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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Escola da Tribulação - C.H. Spurgeon

/ On : 08:11/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.




Com quanta freqüência o Senhor ensinou Sua própria verdade aos Seus servos na escola da tribulação! Falamos bem da meditação, é como a prata; porém a tribulação é como ouro refinado. A tribulação não somente opera a paciência, porém a paciência traz experiência, e na experi­ência há um profundo e íntimo conhecimento das coisas de Deus que não pode nos vir por nenhum outro meio. Será que você já conheceu uma dor tão intensa que não suportaria nem mais uma virada do parafuso, e achou-se então desmaiando ao cair sobre seu travesseiro, que mesmo assim, não poderia sentir-se mais feliz a não ser que fosse arrebatado ao terceiro céu? Aí alguns de nós têm verificado que podemos todas as coisas por meio dAquele que nos fortalece.


Enquanto você estava passivamente deitado em paz, é possível que tenha visto uma passagem das Escrituras surgir como uma estrela surge entre frestas de nuvens de tempestade, a qual brilhou com tal intensidade que evidentemente apenas o Senhor Deus poderia ter-lhe dado aquilo. A depressão espiritual e a tortura física, foram esquecidas, enquanto o esplendor da promessa enchia plenamente de luz a sua alma. Há um lugar lá atrás no deserto que você nunca deve esquecer. Ali cresce uma sarça. Ela não é muito promissora, a tal sarça; mas é sagrada para você; porque foi ali que o Senhor Se revelou à você, e a sarça ardia porém não se consumia. Nunca desaprenderá a lição da sarça em chamas.


Porventura conhecemos alguma verdade antes que o Espírito a acenda dentro de nós, e grave-a em nossas almas com uma pena de ferro, e com a ponta de diamante? Existem meios de aprender pelos quais somos muito gratos; não obstante, a maneira mais segura de aprender a verdade divina é tê-la "gravada" de maneira que ela tome posse completamente da alma. Aí então, não somente cremos como também damos a nossa vida por ela; ela vive em nós, e ao mesmo tempo, vivemos dela. Tal verdade lateja em cada pulsar, pois acelera o coração. Não o questio­namos, não podemos, pois que vive em nós e molda o nosso ser. O diabo insinua perguntas, mas nós não somos responsáveis pelo que ele tem prazer em fazer, e pouco nos importamos, pois ele sussurra num ouvido surdo. Uma vez que a alma tem recebido a verdade, e a verdade tem permeado todo o ser, não nos tornamos acessíveis a essas dúvidas, as quais antes nos espetavam como flechas envenenadas.


A seguir acrescentarei, a respeito das muitas verdades de Deus e de todo o sistema do evangelho, que temos aprendido a verdade no campo do sacrifício e do serviço com nosso Senhor; portanto, para nós não é "segundo os homens". Se você não acredita na depravação humana, então aceite o pastorado nesta perversa cidade de Londres (São Paulo), e se você for fiel à sua comissão, nunca mais terá dúvidas quanto a essa verdade! Se não crê na necessidade do Espírito Santo para regenerar, assuma então o encargo de uma congregação culta e polida, que ouvirá toda a sua eloqüência, e permanecerá tão mundana e frívola como era antes. Se não acreditar no poder do sangue expiador, então nunca assista a morte dos crentes, pois descobrirá que eles não confiam em outra coisa. A morte de Cristo é o único recurso do crente.


Tudo pode na terra falhar, Ele, porém, é minha força e sustentação." Se não crê na eleição pela graça, então vá morar onde poderá observar as multidões (as quais chamarão sua atenção) e perceberá que pessoas, as mais improváveis, são chamadas desse meio, de maneiras surpreendentes, e paula­tinamente crerá nessa doutrina. Vem um que diz, "eu não tenho nem mãe nem pai ou irmãos, nem amigos, que entram num lugar de culto". "Como foi que você veio a crer?" "Eu ouvi uma palavra na rua, quase por acidente, que me fez tremer diante de Deus". Aí está a eleição da graça. Agora vem outra, mente obscurecida, de alma pertur­bada, e ela faz parte de uma família da qual todos são membros de igreja, todos felizes e se regozijando no Senhor; e no entanto esta pobre criatura não consegue crer em Cristo pela fé. Para sua maior alegria, você expõe Cristo para ela, em toda a Sua plenitude de graça, e ela se torna a mais entendida de toda a família. Ninguém conhecia as trevas como ela conhecia, e por isso eles não poderiam se regozijar na luz assim como ela.


Para achar um santo que muito ama, você precisa encontrar alguém a quem muito foi perdoado. A mulher pecadora é a única que vai lavar os pés de Cristo. No publicano existe matéria bruta que raramente é vista num fariseu. Um fariseu pode ter o polimento de um cristão habitual; mas de algum modo, há algo num pecador perdoado que está ausente no fariseu. Há uma eleição da graça, e não se pode deixar de per­ceber na vida diária como certos crentes entram num relacionamento íntimo, enquanto que out­ros ficam à margem disso tudo. O Senhor é soberano nos Seus dons, e faz como Lhe apraz; e somos chamados para nos curvar diante do Seu cetro dentro da Igreja como no portal. Quanto mais eu vivo, mais certeza tenho que a salvação é pela graça, e que essa graça é dada pelo Senhor de acordo com Sua vontade e propósito.

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