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terça-feira, 28 de julho de 2015

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Quem Crê em Tudo, não Crê em Nada! – C. H. Spurgeon


"Sem fé é impossível agradar a Deus." Se agradamos a Deus, não é por nosso talento, e sim por nossa fé.

Atualmente necessitamos de muita fé na forma de crença fixa. Devemos saber mais do que antes; procuramos desenvolver, mas não como alguns, pois não pertencemos à escola liberal daqueles que creem pouco ou nada com convicção, porque desejam crer em tudo. Alguns não têm credo, ou se o possuem, o alteram tão frequentemente que não lhes serve para nada. Variadas são as crenças e as incredulidades de alguns, um aglomerado de conceitos filosóficos, teorias científicas, resíduos teológicos e invenções heréticas.

Quando tais "eruditos" se referem a nós, manifestam grande desprezo e demonstram crer que somos estúpidos por natureza. Pode ocorrer que alguém esteja se mirando num espelho quando julga estar contemplando o vizinho pela janela. Atrevo-me a dizer que não devemos temer ante a perspectiva de medir forças com os seguidores do "pensamento moderno". Seja assim ou não, a nós nos compete crer. Cremos que quando o nosso Deus fez uma revelação, sabia o que queria e pensava, e Se expressou da maneira melhor e mais sábia, em linguagem que pode ser entendida pelos que são sinceros e desejosos de aprender. Portanto cremos que não necessitamos de nova revelação, e que a idéia que há de surgir outra luz é praticamente incredulidade segundo a luz que já recebemos, visto que a luz da verdade é una. Embora a Bíblia tenha sido distorcida e posta à ridículo por mãos sacrílegas, continua sendo a revelação infalível de Deus. O aspecto mais importante da nossa religião é aceitar humildemente o que Ele tem revelado. Talvez a forma mais elevada possível de adoração é a submissão de todo o nosso ser mental e espiritual ante o pensamento revelado de Deus, o entendimento prostrado, ante aquela sagrada presença, cuja glória faz com que os anjos cubram os rostos. Aqueles que desejarem, adorem a ciência, a razão ou seus próprios raciocínios; contudo nosso deleite é prostrar-nos ante o Senhor Deus e dizer: "Este Deus é o nosso Deus para sempre; Ele será nosso guia até à morte.

Reúnam-se em torno do antigo estandarte. Lutem até à morte pelo evangelho imutável, pois é a sua vida. Que a cruz de Cristo esteja sempre em proeminência, e que todas as benditas verdades que a cercam sejam mantidas com todo o coração.

Precisamos ter fé — não só na forma de credo fixo — mas também na forma de constante dependência de Deus. Se me perguntasse qual a mais agradável disposição de ânimo dentro de toda a gama dos sentimentos humanos, não falaria do poder da oração, ou da abundância de revelação, ou de gozos arrebatados ou vitória sobre os espíritos maus; mencionaria como o mais estranho deleite do meu ser, o estado em que se experimenta uma consciente dependência de Deus. Frequentemente esta experiência tem vindo acompanhada de enormes dores físicas e profundas humilhações do espírito, mas é inexplicavelmente agradável cair passivamente nas mãos do amor e morrer absorvido na vida de Cristo. É um deleite chegar à compreensão de que você não sabe, mas seu Pai celestial sabe; você não pode falar, mas "temos um advogado"; quase não pode levantar a mão, porém Ele opera todas as coisas em você. A absoluta submissão das nossas almas ao Senhor, o pleno contentamento do coração ante a vontade e os caminhos de Deus, a segura confiança do espírito quanto à presença e ao poder do Senhor; isto é o mais próximo ao céu que pode ocorrer conosco. É melhor que o êxtase, pois qualquer um pode permanecer nessa experiência sem esforço ou reação.

"Ah, não ser nada, nada; apenas permanecer aos Seus pés." Não é uma sensação tão sublime como voar em asas de águia; quanto à doçura no entanto, ela é profunda, misteriosa, indescritível e insuperável. É uma bem-aventurança na qual se pode pensar, um gozo que nunca parece ser roubado; pois não resta dúvida de que um pobre e frágil filho de Deus tem direito indiscutível a depender do Pai, direito a não ser nada na presença dAquele que o sustém. Gratifica-me pregar nesse estado de ânimo, como se não fora pregar, mas esperar que o Espírito Santo fale por mim. Presidir dessa maneira as reuniões de oração e da igreja, e toda a espécie de atividades, redundará em sabedoria e gozo para nós. Geralmente cometemos nossos maiores erros nos assuntos mais fáceis, achando tudo tão simples que não pedimos a Deus que nos guie e julgando que nossa própria capacidade será suficiente. Todavia, as graves dificuldades, essas nós levamos a Deus. Bondosamente Ele dá aos jovens prudência e aos simples conhecimento e discrição por meio delas. A dependência de Deus é a fonte inesgotável da eficácia. Aquele verdadeiro santo de Deus, George Muller, me surpreende sempre, por ser uma pessoa que depende tão simples e puerilmente de Deus; mas, lamentavelmente, a maioria de nós se julga demasiadamente grande para que Deus nos use. Sabemos pregar tão bem que fazemos um sermão de qualquer coisa... e fracassamos. Cuidado, irmãos, pois se julgamos que podemos fazer algo por nós mesmos, tudo que obteremos de Deus será a oportunidade de prová-lo. Deste modo, Ele nos examinará, e nos permitirá ver nossa incapacidade. Certo alquimista, que servia ao papa Leão X, declarou que havia descoberto como transformar os metais vis em ouro. Esperava receber grande soma de dinheiro por seu invento, mas Leão não era tão bobo; deu-lhe tão somente uma enorme bolsa para que guardasse o ouro que fizesse. Nesta resposta havia tanto sabedoria como sarcasmo. Isto é precisamente o que Deus faz com os orgulhosos; permite-lhes ter a oportunidade de fazer o que se jactavam de poder fazer. Jamais soube de alguma moeda de ouro que tenha chegado a cair na bolsa de Leão; estou certo de que vocês jamais serão espiritualmente ricos pelo que podem fazer com as próprias forças. Despojem-se das suas próprias vestimentas, e então Deus poderá comprazer-Se em revestir-lhes de honra, mas nunca antes.

É essencial que demonstremos fé em forma de confiança em Deus. Seria grande calamidade que alguém afirmasse de vocês: "Tem um excelente caráter moral e dons notáveis, mas não confia em Deus." Necessidade importante é a fé. O apostolo recomenda: "Tomando sobretudo o escudo da fé." Pena é que alguns vão à luta deixando o escudo em casa. Terrível é pensar num sermão que tivesse todas as qualidades que um sermão precisa possuir e, no entanto, constatar que o pregador não confiasse no Espírito Santo para abençoá-lo de modo a converter almas. Tal mensagem seria vã. Nenhum sermão será o que deveria ser se lhe faltar a fé; equivale a dizer que um corpo está sadio quando a vida já se extinguiu. É admirável ver alguém humildemente consciente da sua própria fraqueza e ao mesmo tempo bastante confiante no poder divino para atuar por meio das suas limitações. Se intentamos fazer grandes coisas, não nos excederemos na tentativa; esperando notáveis feitos, não cairemos desenganados em nossas esperanças. Alguém interrogou a Nelson se não eram perigosos determinados movimentos de seus navios, e a resposta foi: "Pode ser perigoso, mas em assuntos navais nada há impossível ou improvável." Atrevo-me a asseverar que, no serviço de Deus, nada é impossível e nada é improvável. Empreendam grandes coisas em nome de Deus; arrisquem tudo, confiados em Sua promessa, e conforme a sua fé lhes será feito.



Oxalá tivéssemos mais coragem, mais ânimo, mais "garra". Intentemos grandes coisas, porque os que confiam no Senhor vencem acima de todas as esperanças. Este é o tipo de fé da qual necessitamos cada vez mais; confiar em Deus de tal maneira, que em Seu nome ponhamos a mão no arado. É ocioso passar o tempo fazendo planos e modificando-os, sem nada fazer; o melhor plano para executar a obra de Deus é realizá-la. Irmãos, se não creem em mais ninguém, confiem em Deus sem reservas. Creiam plenamente. Crer na Palavra de Deus é o mais razoável que temos a fazer; é seguir o caminho mais simples que devemos tomar; é a norma menos perigosa que podemos adotar, inclusive quanto ao cuidado de nós mesmos, pois Jesus declara: "Qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas o que perder sua vida por minha causa, a achará." Exponhamo-nos a tudo, confiados na fidelidade absoluta de Deus, e jamais seremos envergonhados ou confundidos.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

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O Filósofo microscópico e a gota d'água! | C. H. Spurgeon


sábado, 11 de julho de 2015

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O Chamado Soberano! | C. H. Spurgeon


segunda-feira, 6 de julho de 2015

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De Spurgeon para a Suprema Corte Americana.( e de todas as nações ).


( Foto da Suprema Corte  Americana – cores conforme os votos sobre a redefinição do casamento )


"A consciência é iluminada de maneira diferente em diferentes homens, e o apelo final quanto ao certo e errado, não pode ser a tua consciência meio cega pelo pecado ou a minha consciência."


Eu poderia condenar o que você permite e você dificilmente tolerar o que eu aprovo: mas nós não somos juízes nem de nós mesmos, mas ambos culpados sob o julgamento quando chegamos diante da Lei de Deus. O apelo final sempre será o "Assim diz o Senhor!" – isso é verdade para a própria lei que os homens estabelecem , - pois o “assim diz o Senhor”, é que é o único padrão perfeito pelo qual os atos e ações dos homens podem ser medidos.


A Palavra de Deus, a partir da supremacia deste texto por exemplo:

“E, se alguma pessoa pecar, e fizer, contra algum dos mandamentos do Senhor, aquilo que não se deve fazer, ainda que o não soubesse, contudo será ela culpada, e levará a sua iniquidade; E trará ao sacerdote um carneiro sem defeito do rebanho, conforme à tua estimação, para expiação da culpa, e o sacerdote por ela fará expiação do erro que cometeu sem saber; e ser-lhe-á perdoado” - Levítico 5:17,18


 Se levanta e nos diz: "Você não vai ser dispensado porque sua consciência não foi esclarecida ( ainda és totalmente culpado diante de Deus sem o sangue da expiação – o sangue de Cristo ). Você não vai ser dispensado da culpa porque é tão cego que diz que o amargo é doce, e o  doce amargo. Minhas exigências são as mesmas em cada jota e til, seja qual for a tua consciência – se ela te condenar ou permitir e aprovar."


A Consciência perdeu muito de sua sensibilidade através da Queda, e através de nossos pecados atuais e contínuos - mas a lei não foi reduzida para se adequar ao nosso entendimento corrompido. Se quebrarmos a lei, embora a nossa consciência possa não nos culpar, ou mesmo nos informar do mal, a ação ainda é registrada contra nós; e computada como nossa iniquidade.


A Lei de Deus ( Sua Palavra ) também é definida acima da opinião humana – um homem ou autoridades constituídas  dizem: "Você pode fazer isso",  mas a Lei não muda de acordo com o julgamento do homem e não se dobra ao espírito da época ou o gosto da cultura em que vivemos. Deus é o Juiz supremo, de cuja decisão infalível não há apelação. Certo é certo quer todos a condenem, e errado é errado,  embora o mundo todo possa aprovar.


A Lei é o equilíbrio do santuário com a precisão de um fio de cabelo, sensível, até mesmo para a pequena poeira presa nos nossos pés. As opiniões divergem continuamente, mas a lei de Deus é totalmente invariável. De acordo com a sensibilidade moral de um homem será sua estimativa do ato que ele executa, mas você imagina que a lei de Deus varia de acordo com o julgamento inconstante do homem? Se você aprova tal pensamento, saiba definitivamente que a sabedoria infinita de Deus o proíbe.


A lei é fixa, um padrão estabelecido, e se ficamos aquém disso, embora não o saibamos, ainda somos culpados e devemos mencionar a nosso pecado se desejamos que uma expiação seja feita. Deus exalta a lei infinitamente acima dos costumes das nações, épocas e culturas. Os homens são muito acostumados a dizer: "É verdade que eu fiz isso e aquilo, que eu não poderia defender como algo bom em si mesmo; mas, em seguida, este é o caminho do comércio e dos negócios, outras empresas fazem isso, a opinião geral e consentimento público endossaram o costume; Por conseguinte, não vejo como posso agir de forma diferente dos outros, porque, se eu fizesse isso, eu seria muito singular ( o que não seria tolerante ) e provavelmente seria um perdedor por causa do meu escrúpulo. "


Sim, mas os costumes dos homens não são a norma do que é certo. Onde eles já foram, em primeiro lugar, corretos através de uma forte influência cristã, a tendência é eles irem se deteriorando e afundando abaixo do padrão adequado e aceitável por Deus. Hábito, perpetuidade e universalidade de que é errado, finalmente permite que os homens chamem aquilo que é falso de verdadeiro, mas não há nenhuma mudança real no que aquilo é de fato: o costume errado ainda é errado, a mentira universal ainda é uma falsidade...


A lei de Deus não é alterada: nosso Senhor Jesus disse: "E é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til da lei.” -  Lucas 16:17 - A lei divina substitui costume, tradição e opinião: estes não têm mais efeito sobre o eterno padrão do que a queda de uma folha sobre as estrelas do céu. "Se alguma pessoa pecar, e fizer, contra algum dos mandamentos do Senhor, aquilo que não se deve fazer, ainda que o não soubesse, contudo será ela culpada, e levará a sua iniquidade"



Todos os costumes do mundo não podem fazer certo o errado, e se todo mundo que já viveu desde Adão até esta hora tivesse feito uma coisa errada e declarado que aquilo é certo e ela justa em fazer isso ou aquilo, isso não faria nenhuma diferença moral na ação. Mil culturas, gerações e séculos de aceitação de um erro,  não podem fazer do erro uma virtude. Os Mandamentos de Deus são firmes para sempre, e aquele que o quebrar deve suportar o que Deus estabeleceu. Assim você vê que na declaração do meu texto da lei de Deus,  está consagrado um lugar de reverência perpétua ao único Deus que se revelou nas Escrituras e em Seu Filho, Jesus.  ( Fim do texto de Spurgeon )

É triste, mas essa verdade tem sido perdida mesmo entre muitos que se dizem cristãos. Essa verdade, como é óbvio, se aplica a qualquer coisa - em nossas vidas, igreja... que achamos que podemos definir ou redefinir segundo nossas opiniões, gostos, preferências...  em abraçamos toda a Verdade - ou perdemos a Verdade.

sábado, 4 de julho de 2015

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Como o jovem mantém sua vida pura? | C. H. Spurgeon


De que maneira poderá o jovem guardar puro seu caminho? (Sl 119.9)

Como poderá ele tornar-se e manter-se santo na prática? Ele não passa de um jovem, cheio de quentes paixões e carente de conhecimento e experiência; como poderá conquistar o certo e conservar o certo? Nunca houve uma pergunta mais importante para qualquer pessoa; nunca haverá um tempo mais oportuno para fazê-la do que no início da vida.


Não é uma tarefa de forma algu­ma fácil para um jovem ver-se no espelho da realidade. Deseja escolher um caminho limpo, sendo ele mesmo limpo, ver seu ca­minho isento de qualquer imundície que porventura surja no futu­ro e encerrar mostrando um curso límpido desde o primeiro passo até o último. Mas, ai de mim!, dirá ele, meu caminho já é impuro pelo pecado atual que já cometi, e eu mesmo possuo em minha própria natureza a tendência para aquilo que contamina. Mas essa é uma questão muito difícil; primeiro, de começar certo; em se­guida, de ser sempre capaz de saber escolher o certo e de pross­guir agindo certo até que a perfeição seja por fim alcançada - se isso é difícil para qualquer pessoa, como um jovem poderá conse­gui-lo? O caminho, ou a vida, de uma pessoa tem que ser purifica­da dos pecados de sua juventude atrás de si, e mantida pura dos pecados que surgirão diante de si: eis a obra; eis a dificuldade.

Nenhuma ambição mais nobre que esta poderá um jovem deparar diante de si, nenhuma para a qual é ele chamado a assegurar uma vocação; porém nenhuma em que encontrará maiores difi­culdades. Entretanto, que ele jamais se esquive do glorioso empre­endimento de viver uma vida pura e graciosa; ao contrário, que ele descubra no caminho todos os obstáculos que precisam ser venci­dos. Tampouco pense ele que já conhece a estrada para uma vitó­ria fácil, nem sonhe que pode guardar-se por sua própria sabedo­ria. Fará bem seguindo o exemplo do salmista, tornando-se um solícito inquiridor, perguntando como poderá purificar seu cami­nho. Que se torne um discípulo prático do santo Deus, o único que pode ensiná-lo como vencer o mundo, a carne e o diabo, esta tríade de corruptores por meio da qual a vida promissora de muitos se torna pervertida. Ele é jovem e inexperiente na estra­da, por isso não se acanhe de frequentemente inquirir sobre o ca­minho de alguém que está pronto e habilitado para instruí-lo no mesmo.


Nosso caminho é um tema que nos preocupa profundamente, e é muitíssimo preferível inquirir sobre ele do que especular acerca de temas misteriosos que antes fascina do que ilumina a mente. Dentre todas as perguntas que um jovem faz, e são muitas, que esta seja a primeira e principal: "De que maneira poderei guardar puro meu caminho?" Esta é uma pergunta sugerida pelo senso comum e acossada pelas ocorrências diárias; mas não deve ser respondida pela razão desamparada; nem, quando respondida, as diretrizes podem ser confirmadas pelo poder humano impotente. Nossa tarefa é formular a pergunta; a Deus cabe fornecer-nos a resposta e capacitar-nos para torná-la concreta.


Observando-o segundo tua palavra (Sl 119.9). Querido jovem, que a Bíblia seja seu mapa, e que você exerça grande vigilância para que seu caminho se amolde a suas diretrizes. Você deve cuidar para que sua vida diária seja pautada pelo estudo de sua Bíblia, e deve estudá-la para que aprenda a precaver-se em sua vida diária. Com o máximo cuidado, uma pessoa ainda poderá extraviar-se, caso seu mapa a conduza equivocadamente; porém, com um bom mapa, ela ainda poderá perder sua estrada, caso esteja desatenta. O ca­minho estreito jamais poderá ser achado por acaso, tampouco uma pessoa descuidosa jamais viverá uma vida santa. Podemos pecar sem refletir; o que temos a fazer é apenas negligenciar a grande salvação e arruinar nossa alma. Obedecer, porém, ao Senhor e andar retamente carece de todo nosso coração, alma e mente. Que os displicentes recordem isso.


Não obstante, a palavra é absolutamente necessária; pois, caso contrário, a prudência se transformará em mórbida ansiedade e a escrupulosidade poderá transformar-se em superstição. Um capitão poderá vigiar de seu tombadilho a noite inteira; mas se nada conhecer da região costeira e não tiver a bordo nenhum piloto apto, com toda sua prudência poderá apressar-se para o naufrá­gio. Não basta querer ser certo; pois a ignorância pode levar-nos a pensar que estamos fazendo o serviço de Deus, quando, na verda­de, o estamos provocando; e o fato de nossa ignorância não rever­terá o caráter de nossa ação, por mais que ela mitigue seu poder criminoso. Se uma pessoa demarcar cuidadosamente o que crê ser uma dose de medicamento útil, ela morrerá se vier a perceber que lançou mão de um frasco errado e que serviu-se de um vene­no mortífero; o fato de fazer isso ignorantemente não alterará o resultado. Ainda assim, um jovem poderá cercar-se de dez mil males ao valer-se cuidadosamente de um critério imponderado e recusar o recebimento da instrução da Palavra de Deus. Ignorância inten­cional por si só equivale a pecado intencional, e o mal advindo daí é injustificado. Que cada pessoa, seja jovem ou idosa, que anseia ser santa, então mantenha em seu coração uma santa vigilância, e mantenha sua santa Bíblia aberta bem diante de seus olhos. Aí ela encontrará assinalada cada curva da estrada, cada lamaçal, cada atoleiro indicado, com a via de chegada desimpedida; e aí, tam­bém, achará luz para suas trevas, conforto para sua exaustão e companhia para sua solidão, de modo que, com seu auxílio, alcan­çará a bênção do primeiro versículo do Salmo, a qual inspirou a solicitação do salmista e despertou seus anseios.


Note a posição que a primeira seção de oitos versículos man­tém para com seu primeiro versículo: "Bem-aventurados os irre­preensíveis em seu caminho", e a segunda seção corre paralela a ele, com a pergunta: "De que maneira poderá o jovem guardar puro seu caminho?" A bem-aventurança que é posta diante de nossos olhos numa promessa condicional deve ser buscada de for­ma prática na forma designada. Diz o Senhor: "Por isso eu serei buscado pela casa de Israel para agir por eles."


Quanto mais depressa nos valemos de uma promessa de Deus, melhor; especialmente quando no raiar do dia nos nutrimos de ânimo, pois disse a Sabedoria: "Aqueles que no alvorecer me buscam, encontrar-me-ão." E lamentável que por um ano, ou mesmo um dia ou uma hora, percamos a bem-aventurança que pertence à santidade.



terça-feira, 30 de junho de 2015

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Tua covardia diante do mundo é puro desprezo a Deus! - C. H. Spurgeon





Lembrem-se, o Espírito Santo tem seus meios e métodos, e há algumas coisas que ele não fará. Lembrem-se, ele não faz nenhuma promessa de abençoar acordos. Se fizermos acordo com o erro ou o pecado, é por nossa conta e risco. Se fazemos qualquer coisa sobre a qual não temos clareza, se manipulamos a verdade ou a santidade, se somos amigos do mundo, se fazemos provisão para carne, se pregamos com desânimo ou fazemos pacto com engana-dores, não temos nenhuma promessa de que o Espírito Santo está conosco. A grande promessa vai em outra direção: "'Saiam do meio deles e separem-se', diz o Senhor. 'Não toquem em coisas impuras, e eu os receberei e lhes serei Pai, e vocês serão meus filhos e minhas filhas', diz o Senhor todo-poderoso" (2Co 6.17,18).

         No Novo Testamento apenas em um único lugar, com exceção do Livro de Apocalipse, Deus é chamado de "Senhor todo-poderoso" (2Co 6.18). Se você quer saber que grandes coisas o Senhor pode fazer como Senhor Todo-Poderoso, separe-se do mundo e daqueles que apostatam da verdade. O título "Senhor todo-poderoso" é citado do Antigo Testamento. "El Shaddai", Deus Todo-suficiente, o Deus de muitos ventres. Não conheceremos o poder supremo de Deus para suprir todas nossas necessidades até que cortemos de vez a ligação com tudo que não está de acordo com a mente dele.

         Abrão foi grande quando disse ao rei de Sodoma: "Não aceitarei nada"--, uma veste babilônica ou uma cunha de ouro? Não, não. Ele disse: "Não aceitarei nada do que lhe pertence, nem mesmo um cordão ou uma correia de sandália" (Gn 14.23). Esse foi o "corte pela raiz". O homem de Deus não aceita ter nada com Sodoma nem com a falsa doutrina. Se você vir qualquer coisa má, corte-a pela raiz. Afaste-se daqueles que afastaram a verdade. Então você está preparado para receber a promessa, não antes disso.

         Irmãos amados, lembrem-se, onde houver grande amor, com certeza, haverá grande ciúme. "Amor é tão forte quanto a morte" (Ct 8.6). O que vem em seguida? "O ciúme é tão inflexível quanto a sepultura". "Deus é amor" (1Jo 4.8,16) e exatamente por essa razão "o SENHOR, o seu Deus, é Deus zeloso; é fogo consumidor" (Dt 4.24). Passe longe de tudo que contamina ou entristece o Espírito Santo; pois se ele estiver aborrecido conosco, logo passaremos vergonha diante do inimigo.

         A seguir, observe que ele não faz nenhuma promessa à covardia. Se você permitir que o temor do homem o governe e desejar se salvar do sofrimento ou ridículo, encontra pouco conforto na promessa de Deus: "Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá" (Mt 16.25). As promessas do Espírito Santo para nós, em nossa guerra, são para aqueles que se portam como homens e pela fé são tornados corajosos na hora do conflito. Desejo que cheguemos a esse ponto, desprezando o ridículo e a calúnia.

         Ah, esquecer de si mesmo como aquele mártir italiano de quem Foxe fala! Condenaram-no a ser queimado vivo, e ele ouviu a sentença calmamente. Mas queimar mártires, por mais deleitável que seja também é caro; e o prefeito da cidade não tinha interesse em pagar pela lenha, e os sacerdo-tes que o haviam acusado também queriam fazer o trabalho sem ter despesa. Por isso, tiveram uma briga feia, e lá estava de pé e quieto o pobre homem para quem essa lenha era destinada, ouvindo as mútuas recriminações daquelas autoridades. Vendo que não podiam resolver o assunto, ele disse: "Senhores, acabarei com sua disputa. É pena que qualquer dos senhores precisem gastar tanto com lenha para me queimar, assim, por amor a meu Senhor, pagarei pela lenha que me vai queimar, se me permitem."

         Eis um lindo exemplo de escárnio, bem como de mansidão. Não sei se teria pago aquela conta; mas tenho me sentido inclinado a sair um pouco do caminho para ajudar os inimigos da verdade, para que encontrem combustível para suas críticas contra mim. Sim, sim; serei ainda pior, lhes darei mais para reclamar. Por amor a Cristo, vou até o fim com a controvérsia e nada farei para aquietar a ira deles. Irmãos, se vocês adornarem um pouco, se tentarem salvar um pouco de sua reputação junto aos homens da apostasia, isso é ruim para vocês. Aquele que se envergonha de Cristo e de sua Palavra nesta geração má verá que, no fim, Cristo se envergonha dele.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

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Você tem medo de más notícias? – C. H. Spurgeon





Cristão, você não deve temer a chegada de más notícias; porque, se você está angustiado por elas, o que dizer dos outros homens? Os outros homens não têm o seu Deus a quem recorrer; eles nunca provaram sua fidelidade como você provou, e não é de surpreender que eles estejam ajoelhados com alarma e encolhidos de medo. Mas você professa ser de outro espírito; você foi gerado novamente para uma viva esperança, e seu coração vive no céu, e não nas coisas terrenas.


Pois bem, se você for visto confuso como os outros homens, onde está o valor daquela graça que você professa ter recebido? Onde está a dignidade daquela nova natureza que você alega possuir?


Novamente, se tiver de ficar alarmado, como os outros ficam, você será levado, indubitavelmente, aos pecados tão comuns aos outros sob circunstâncias penosas. Os incrédulos, quando são surpreendidos por más notícias, rebelam-se contra Deus; murmuram e pensam que Deus os trata com aspereza. Você cairá neste mesmo pecado? Você provocará o Senhor como eles fazem?


Além disso, os homens não-convertidos geralmente correm para os meios errados a fim de escapar das dificuldades, e você certamente fará o mesmo se a sua mente ceder à pressão atual. Confie no Senhor e espere pacientemente por Ele. Seu procedimento mais sábio é fazer como Moisés fez no mar Vermelho: "Aquietai-vos e vede o livramento do Senhor." Pois, se você ceder ao medo quando ouvir as más notícias, será incapaz de enfrentar o problema com aquela calma compostura que estimula para o dever e sustenta sob a adversidade.


Como pode você glorificar a Deus, se age como o covarde? Os santos têm muitas vezes cantado os altos louvores de Deus com ardor, mas sua dúvida e desalento, como se não tivesse ninguém para ajudá-lo, exaltaria o Altíssimo? Portanto, tenha coragem, respaldado em segura confiança da fidelidade de seu Deus da aliança, "não se turbe o seu coração, nem se atemorize".

"Não se atemoriza de más notícias." - Salmo 112.7


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