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terça-feira, 30 de setembro de 2014

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Amor e ódio!!!




lrai-vos e não pequeis" (Efésios 4.26). Não pode haver bondade em um homem, se ele não sente ira contra o pecado. Aquele que ama a verdade tem de odiar todo caminho de falsidade. Como o nosso Senhor odiou a iniquidade, quando a tentação Lhe sobreveio! Três vezes ela O assaltou, em formas diferentes. Porém, Ele a enfrentou com "Arreda, Satanás" (Mateus 16.23; Marcos 8.33).

Amas a justiça e odeias a iniquidade.

Salmos 45.7

Nosso Senhor odiou a iniquidade quando a tentação sobreveio a outros. Ele demonstrou seu ódio mais por meio de lágrimas de piedade do que por palavras de repreensão. Todavia, que palavras poderiam ser mais severas, do que as palavras de nosso Senhor dirigidas aos fariseus: "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque devorais as casas das viúvas e, para o justificar, fazeis longas orações" (Mateus 23.14.)?


O Senhor odiou tanto a iniquidade que derramou seu sangue, na cruz, para destruí-la. Ele morreu para que ela morresse. Ele foi sepultado para que pudesse enterrá-la em sua sepultura e ressuscitou a fim de aniquilar a iniquidade para sempre. Cristo está no evangelho, e o evangelho se opõe à iniquidade em todas as suas formas. A iniquidade se veste com roupas lindas e imita a linguagem da santidade. Mas os preceitos de Jesus, assim como o seu famoso chicote de cordas curtas, expulsa a iniquidade do templo e não a tolera na Igreja. Então, também no coração onde Jesus reina, que guerra há entre Cristo e Belial!


Quando nosso Redentor vier para ser o Juiz, estas palavras trovejantes: "Apartai-vos de mim, malditos" (Mateus 25.41), que são, realmente, uma continuação do ensino que deu sobre o pecado enquanto estava na terra, demonstrarão como Ele odeia a iniquidade. Assim como caloroso é o seu amor pelos pecadores, é quente o seu ódio pelo pecado. Assim como é perfeita a justiça de nosso Senhor, assim também a destruição de toda forma de iniquidade será completa. Ó glorioso Campeão da santidade e Destruidor da iniquidade, por esta razão, Deus, "o teu Deus, te ungiu com o óleo de alegria, como a nenhum dos teus companheiros" (Salmos 45.7).

sábado, 27 de setembro de 2014

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O homem natural odeia a Graça – C. H. Spurgeon





O teor do evangelho gira em torno do fato de que o homem está morto em seus pecados, e que a vida eterna é um dom de Deus, e se colocaria contra a totalidade deste teor básico do evangelho quem defendesse que o homem pode conhecer e amar a Cristo sem a atuação soberana do Espírito Santo. O Espírito Santo encontra os homens tão desprovidos de vida espiritual, como aqueles ossos secos na visão de Ezequiel; o Espírito tem de juntar cada osso com seu osso, até reconstituir o esqueleto, e depois, vindo dos quatro cantos, precisa soprar sobre esses ossos mortos a fim de que recebam vida. A não ser pelo Espírito de Deus, as almas dos homens teriam de permanecer no vale de ossos secos, mortas, e mortas para sempre.


Mas as Escrituras não dizem apenas que o homem está morto em pecado; afirmam algo pior que isso: que ele, por natureza, é absoluta e totalmente contrário a tudo que seja bom e reto. "Portanto a intenção da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem em verdade o pode ser" Rom. 8:7. Folheemos as páginas da Bíblia e continuamente é repetido que a vontade do homem é contrária às coisas de Deus. Que disse Cristo naquele texto tão freqüentemente citado pelos arminianos para negar a doutrina que tão claramente afirma? Que disse Ele aos que imaginavam ser possível ao homem vir a Ele sem a influência divina? Primeiramente afirmou: "Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer". Entretanto, disse algo ainda mais enfático: "E não quereis vir a mim para terdes vida".


O homem não quer vir. Aqui se encontra a coisa fatal; não é apenas que o homem se encontra sem forças para fazer o bem, e sim que é suficientemente poderoso para fazer o mal, de modo que a sua vontade está perversamente disposta a ir contra tudo que é reto. Vá, arminiano, e diga a seus ouvintes que eles podem vir a Cristo, se assim o desejam, mas saiba que o seu Redentor o observa face a face e lhe diz que você está proferindo uma mentira! Os homens não querem vir. Nunca virão por si mesmos. Ninguém pode induzi-los a vir, nem mesmo forçá-los a vir com todas as suas ameaças, nem seduzi-los com todos os seus convites. Eles não querem vir a Cristo para terem vida. Até que o Espírito os traga, não quererão vir, nem poderão vir.


E é pelo fato de que a natureza humana é hostil ao Espírito de Deus, que o homem odeia a graça, despreza a maneira pela qual se oferece esta graça, e é contrário à sua natureza orgulhosa o humilhar-se para receber a salvação pelos méritos de outro. Daí, pois, surge a necessidade de que o Espírito opere diretamente no homem para mudar a sua vontade, corrigir as inclinações do seu coração, e depois de colocá-lo no caminho certo, dar-lhe forças para andar nele. Oh, se todos estudassem o homem e chegassem a compreendê-lo, não poderiam deixar de ser zelosos nesta doutrina da necessidade da obra do Espírito Santo! Com razão um grande escritor observou que jamais conheceu um homem que sustentasse algum erro teológico, que ao mesmo tempo não mantivesse alguma doutrina que atenuasse a depravação humana.


O arminiano diz que é verdade que o ser humano está espiritualmente caído, todavia acrescenta que ele ainda possui o poder da vontade e essa vontade é livre; ele pode levantar-se. Atenua-se dessa forma o caráter desesperador da queda do homem. Por outro lado, o antinomiano afirma que o homem não é responsável, pois nada pode fazer; por conseguinte não está obrigado a fazer nada. Não é sua obrigação crer, nem é sua obrigação arrepender-se. Vemos aqui que ele também atenua a condição pecaminosa do homem e lhe faltam idéias corretas a respeito da Queda. Entretanto, uma vez mantida a posição verdadeira, ou seja, a de que o ser humano não só está completamente caído, perdido e condenado, e sim também de que é culpado e por si mesmo impotente, então necessariamente você adotará a posição doutrinária correta em todos os demais pontos do grande evangelho do Senhor Jesus. Desde que se creia o que as Escrituras ensinam sobre o homem -posto que se aceite que o seu coração é depravado, seus afetos corrompidos, seu entendimento obscurecido e sua vontade pervertida, então você terá de sustentar que, se uma pessoa assim tão miserável há de ser salva, essa salvação deverá ser efetuada pelo Espírito de Deus, e por Ele somente.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

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Você não pode ser Melhorado!! - C. H. Spurgeon





É totalmente certo que a natureza humana não pode ser melhorada, porque muitos têm tentado, mas sempre com fracasso. Um homem, tentando corrigir a natureza humana, é como alguém tentando mudar a posição de um catavento, girando-o para o este quando o vento está soprando para o oeste; e quando tirar as mãos dele, tornará de novo a sua posição anterior. Tenho visto alguns que tratam de restringir sua natureza - pessoas de temperamento colérico, que tentam se consertar um pouco e conseguem, porém em seguida volta a aparecer, já que se o fogo não arde normalmente, nem as chamas encontram saída, queima seus ossos até se tornarem brancos com o calor da malícia, deixando em seu coração um resíduo de cinzas de vingança. Tenho visto um homem tentando se fazer religioso, e que monstruosidade ele faz consigo mesmo ao tentar fazê-lo, porque suas pernas não são iguais e caminham manquejando no serviço de Deus; ele é uma criatura deformada e rude, e todo aquele que olha para ela descobre logo a inconsistência de sua profissão.


Oh! asseguramos que é em vão para tal homem tentar se parecer branco, bem como para o Etíoipe pensar que pode fazer sua pele se parecer branca pela aplicação de cosméticos sobre ela, ou para o leopardo pensar que suas manchas podem ser limpas; que tal homem nunca imagine que pode cancelar a ruindade de sua natureza por esforços religiosos.


Ah, eu tenho tentado muitas vezes reformar-me sem nenhum êxito; quando começava, encontrava um demônio dentro de mim, e quando terminava, o número tinha aumentado para dez. Em vez de me tornar melhor, piorava; e os diabos da minha justiça própria, da confiança em si mesmo, do orgulho e de muitos outros faziam em mim morada. Quando estava ocupado varrendo minha casa e adornando-a, eis aqui um que procurava livrar-se disso, e que tinha saído um pouco, retornando e trazendo consigo outros sete espíritos mais ímpios do que ele mesmo, e entrando e habitando ali. Ah, meus queridos amigos, vocês podem tentar se reformar, mas descobrireis vossa impossibilidade, e lembrarão que mesmo se pudessem, não seria esta a obra que Deus requer; Ele não quer reformas, mas renovação; Ele não deseja um coração um pouco melhorado, mas um novo coração.


Mas, novamente, vocês facilmente perceberão que devem ter um novo coração, quando considerarem quais sãos as ocupações e gozos de estar em Cristo. A natureza que pode alimentar-se da imundícia do pecado e devorar o cadáver da iniquidade, não é de modo algum a natureza que poderá cantar louvores a Deus e regozijar em Seu santo nome. O corvo, que tem comido de tudo que é repugnante, esperais que ele chegará a ter a bondade da pomba e brincar com o seu par no telhado?; não! a menos que possais mudar o corvo em uma pomba; porque enquanto ele for corvo, todas suas propensões inatas lhe inclinarão sempre para o imundo e lhe será impossível fazer algo que esteja acima de sua natureza de corvo. Vocês têm visto o abutre devorando a carne putrefada, e esperais ver-lhe pousado na grama cantando louvores a Deus, com seu rouco chiado e grasna garganta? e vocês podem imaginar que o vereis como a galinha, picando o grão limpo à porta do celeiro, sem que seu caráter e disposição sejam completamente mudados? Impossível. Vocês podem imaginar que um leão deite com um bezerro, e coma palha como o boi, sendo leão? Não; deve haver uma mudança. Você pode colocar nele pele de ovelha, porém jamais será uma ovelha, a menos que a natureza de leão seja despojada. Tentai melhorar um leão por tanto tempo como quiserem; se o próprio Van Amburgh tivesse estado melhorando seus leões durante mil anos, jamais haveria feito deles ovelhas. E também podeis tentar melhorar o corvo e o abutre durante todo o tempo que lhe agradar, porém jamais podereis fazer deles pombas; é necessário que haja uma mudança total de caráter. Assim pois, dizei-me: É possível que um homem que tenha estado cantando as obscenas canções da embriagues, que tenha manchado seu corpo com toda classe de impurezas e tenha amaldiçoado a Deus, possa entoar Seus supremos louvores no Céu como aquele que tem amado os caminhos da pureza e da comunhão com Cristo? Não, nunca, a menos que sua natureza tenha sido totalmente mudada. Porque se sua condição segue sendo a mesma, a aperfeiçoareis como puder, e nunca alcançareis nada melhor. Enquanto o coração for o que é, nunca podereis o fazer sentir os gozos celestiais da natureza espiritual dos filhos de Deus. Por conseguinte, irmãos, é certamente necessário que uma nova natureza nos seja dada soberanamente por Deus.

Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo. João 3:7

sábado, 20 de setembro de 2014

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O Cálice que Jesus não Bebeu – C. H. Spurgeon

Uma verdade preciosa se revela no fato de que nosso Senhor recusou-se a beber vinho com mirra: “Deram-lhe a beber vinho com mirra; ele, porém, não tomou.” – Marcos 15.23


Antecipadamente, o Filho de Deus havia voltado seu olhar para nosso mundo e avaliado a imensa descida às profundezas da miséria dos homens.


Ele somou as agonias que a expiação exigiria e não recusou nenhuma delas. Solenemente, o Filho de Deus determinou oferecer ao Pai um sacrifício expiatório suficiente. Ele tinha de seguir todo aquele caminho, desde o trono de glória até à cruz da mais profunda aflição. Esse cálice de mirra, com sua influência anestésica, teria aliviado um pouco do sofrimento de nosso Senhor; mas Ele o recusou.


O Senhor Jesus não amenizaria todo o sofrimento que determinara suportar em favor de seu povo. Muitos de nós temos lamentado depois de livramentos de aflições que nos teriam causados muitos danos! Você sempre ora com ansiedade petulante e obstinada, suplicando alívio de um trabalho árduo e de sofrimento? Suponha que lhe tenha sido dito: "Se você deseja, pode conservar consigo aquilo que você ama, mas Deus será desonrado por meio disso". Você poderia abandonar essa tentação e dizer: "Seja feita a tua vontade"? E agradável ser capaz de afirmar: "Meu Senhor, eu preferiria não sofrer; todavia, se posso te honrar mais por meio do sofrimento e se a perda de todas as minhas coisas terrenas trará glória para Ti, então, que o sofrer seja a minha porção.



Recuso a consolação, se esta se coloca à frente de tua honra". Oh! Que abandonemos disposta e espontaneamente o pensamento de egoísmo e de consolação quando ele interfere na concretização da obra que Deus nos deu para realizarmos!

terça-feira, 16 de setembro de 2014

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Deus é a salvação que Ele dá! - C. H. Spurgeon






"O SENHOR é a minha luz e a minha salvação." Aqui encontramos um interesse pessoal: minha luz e minha salvação. A alma está segura disso e o afirma com ousadia. A luz divina é derramada na alma, antes que a salvação seja obtida. Onde não há bastante luz, para esclarecer nossas trevas e nos fazer desejar intensamente o Senhor Jesus, ali não há qualquer evidência de salvação.


Após a salvação, Deus é a nossa alegria, consolo, guia, mestre e, em todos os sentidos, nossa luz. Ele é a nossa luz interior, a luz que nos cerca, a luz que refletimos e a luz que será revelada para nós. O Senhor não apenas dá luz, Ele é a luz. O Senhor não somente dá salvação, Ele é a salvação.



Quando, pela fé, você se apropria de Deus, todas as bênçãos da aliança passam a lhe pertencer. "De quem terei medo?" Os poderes das trevas não precisam ser temidos, pois o Senhor, nossa luz, os destrói. A condenação do inferno não têm de ser temida por nós, pois o Senhor é a nossa salvação.


Este é um desafio bem diferente do arrogante desafio de Golias. Não depende da suposta força do homem, e sim do verdadeiro poder do onipotente Eu Sou. "O SENHOR é a fortaleza da minha vida." É fácil rendermos graças ao Senhor, quando Ele manifesta abundantes realizações de sua graça. Nossa vida extrai do Senhor Deus todo o seu vigor.


Se Ele nos torna fortes, não podemos ser enfraquecidos por todos os artifícios do inimigo. "A quem temerei?" Esta pergunta ousada tem em vista tanto o futuro quanto o presente. "Se Deus é por nós, quem será contra nós?" (Romanos 8.31), quer seja agora, quer seja no tempo por vir.


O SENHOR é a minha luz e a minha
salvação; de quem terei medo? O SENHOR é a
fortaleza da minha vida; a quem temerei?



Salmos 27.1

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

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Não Satisfaça a Carne! – C. H. Spurgeon




Rejeite para sempre todos os pensamentos de satisfazer a carne, se você deseja viver no poder de seu Senhor ressuscitado. Habitar na corrupção do pecado é trágico para um homem que está vivo em Cristo. "Por que buscais entre os mortos ao que vive?" (Lucas 24.5.) Os vivos devem viver em um sepulcro?


A vida divina dever ser sepultada no túmulo da concupiscência carnal? Como podemos participar do cálice do Senhor e, ao mesmo tempo, beber o cálice de Satanás? Certamente, você foi liberto de concupiscências e pecados visíveis. Você também escapou das armadilhas ocultas e ilusórias de Satanás? Você já escapou da indolência? Já está livre da segurança carnal?


Está procurando, dia após dia, viver acima do mundanismo, da avareza e da soberba da vida? Lembre-se de que foi por esse motivo que você foi enriquecido com todas os tesouros de Deus. Não permita que todo o abundante tesouro da graça seja desperdiçado por você mesmo.


Siga a santidade; ela é a coroa e a glória do crente. Uma igreja sem santidade é inútil para o mundo e não recebe apreciação da parte dos homens; é uma abominação, uma alegria para o inferno e um aborrecimento para o céu. Os piores males que foram trazidos ao mundo surgiram por intermédio de uma igreja sem santidade.


Você é um sacerdote de Deus — viva de acordo com essa posição. Você é um eleito de Deus — não se associe com o pecado. O céu é a sua herança. Viva como um ser celestial e você comprovará que possui a fé verdadeira em Jesus. Não pode haver fé no coração, a menos que exista santidade no viver.

Livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo.



(2 Pe 1.4)

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

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Os Efeitos da Verdade - C. H. Spurgeon


Ver os efeitos da verdade de Deus nas vidas de homens santos confirma a fé e estimula a aspiração santa. Não há outras influências que nos ajudem a chegar a tão sublime ideal de consagração. Se você ler os livros “babilônicos” de hoje, alcançará o espírito deles, e é um espírito estranho que o desviará do Senhor seu Deus. Você também pode sofrer grande dano com sacerdotes que têm a pretensão de falar o dialeto de Jerusalém, mas metade de sua mensagem é de Asdode: eles confundirão sua mente e profanarão sua fé. Pode acontecer que um livro que em seu todo seja excelente, com poucas máculas, possa lhe fazer mais mal do que um completamente mau. Cuide-se, obras dessa natureza são lançadas como nuvens de gafanhotos.


            Quase não se pode achar nesses dias um livro que seja inteiramente isento do levedo moderno, e a menor partícula dele fermenta até produzir o erro mais insano. Ao ler livros da nova ordem, embora possa não aparecer nenhuma mentira palpável, você fica consciente de estar recebendo uma distorção e um declínio no tom de seu espírito, portanto, esteja alerta. Mas com a Bíblia você sempre pode estar descansado; ali todo sopro de cada direção traz vida e saúde. Se você se conserva próximo do livro inspirado, não sofrerá mal algum; ao contrário, estará no manancial de todo bem moral e espiritual. Isso é alimento adequado para homens de Deus: é o pão que nutre a vida mais elevada.


            Depois de pregar o evangelho durante quarenta anos, e imprimir os sermões que preguei durante mais de trinta e seis anos, chegando agora a 2200 sermões, feitos em semanas sucessivas, ganhei o direito de falar sobre a superabundância e riqueza da Bíblia como o livro do pastor. Irmãos, ela é inesgotável. Se permanecermos junto ao livro sagrado não teremos nenhum problema de frescor nos textos. Não há dificuldade alguma para encontrar temas totalmente distintos daqueles que tratamos antes; a variedade é tão infinita quanto a plenitude. Uma longa vida será suficiente apenas para margear as costas desse imenso continente de luz. Em meus quarenta anos de ministério só toquei a orla da veste da verdade divina, mas quanta verdade fluiu dela! A Palavra é como seu Autor, infinita, imensurável, sem-fim. Se você fosse ordenado para ser pregador ao longo da eternidade, teria diante de si um tema à altura das demandas eternas.


            Irmãos, será que em alguma parte entre os corpos celestes cada um de nós terá um púlpito? Teremos uma igreja de milhões de léguas? Teremos vozes tão fortalecidas a ponto de alcançar constelações atentas? Seremos testemunhas para o Senhor da graça a miríades de mundos que ficarão atônitos e maravilhados ao ouvir sobre o Deus encarnado? Estaremos rodeados por inteligências puras perguntando sobre o mistério do Deus manifesto na carne e tentando entendê-lo? Os mundos não caídos desejarão ser instruídos no glorioso evangelho do Deus abençoado? E cada um de nós terá uma história pessoal para narrar nossa experiência de amor infinito? Acho que sim, visto que o Senhor nos salvou para "que agora, mediante a igreja, a multiforme sabedoria de Deus se tornasse conhecida dos poderes e autoridades nas regiões celestiais" (Ef 3.10). Se tal é o caso, nossas Bíblias serão suficientes ao longo de eras futuras para prover novos temas a cada manhã, e cantos e mensagens novas por eras sem-fim.



            Estamos resolvidos, portanto, visto que temos esse arsenal vindo do Senhor e que não queremos nenhum outro, a usar somente a Palavra de Deus, e usá-la com grande energia. Estamos resolvidos-e espero que não haja discordância entre nós--a conhecer melhor nossas Bíblias. Será que conhecemos o volume sagrado tão bem, pelo menos metade de como deveríamos conhecer? Temos trabalhado para ter um conhecimento tão completo da Palavra de Deus, como muitos críticos têm conseguido de seu escritor clássico favorito? É possível que ainda nos deparemos com passagens da Bíblia que são novas para nós? Isso devia acontecer? Há qualquer passagem do que o Senhor escreveu que você nunca leu? Foi interessante a observação do meu irmão, Archibald Brown. Ele se impressionou com a constatação de que a não ser que lesse toda a Bíblia, de ponta a ponta, poderia haver ensinos inspirados que nunca conheceria, portanto, resolveu ler os livros na ordem em que são apresentados; e, depois de ler uma vez, ele continuou com o hábito. Será que qualquer um de nós deixou de fazer isso? Vamos começar imediatamente.
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