Somente o povo cristão tem verdadeira santidade. O povo de Cristo é um povo voluntário e santo.


As próximas palavras são difíceis de se entender: "...como vindo do próprio seio da alva...". O que elas significam? Algumas pessoas dizem que estas palavras significam que o povo de Deus será voluntário desde o início da vida. A passagem não significa isso. De onde virá o povo de Deus? Como deve ser trazido? Você já viu gotas de orvalho de manhã bem cedo? Há muitas. São belíssimas. De onde vieram? A resposta da natureza é que vieram "do próprio seio da alva". O povo de Deus virá dessa mesma forma. Virá de maneira muito rápida e misteriosa, como se viesse "do próprio seio da alva", como as gostas de orvalho. As gotas de orvalho são algo misterioso. Ninguém realmente sabe como vêm. O povo de Deus também vem misteriosamente. Um pregador pode não ser eloquente ou poderoso. Então, como foram as pessoas convertidas quando este homem pregou? Elas vieram " do próprio seio da alva", misteriosamente. Quem fez as gotas de orvalho? Deus fez a gotas de orvalho. Ele não precisa do homem para ajudá-lO. O povo de Deus é salvo da mesma forma. As pessoas são chamadas por Deus e são trazidas por Deus. Elas são abençoadas por Deus. O povo de Deus vem "do próprio seio da alva".


Vocês já notaram quantas gotas de orvalho há na manhã? Há uma grande quantidade ao mesmo tempo. Todavia tudo é feito silenciosamente. Assim também os filhos de Deus virão "do próprio seio da alva". Nenhuma palavra pode realmente explicar o que isto significa. Vocês podem ficar ao ar livre de manhã cedo, quando o sol está começando a raiar. Os campos estarão brilhando com gotas de orvalho. Vocês perguntarão: "De onde vieram todas essas gotas de orvalho?" A resposta é que vieram "do próprio seio da alva"! Quando muitas pessoas são salvas, quando vocês as vêem vindo de maneira misteriosa e silenciosa, podem compará-las ao orvalho da alva. Vocês perguntam: "De onde vieram essas pessoas remidas?" A resposta é que vieram "do próprio seio da alva."

terça-feira, 19 de agosto de 2014

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Sem Exceções! – C. H. Spurgeon


Não há exceções? Não nenhuma. “Toda a casa de Israel é de fronte obstinada e de duro coração” (Ez 3.7). Mesmo a raça favorecida é descrita como um povo de fronte obstinada e duro coração. Considere a sua participação nessa acusação universal e disponha-se a reconhecer a sua culpa. A primeira acusação é a fronte obstinada. Isto se refere a uma dureza de rosto, uma falta de vergonha santa ou uma ousadia na prática do mal.



Antes de minha conversão, eu podia pecar e não sentir qualquer remorso; podia ouvir a minha culpa e não me humilhar; podia até confessar a minha iniqüidade e não experimentar nenhuma tristeza em meu íntimo, por causa da iniqüidade. Um pecador que vai a casa de Deus e finge orar e dirigir-lhe louvores demonstra uma hipocrisia descarada do pior tipo! Todavia, desde o dia do meu novo nascimento, tenho duvidado de meu Senhor, em sua face, murmurando insolenemente em sua presença, adorado-O com desmazelo e pecado, sem arrependimento sincero. Se a minha fronte não fosse tão inflexível, eu teria mais temor santo e mais contrição de espírito.



A segunda acusação é a dureza de coração. Também não posso dizer que sou inocente dessa acusação. Antes eu não tinha nada, exceto um coração de pedra. Mesmo que, pela graça de Deus, agora eu tenha um coração novo, um coração de carne, ainda permanece em mim muito de minha teimosia. Não sou tão afetado pela morte de Jesus como eu deveria ser. Também não sou tão comovido pela perdição de meu próximo, pela impiedade de minha época, pela disciplina de meu Pai celestial e pelas minhas próprias faltas como eu deveria ser. Oh! Que meu coração seja amolecido tão somente pela emoção dos sofrimentos e da morte de meu Salvador! O precioso sangue de meu Salvador é o solvente universal. Este sangue me amolecerá, até que meu coração se derreta como a cera diante do fogo.




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