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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

O Sepulcro Vazio - C.H. Spurgeon -

/ On : 13:13/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.
Extraído de The gospel of the kingdom

(Mt 28 – Exposição completa)
1. No findar do sábado, ao entrar o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro.

Enquanto durou o sábado judaico, elas o respeitaram devidamente. Elas nem mesmo foram ao sepulcro para faze­rem o gesto de homenagem do embalsamamento. Todavia, quando o sábado antigo começou a morrer e um sábado novo e melhor a entrar, estas mulheres santas acharam o caminho de volta até o túmulo do seu Senhor. A mulher tinha de ser a primeira no túmulo, como tinha sido a última ao pé da cruz. Bem podemos esquecer que ela foi a primeira a transgredir: a honra que Cristo lhe concedeu tirou dela a vergonha. Quem a não ser Maria Madalena poderia ser a primeira a ir até o túmulo? Dela Cristo tinha expulso sete demônios, e agora ela age como se ele lhe tivesse enviado sete anjos. Ela tinha rece­bido tanta graça que estava cheia de amor por seu Senhor.

2. E eis que houve um grande terremoto; porque um anjo do Senhor desceu do céu, chegou-se, removeu a pedra e assentou-se sobre ela.

A morte estava sendo derrotada, e todas as barras da prisão do sepulcro estavam começando a se romper. Quando o Rei acordou do sono da morte, ele sacudiu o mundo. O quarto em que ele descansou por um pouco de tempo tremeu quando o Herói celestial se levantou do seu leito: Eis que houve um grande terremoto. O Rei também não estava sem atendimen­to quando ressuscitou: Um anjo do Senhor desceu do céu. Não era simplesmente alguém das hostes angelicais, mas um anjo de presença poderosa, "o anjo do Senhor", que veio mi­nistrar a seu Rei naquela manhã da ressurreição. Jesus foi colo­cado na prisão da tumba como refém por seu povo, por isso não pode fugir: o mensageiro do delegado angelical precisa trazer o mandado de sua soltura e colocar o prisioneiro em liberdade. Depois que o anjo removeu a pedra, assentou-se sobre ela, como que desafiando terra e inferno para tentarem colocá-la de volta. A grande pedra parece representar o peca­do de todo o povo de Cristo que os mantinha em prisão; nunca mais ela pode ser colocada sobre a boca do sepulcro de qual­quer filho de Deus. Cristo ressuscitou, e todos os seus santos também ressuscitarão.

3,4.0 seu aspecto era como um relâmpago, e a sua veste, alva como a neve. E os guardas tremeram espavoridos e ficaram como se estivessem mortos.

Foi necessária uma aparição grandiosa para assustar os soldados romanos. Eles estavam habituados a todo tipo de terror, mas o aspecto radiante do anjo e sua veste, alva como a neve, os paralisaram de medo até que eles perderam os sentidos e ficaram como se estivessem mortos. Não parece que o anjo trazia uma espada flamejante nem que tenha falado aos guardas; porém a presença da pureza perfeita encheu esses legionários embrutecidos de terror. Como ficarão aterro­rizados os ímpios quando todas as hostes de anjos descerem e cercarem o trono real de Cristo, no último grande dia!

5. Mas o anjo, dirigindo-se às mulheres, disse: Não temais; porque sei que buscais Jesus, que foi crucificado.

Que os soldados tremam, que fiquem estendidos no chão como mortos, mas quanto a nós, não temais; porque sei que buscais Jesus, que foi crucificado. Aqueles que buscam a Cristo não têm nada a temer. Estas mulheres estavam iludidas ao procurarem o que estava vivo entre aqueles que estavam mor­tos, mas sua busca terminou em encontro. Elas ficaram com medo, apesar de o anjo ter dito: "Não temais." Só Jesus pode silenci­ar os medos de corações temerosos.
6,7. Ele não está aqui;. Vinde ver onde ele jazia. Ide, pois, depressa e dizei aos seus discípulos que ele ressus­citou dos mortos e uai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis. E como vos digo!
Jesus sempre cumpre sua palavra: Ressuscitou, como tinha dito. Ele disse que ressuscitaria, e ressuscitou; ele diz que seu povo também ressuscitará, e eles irão. Vinde ver onde ele jazia. Ide, pois, depressa: o anjo não quis deixar as mulheres olhando por muito tempo para dentro do sepulcro, pois elas tinham trabalho para fazer. Neste mundo não podemos nos dar ao luxo de gastar todo nosso tempo em contemplação, por mais celestial que isso possa ser. Observe as palavras do anjo: primeiro "vinde ver", depois "ide". Certifique-se pessoalmente do fato, e depois o comunique a outros. Diga o que você sabe, e faça-o "depressa". Que seus pés sejam ágeis: notícias boas como as que você tem para dar não devem demorar-se no caminho. "Os negócios do Rei têm pressa."
Dizei aos seus discípulos que ele ressuscitou dos mor­tos e vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis. Mateus escreveu o "evangelho do reino", mas em seus escritos há mui­to espaço para a região desprezada chamada de "Galiléia dos gentios", a região fronteiriça que para nós é tão importante como a descendência seleta de Abraão. Ali, na Galiléia, é o lugar onde Jesus presidirá a primeira assembléia geral da sua igreja depois de ressurgir.
8. E, retirando-se elas apressadamente do sepulcro, tomadas de medo e grande alegria, correram a anunciá-lo aos discípulos.

A mistura de medo e grande alegria, temor e prazer, dúvida e fé parece estranha; mas a alegria foi maior que o medo. Não era alegria e grande medo, mas "medo e grande alegria". Será que nunca tivemos essa mistura — respingos de tristeza como chuvas de primavera, e paz e alegria como raios de sol, produzindo um arco-íris glorioso que nos lembra da ali­ança divina de paz? Temor santo, misturado com grande ale­gria, é uma das combinações mais agradáveis que podemos trazer ao altar de Deus; da mesma espécie eram os perfumes que essas mulheres santas levaram embora do sepulcro de Cristo. Tanto o medo como a alegria as fariam correr a anunciá-lo aos discípulos. Qualquer uma dessas emoções torna os pés velozes; quando "medo e grande alegria" estão juntos, correr é o único movimento que combina com os sentimentos do men­sageiro.

9,10. E eis que Jesus veio ao encontro delas e disse: Salve! E elas, aproximando-se, abraçaram-lhe os pés e o ado­raram. Então, Jesus lhes disse: Não temais! Ide avisar a meus irmãos que se dirijam ã Galiléia e lá me verão.

É bastante provável que os santos que correm no ca­minho da obediência se "encontrem com Jesus". Alguns cris­tãos viajam tão devagar para o céu que são vencidos por toli­ces ou erros, pelo sono ou por Satanás; mas o soldado de Cristo que está correndo encontrará seu Mestre enquanto se apressa pelo caminho.
Elas, aproximando-se, abraçaram-lhe os pés e o ado­raram. Essas mulheres santas não eram unitaristas. Sabiam que Jesus era o Filho de Deus, e não hesitaram em adorá-lo. Cristo deve tê-las atraído de modo novo depois de ressuscitar, talvez um tom de voz mais doce, uma aparência mais agradá­vel, depois do sofrimento no Getsêmani, no Gábata e no Gólgota. Talvez estas almas simples seguraram seu Senhor de medo de que ele pudesse ser novamente ser tirado delas, por isso lhe "abraça­ram os pés e o adoraram", medo e fé lutando dentro delas pela supremacia.
Jesus sentiu a palpitação dos corações destas pobres mulheres, e por isso repetiu a mensagem do anjo: Não temais. Ele também confirmou a informação do anjo sobre a Galiléia, só que ele chamou os discípulos de meus irmãos. Quando os servos de Cristo, angélicos ou humanos, falam o que ele lhes incumbiu, ele endossa o que dizem.
FALSIDADE E SUBORNO
11. E, indo elas, eis que alguns da guarda foram à cidade e contaram aos principais sacerdotes tudo o que sucedera.
Enquanto as pessoas boas se movimentavam, as pessoas más também estavam ativas. Alguns da guarda, depois de se recuperarem do seu medo, foram à cidade para relatar os eventos inexplicáveis que tinham testemunhado. É digno de nota que eles não foram a Pilatos: eles tinham sido colocados a disposição dos principais sacerdotes e, por isso, enquanto alguns deles ficaram de guarda no sepulcro, outros soldados foram até seus responsá­veis eclesiásticos e lhes contaram tudo o que sucedera, até onde sabiam os detalhes. Eles tinham uma história estranhíssima para contar, que causou um novo medo nos sacerdotes e os levou a cometerem mais pecados.

12-15. Reunindo-se eles em conselho com os anciãos, deram grande soma de dinheiro aos soldados, recomendando-lhes que dissessem: Vieram de noite os discípulos dele e o roubaram enquanto dormíamos. Caso isto chegue ao co­nhecimento do governador, nós o persuadiremos e vos pore­mos em segurança. Eles, recebendo o dinheiro, fizeram como estavam instruídos. Esta versão divulgou-se entre os judeus até o dia de hoje.

Cristo foi traído por dinheiro, e por dinheiro a verdade sobre a sua ressurreição foi escondida até onde foi possível: Deram grande soma de dinheiro aos soldados. O dinheiro tem endurecido alguns dos servos mais destacados do Senhor, e todos que têm de lidar com o vil metal precisam orar por graça para preservá-los de danos por estarem em contato com ele.
A mentira colocada na boca dos soldados era tão pal­pável que ninguém precisaria ser iludida por ela: Digam: Vie­ram de noite os discípulos dele e o roubaram enquanto dor­míamos. Um soldado romano preferiria cometer suicídio a con­fessar que tinha dormido em seu posto de serviço. Se estavam dormindo, como sabiam o que tinha acontecido? Os principais sacerdotes e anciãos não achavam que Pilatos ficaria sabendo da sua mentira; ou, se ficasse, eles sabiam que argumentos dourados o convenceriam tão bem como os soldados comuns: Caso isto chegue ao conhecimento do governador, nós o per­suadiremos e vos poremos em segurança.Os soldados agiram como muitas pessoas têm feito desde aqueles dias: Eles, recebendo o dinheiro, fizeram como estavam instruídos. Como ter clérigos fiéis? Pagando ao mês uns dois mil-réis.
É um ditado antigo que pode ser "atualizado" para o nos­so tempo. Quanto ensino religioso agradável dos púlpitos pode ser obtido depois que eles receberam o dinheiro. Há muitas pes­soas que fazem juras de fidelidade em alto e bom som, para logo esquecê-las quando não são pagas. Que ninguém de nós seja in­fluenciado por considerações de vantagens ou desvantagens quando se trata de doutrinas, obrigações e certo e errado!
Esta versão divulgou-se entre os judeus até o dia de hoje. Esta mentira, que não tinha nenhuma perna sobre a qual se firmar, sobreviveu até quando Mateus escreveu seu evange­lho e também mais tarde. Nada vive tanto como uma mentira, exceto a verdade: não podemos matar nem a verdade nem uma mentira. Por isso tomemos cuidado para jamais darmos início à carreira terrível de uma falsidade. Não ensinemos nem o menor erro a uma criança, porque ele pode continuar viven­do e tornar-se uma grande heresia muito depois que já tiver­mos morrido.
A filosofia moderna que se propõe colocar em dúvida as grandes verdades da revelação não é mais digna de crédito do que esta mentira que foi colocada nos lábios dos soldados; entretanto, os comentários constantes a fazem circular, e um certo grupo acaba aceitando-a.
O ÚLTIMO MANDAMENTO DO REI
16,17. Seguiram os onze discípulos para a Galiléia, para o monte que Jesus lhes designara. E, quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram.
Preste atenção nestas palavras: os onze discípulos. Houvera doze, mas Judas, um deles, tinha ido para seu lugar próprio; Pedro, que negara seu Senhor, tinha sido restaurado ao seu lugar entre os apóstolos. Os onze seguiram para a Galiléia, para o lugar de encontro que o Senhor tinha marca­do: para o monte que Jesus lhes designara. Jesus nunca falta aos seus compromissos, de modo que encontrou o grupo reuni­do no lugar indicado. Quando o viram, o adoraram: ao verem seu Senhor, eles se prostraram diante dele e lhe renderam honras divinas, porque para eles ele era Deus; mas alguns duvidaram. Onde não é possível encontrar a senhora Dúvida e outros mem­bros da sua família problemática? Nunca podemos esperar ser li­vres de céticos na igreja, já que até na presença do Cristo recém-ressurreto "alguns duvidaram". Mesmo assim o Senhor revelou-se ao grupo reunido, sabendo que alguns duvidariam que era real­mente seu Senhor que tinha ressuscitado.
Provavelmente esta foi a ocasião a que se referiu Pau­lo quando disse que o Salvador ressurreto "foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma só vez."2 Evidentemente para esta reu­nião Jesus tinha feito uma convocação especial, e suas palavras às mulheres, seguindo as do anjo, parecem indicar esta como a única assembléia geral da sua igreja na terra antes que ele subisse para seu Pai. Os que se reuniram eram, portanto, um grupo represen­tativo; e as palavras dirigidas a eles dizem respeito a toda a igreja de Jesus Cristo em todas as épocas.
18-20. Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, por­tanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século.
Que discurso digno de um rei nosso Rei fez para seus súditos reais! Que contraste há entre esta cena na Galiléia e os gemidos no Getsêmani e o pesar no Gólgota! Jesus se apresen­ta com onipotência e soberania universal: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Isto é parte da sua recompensa por sua humilhação. Na cruz ele foi proclamado rei dos judeus, mas quando João o contemplou na visão do Apocalipse, viu que "na sua cabeça, há muitos diademas", e que no seu manto e na sua coxa ele tinha um nome inscrito: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES.4
Em virtude de sua autoridade real, ele deu este último grande mandamento aos seus discípulos: Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. Esta é a nossa tarefa tanto quanto a deles. Com ela ficamos sabendo que nosso objetivo prin­cipal é fazer discípulos de todas as nações, e só podemos fazê-lo ensinando-lhes a verdade como está revelada nas Escrituras, e bus­cando o poder do Espírito Santo para tornar nosso ensino eficaz naqueles que tentamos instruir nas coisas de Deus. Em seguida, aqueles que, pela fé em Cristo, se tornam seus discípulos, devem ser batizados no nome de Jeová triúno. Depois do batismo ainda precisa lhes ser ensinado tudo o que Cristo ordenou. Não deve­mos inventar nada novo, nem alterar alguma coisa para adaptar-se às tendências da nossa época, porém ensinar os crentes batizados a obedecer a "todas as coisas" que nosso Rei divino ordenou.
Esta é a missão permanente da igreja de Cristo. O gran­de selo real que a autentica, dando-lhe poder para ser executada e garantindo seu sucesso, é a promessa do Rei de estar sempre junto aos seus seguidores fiéis: £ eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século. Que todos nós possamos vivenciar sua presença conosco até que ele nos chame para estar­mos "para sempre com o Senhor"! Amém.
Extraído de The gospel of the kingdom 

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