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domingo, 14 de fevereiro de 2010

Com Integridade no Coração - C. H. Spurgeon

/ On : 12:06/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.
Render-te-ei graças com integridade de coração, quando tiver apren­dido teus retos juízos. (Sl 119.7)
Render-te-ei graças. Da oração ao louvor nunca é uma jornada longa demais nem difícil. Esteja certo de que aquele que ora por santidade um dia há de louvar agradecido pela felicidade. A vergonha uma vez desvanecida, o silêncio é quebrado, e a pessoa outrora muda passará a cantar: "Louvar-te-ei." Ela não pode fa­zer outra coisa senão comprometer-se a louvar enquanto busca a santificação. Isso revela que ela sabe muito bem em que cabeça porá a coroa: "Louvar-TE-ei" Poderia sentir-se uma pessoa lou­vável, mas prefere considerar a Deus como o único digno de seu louvor. Pelo prisma da dor e da vergonha provenientes do pecado, ela mede suas obrigações para com o Senhor, o qual lhe ensina a arte de viver, levando-a primeiramente a escapar, purificando-se de sua miséria.
Com integridade de coração. Seu coração será íntegro, se o Senhor instruí-lo para em seguida poder louvar seu Mestre. Existe algo chamado louvor falso e fingido, o qual o Senhor abomina; porém não existe música comparável àquela que brota de uma alma purificada e que permanece em sua integridade. E na escola em que se ensina a integridade que se requer louvor sincero que brota da retidão do coração. O coração íntegro certamente bendirá o Senhor; pois a adoração agradecida é parte de sua integridade - ninguém poderá ser justo enquanto não for impoluto para com Deus; e isso envolve o dever de render-lhe louvores.
Quando tiver aprendido teus retos juízos. Precisamos apren­der a louvar; aprender que podemos louvar; e louvar quando tiver­mos aprendido. Quando estivermos abertos ao aprendizado, en­tão o Senhor poderá ensinar-nos, especialmente diante de um tema como teus juízos, pois eles são um abismo profundo. Enquanto passam diante de nossos olhos, e começamos a aprendê-los, pas­samos a louvar a Deus; pois o original não é: "Quando tivermos aprendido", e, sim: "durante minha aula". Enquanto sou ainda estudante, serei um corista: meu íntegro coração louvará tua reti­dão; minha mente purificada admirará teus juízos. A providência divina é um livro cheio de instruções, e para aqueles cujo coração é íntegro ele é um hinário, no qual entoam os cânticos de Jeová. A Palavra de Deus é repassada de registros de suas justas providên­cias, e quando a lemos nos sentimos compelidos a irromper-nos em expressões de santo deleite e de ardente louvor. Quando lemos os juízos de Deus e participamos efusivamente deles, somos du­plamente movidos a cantar - cânticos sem qualquer formalidade, sem hipocrisia, sem indiferença; pois o coração se revela íntegro na apresentação de seu louvor.
[v. 8]
Guardarei teus estatutos. Não me desampares completamente.
Guardarei teus estatutos. Uma calma resolução. Quando lou­vamos calmamente, em sólida resolução, estará tudo bem com nossa alma. O zelo que se esmera em cantar, porém não deixa nenhum resíduo prático de um viver santo, é bem pouco digno: "Louvar-te-ei" está em íntima parceria com "Guardarei". Essa firme resolu­ção é de nenhuma forma jactanciosa, no dizer de Pedro: "Ainda que eu morra contigo, contudo não te negarei"; porque vem se­guido de uma humilde oração por auxílio divino: "Oh, não me desampares completamente!" Sentindo sua própria incapacidade, ele treme de medo de ficar sozinho, e tal medo é agravado pelo horror ante a possibilidade de cair em pecado. O 'guardarei' soa justamente agora que o humilde clamor é ouvido juntamente com ele. Eis um ditoso amálgama: resolução e dependência. Encontra­mo-nos com aqueles que oram aparentando humildade, mas não vemos neles nenhuma força de caráter, nenhuma decisão e, con­seqüentemente, o recurso da meditação não se acha incorporado em sua vida; em contrapartida, nos deparamos com abundância de resolução acompanhada de total ausência de dependência de Deus, e isso faz um caráter tão paupérrimo como a primeira atitu­de. Que o Senhor nos conceda possuirmos uma tal combinação de excelências, para que sejamos "perfeitos e íntegros, em nada deficientes".
Esta é uma oração que indubitavelmente será ouvida; pois ousa­damente se põe a rogar a Deus que olhe para uma pessoa que se dispõe a obedecer a sua vontade, e por isso deve ser-lhe muitíssimo agradável estar presente com tal pessoa e socorrê-la em seus esfor­ços. Como poderia ele esquecer alguém que não esquece sua lei?
A reverência peculiar que matiza esta oração com cores sombreadas é o medo do total abandono. E natural que a alma clame contra tal calamidade. Viver isolados para podermos descobrir o quanto somos frágeis é uma prova suficientemente terrível; ser totalmente abandonado equivale a ruína e morte. Ocultar Deus o rosto num laivo de ira, por um instante apenas, produz em nós profunda humilhação - absoluta desolação nos mergulharia final­mente no mais profundo inferno. O Senhor, porém, jamais esque­cerá seus servos completamente, e bendito seja seu Nome, porque ele nunca quer fazer isso! Se aspirarmos guardar seus estatutos, ele nos guardará; sim, sua graça nos levará a cumprir sua lei.
Há uma descida abrupta do monte de bênção, que começa no primeiro versículo, ao quase pranto deste oitavo versículo; todavia isso é espiritual e experimentalmente um decidido e gracioso cres­cimento; pois da simples admiração da benevolência de Deus che­gamos ao ardente anelo por ele, anelando pela comunhão com ele e vendo-nos dominados por intenso horror de não desfrutá-la. O suspiro do versículo 5 é agora suplantado por uma oração verbal que procede das profundezas de um coração cônscio de sua indig­nidade e sensível a sua inteira dependência do amor divino. Os dois verbos no futuro - "louvar-te-ei" e "guardarei teus estatutos" - precisam ser temperados com uma humilde petição, do contrá­rio poder-se-ia imaginar que a dependência da pessoa bondosa estava até certo ponto fixa em sua própria determinação. Ele apre­senta suas resoluções como sacrifício, mas clama ao céu pelo fogo. O querer está nele, mas não pode concretizar aquilo que tanto gostaria, a menos que o Senhor o habite e o habilite.
Este último versículo da primeira oitava tem um elo de ligação com o primeiro da próxima [oitava, v. 9], nesta forma: Senhor, não te esqueças de mim, pois de que maneira purificarei meu ca­minho se não caminhas comigo, e tua lei cessa de exercer poder sobre mim? 

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