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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A Verdade Não é Segundo os Homens - Spurgeon

/ On : 20:18/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.

Eu desejo afirmar isso com clareza. Se alguém pensa que o evangelho é apenas mais uma de muitas religiões, então deixo-o comparar, honestamente, a Palavra de Deus com outras pretensas revelações. Vocês já o fizeram alguma vez? Programei isso como um exercício para os alunos no Colégio de Pastores. Tenho dito a vocês: vamos ler um capítulo do Alcorão. Este é o livro sagrado dos muçulmanos. Um homem precisa ter uma mentalidade muito estranha para confundir essa baboseira com declarações inspiradas. Se ele está familiarizado com o Velho e o Novo Testamentos, quando ele ouve um trecho do Alcorão, sente-se como se estivesse diante de um autor estrangeiro; o Deus que nos deu o Pentateuco nada tem a ver com as porções do Alcorão.
Uma das maiores pretensões modernas à inspiração, é o livro dos Mórmons. Eu não os culparia se gargalhassem enquanto leio em voz alta uma página dessa mixórdia. Quem sabe vocês conhecem o protoevangelho, e outros livros apócrifos do Novo Testamento. Seria um insulto ao julgamento do menor no reino dos céus, supor que ele se confundiria entre a linguagem dessas falsificações, e a linguagem do Espírito Santo. Várias dessas pretensas revelações têm sido submetidas a mim para apreciação pelos seus autores. De fato, existe muito mais do clã profético por aí, do que muita gente pensa; mas, nenhum deles imprimiu na minha mente a mais leve suspeita de estar compartilhando algo da inspiração de João, ou de Paulo. Não há como se equivocar quanto aos livros inspirados, se tiver qualquer discernimento espiritual. Uma vez que a divina luz surge em sua alma, você perceberá o colorido e o estilo no produto de inspiração que não é possível para mero homem produzir. Será que aquele que duvida disso pode escrever o quinto Evangelho?
Será que alguém entre nossos poetas se atreveria a escrever um novo salmo, que pudesse ser tomado por um salmo de Davi? Eu não vejo porque ele não pode, mas tenho a certeza que não seria capaz disso. Podemos produzir novos salmos, pois é instintivo na vida do cristão cantar louvores a Deus, porém tais salmos não poderão igualar a glória da canção divinamente inspirada. Portanto recebemos as Escrituras, e conseqüentemente o evangelho, como não sendo "segundo os homens".
Quem sabe alguém pode dizer: "você está comparando livros, e esquecendo que seu tema é o evangelho". Mas isso é só na aparência. Não quero gastar o seu tempo, pedindo-lhe que compare o evangelhos dos homens. Não existe nenhum outro evangelho que eu saiba que valha a pena comparar, nem por um minuto. "Oh," eles dizem, "mas há um evangelho mais amplo que o vosso." Sim, eu sei que é mais amplo que o meu; contudo, ao que conduz? Eles dizem que aquilo que é apelidado de calvinismo, tem uma porta muito estreita. Há uma passagem nas Escrituras sobre uma porta estreita e um caminho apertado; e portanto, eu não fico alarmado pela acusação. Mas além disso, você descobre que há pastos ricos, uma vez que penetra, e isso faz com que valha a pena entrar pela porta estreita. Certos outros sistemas têm portas bem amplas, todavia conduzem a pequenos privilégios, e a precários títulos de posse. Eu ouço falar de certos convites que são mais ou menos assim: "Venham, vocês que estão desconsolados; mas, se vierem, ainda assim continuarão desconsolados, pois não haverá nenhuma vida eterna garantida a vocês e terão que preservar suas próprias almas, ou morrerão ao final". Contudo, não farei comparações, pois neste caso são odiosas.
O evangelho, nosso evangelho, está além do esforço e alcance do pensamento humano. Quando os homens tiverem se esforçado ao máximo em concepções originais, ainda assim, não terão assimilado o verdadeiro evangelho. Se é uma coisa tão comum como os críticos querem que acreditemos, por que então isso não surgiu nas mentes dos egípcios ou chineses? Grandes intelectos freqüentemente correm no mesmo sulco; porque, outras mentes grandes não correram nos mesmos sulcos que Moisés, ou Isaías, ou Paulo? Eu creio ser justo dizer que, se é algo tão comum na sua forma de ensino, poderia ter surgido entre os persas ou hindus; ou, certa­mente, poderíamos ter achado algo semelhante entre os grandes mestres da Grécia. Acaso algum desses conseguiu descobrir a doutrina da livre e soberana graça? Eles teriam cogitado sobre a encarnação e o sacrifício do Filho de Deus? Não, mesmo com o auxílio do nosso inspirado Livro, nenhum muçulmano, pelo meu conhecimento, tem ensinado um sistema da graça na qual Deus é glorificado quanto a Sua justiça, Seu amor, e Sua soberania. Essa religião tem proclamado um certo tipo de predestinação que ela transformou num fatalismo cego; mas mesmo com isso para os ajudar, e a vinculação com a divindade como uma luz poderosa para os guiar, nunca conse­guiram elaborar um plano de salvação tão justo para Deus, e tão pacificador para uma consciência perturbada, como o método de redenção baseado na substituição vicária do nosso Senhor Jesus Cristo.
Vou dar-lhes outra prova, que para mim é conclusiva, que nosso evangelho não é "segundo os homens". E isto: o evangelho é imutável, e nada que o homem pode produzir pode ser assim chamado.
Se um homem faz um evangelho - e ele gosta de fazer isso tanto como uma criança gosta de construir brinquedos - o que ele faz? Ele se encanta com o brinquedo por alguns momentos, logo após arranca os pedaços do brinquedo, e o forma de outra maneira. Faz isso continuamente. As religiões do "pensamento moderno" são tão mutáveis como a névoa das montanhas. Veja com que freqüência a ciência alterou suas próprias bases! A ciência é notoriamente conhecida por ser muito científica na sua destruição de todo conhecimento científico que antes existiu.
As vezes tenho me saciado, em momentos de lazer, lendo história natural antiga, e nada pode ser mais cômico. No entanto, isso não é de maneira alguma uma ciência enigmática. Dentro de vinte anos, provavelmente alguns de nós achem grande divertimento nos ensinos sérios da ciência da hora atual, semelhante ao que achamos agora nos sistemas do século passado. Pode acontecer que, em pouco tempo, a doutrina da evolução se torne numa galhofa para colegiais. O mesmo é verdade sobre a moderna devoção que dobra seus joelhos em cega idolatria da falsamente chamada ciência. Agora declaramos, de todo coração, que o evangelho que pregamos quarenta anos atrás continuaremos a pregar por mais quarenta, se ainda estivermos vivos. Ainda mais, afirmamos que o evangelho ensinado por nosso Senhor e os Seus apóstolos, é o único evangelho que existe na face da terra. Os eclesiásticos alteraram o evangelho, e se ele não viesse de Deus, teria sido sufocado pela falsidade há muito tempo; mas, visto que o Senhor é o autor do evangelho, ele perdura para sempre. Todo ser humano é lunático; desse modo ele muda com cada fase da lua, porém a Palavra do Senhor não é "segundo os homens" pois ela é a mesma ontem, hoje, e para sempre.
Reiteramos, não pode ser "segundo os homens" porque ela se opõe ao orgulho humano. Outros sistemas envaidecem os homens, mas este fala a verdade. Ouça os sonhadores de hoje procla­mando a dignidade da natureza humana! Quão sublime é o homem! No entanto, mostre-me uma sílaba sequer na qual a Palavra de Deus se envolve na exaltação do homem. Ao contrário, coloca-o no próprio pó e revela a sua condenação.
Onde está a jactância? E excluída: a porta fecha-se na sua cara. A auto-glorificação da natureza humana é alheia às Escrituras, cujo principal objetivo é a glória de Deus. Deus é tudo no evangelho que eu prego, e creio que Ele é supremo no ministério de você também. Existe um evangelho na qual a obra e a glória são divididas entre Deus e o homem, e a salvação não é inteiramente pela graça; porém, em nosso evangelho "a salvação provém do Senhor".
O homem jamais poderia inventar um evangelho que o humilhasse deveras, e que atribuísse toda a glória, honra, e louvor ao Senhor Deus. Jamais planejaria tal evangelho. Isso me parece ser claro, além de toda questão; portanto, nosso evangelho não é "segundo os homens".
Outra coisa, não é "segundo os homens" porque ele não dá nenhum abrigo ao pecado. Ouvi falar de um inglês que se professou muçulmano porque ficou encantado com a poligamia que o profeta árabe permite aos seus seguidores. Sem dúvida a perspectiva de ter quatro esposas ganharia convertidos que não se sentiriam atraí­dos por considerações espirituais. Se alguém pregar um evangelho que faz concessões à natu­reza humana, e trata do pecado como se fosse um engano em vez de grande ofensa contra Deus, encontrará ouvintes ávidos. Se você providenciar absolvição a um pequeno custo, e aliviar a consciência com um pouco de auto-renúncia, não seria de admirar se sua religião entrasse em moda. Mas o nosso evangelho declara que o salário do pecado é a morte, e que só podemos ter vida eterna como dom de Deus; e esse dom sempre traz tristeza pelo pecado, ódio a ele e o apartar-se dele.
O nosso evangelho nos ensina que o homem precisa nascer de novo, e que sem o novo nascimento ele estará perdido para sempre, ao passo que, com ele, obterá salvação eterna. O nosso evangelho não oferece desculpa ou cobertura para o pecado, porém o condena completamente. Não apresenta perdão, exceto através da expiação, e não oferece segurança nenhuma para o homem que abriga qualquer pecado dentro de si. Cristo morreu pelo pecado, e nós precisamos morrer para o pecado, ou morreremos eternamente. Se formos pregar o evangelho com fidelidade, então devemos também pregar a Lei. Não se pode pregar plenamente a salvação mediante o Senhor Jesus Cristo, sem colocar o Sinai como pano de fundo e o Calvário na frente. Os homens precisam sentir a malignidade do pecado, antes que possam apreciar o grande sacrifício que é o ápice e o cerne do nosso evangelho. Isso não é agradável para esta ou qualquer outra época; por conseguinte, eu tenho certeza que não foi inventado por homem algum.
Sabemos que o evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo não é "segundo os homens" porque o nosso evangelho é tão apropriado para os pobres e iletrados. Os pobres, de acordo com sistema dos homens, são ignorados. O parlamento tem cercado todas as áreas livres, de maneira que um homem pobre não pode manter sequer uma ave. Não duvido que, se fosse viável e eficaz, logo teríamos notícia de uma concorrência para distribuir títulos de posse das estrelas entre certos senhores de renome. É evidente que há propriedades excelentes nas regiões celestiais que ainda não se encontram registradas nos cartórios da terra. Bem, seria mais fácil noticiar o sol, a lua, e as estrelas do que o evangelho do Senhor Jesus. Este é o terreno do homem pobre. "Aos pobres é pregado o evangelho". No entanto, não são poucos os que desprezam um evangelho que os pobres podem ouvir e compreender; e podemos ter certeza que o evangelho simples não veio deles, pois a sua inclinação não pende para essa direção. Eles querem algo obscuro, ou, como eles dizem, "reflexivo". Acaso não ouvimos este tipo de comentário: "Nós somos intelectuais, e precisamos de um ministério culto. Esses pregadores evangelistas, servem muito bem para assembléias populares, mas nós sempre fomos seletos, e requeremos aquela pregação que está em dia com os tempos atuais"? Sim, sim, e a escolha deles será alguém que não vai pregar o evangelho, a não ser de uma maneira nebulosa; pois se ele realmente proclamar o evangelho de Jesus, os pobres com certeza se farão presentes, e espantarão os grã-finos.
Irmãos, nosso evangelho não tem nada com alto e baixo, rico ou pobre, negro e branco, culto ou inculto. Se faz alguma diferença, ele prefere os pobres e oprimidos. O grande Fundador diz: "Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos". Louvamos a Deus que escolheu as coisas simples, e as desprezadas. Eu ouço que o ministério de um homem tem sido elogiado - embora sua congregação esteja diminuindo gradualmente -pois tal homem tem feito um grande trabalho entre os jovens intelectuais. Confesso que não creio na existência de tais jovens intelectuais; tenho visto que aqueles que se enganam com coisas assim, geralmente podem ser conside­rados mais presunçosos do que intelectuais. Os homens jovens são todos muito bons, como também as jovens mulheres, e mesmo as mulheres idosas; mas eu fui enviado para pregar o evangelho a toda criatura, e não posso limitar-me aos jovens intelectuais. Eu certifico-lhes que o evangelho que tenho pregado não é "segundo os homens", pois desconhece a seleção e exclusividade, porém, valorizo a alma do var­redor ou do lixeiro tanto como a do primeiro ministro ou a da sua majestade, a rainha.
Finalmente, temos certeza que o evangelho pregado por nós não é "segundo os homens" porque eles não o levam em consideração. Ele é combatido até hoje.
Se existe algo amargamente odiado, é o puro evangelho da graça de Deus, especialmente se for mencionada a detestável palavra "soberania". Atreva-se a dizer: "Ele terá misericórdia de quem tiver misericórdia, e Ele terá compaixão de quem tiver compaixão," e os críticos furiosos vão lhe revidar sem se pouparem. O religioso moderno não só odeia a doutrina da graça soberana, mas ele ruge e se enfurece só em ouvi-la mencionada. Na verdade, ele preferiria ouvir alguém blasfe­mar a ouvi-lo pregar a eleição pelo Pai, expiação pelo Filho, e regeneração pelo Espírito Santo. Se quiser ver um homem transtornado até que o satânico predomine, deixe que alguns dos neófitos eclesiásticos ouçam você pregar um sermão sobre a livre graça. Um evangelho "segundo os homens" será bem vindo pelos homens; porém, precisa de uma operação divina no coração e na mente para tornar um homem disposto a receber, no fundo de sua alma, este indigesto evangelho da graça de Deus.
Meus queridos irmãos, não tentem fazer o evangelho aceitável às mentes carnais. Não escondam a ofensa da cruz ou vocês a tornarão sem efeito. Os ângulos e os cantos do evangelho são sua força, privá-lo destes é tirar o seu poder. Disfarçá-lo não é aumentar sua força, e sim, levá--lo à morte. Ora, mesmo entre as seitas, vocês já devem ter notado que seus pontos distintivos são os braços de seu poder, e quando esses pontos são praticamente omitidos a seita perde seu poder. Aprendam, então, que se tirarem Cristo do cristianismo, o cristianismo estará morto. Se removerem a graça do evangelho, o evangelho deixa de existir. Se as pessoas não gostam da doutrina da graça, dê-lhes isso intensamente. Mesmo quando os opositores reclamam sobre um certo tipo de arma, um poder militar sábio proverá muito mais dessa espécie de artilharia. Um grande general, aproximando-se de seu rei tropeçou em sua própria espada. "Eu vejo", disse o rei, "sua espada está lhe atrapalhando". O guerreiro respondeu: "Os inimigos de sua majestade freqüentemente sentem o mesmo". O fato de nosso evangelho ofender os inimigos do Rei não nos entristece.
Queridos amigos, se realmente não recebemos nosso evangelho de homens mas de Deus, então continuemos recebendo a verdade através do divinamente designado canal da fé . Porventura têm certeza que um dia realmente entenderão a Palavra de Deus? Para a maioria de nós o entendimento é como um estreito portão de entrada para a "cidade da Alma Humana", e as grandes coisas de Deus não podem ser dimi­nuídas para poderem passar por aquela entrada. A porta não é bastante larga. Todavia, nossa cidade tem um grande portão chamado fé, através do qual até o infinito e o eterno podem ser admitidos. Pare com este esforço inútil de trazer à mente, pela razão, aquilo que tão facilmente pode habitar em você pelo Espírito Santo através da fé.
Nós que falamos contra o racionalismo somos inclinados a ser demasiadamente racionais; e não há nada tão irracional quanto esperar receber as coisas de Deus através da razão. Creiamos nelas através do testemunho divino, e quando elas nos provarem ou mesmo parecerem ofender nossa sensibilidade humana, ainda assim que as recebamos por serem divinas. Não devemos opinar sobre o que deve ser a verdade de Deus; temos que aceitá-la como Deus a revela.
A seguir, que cada um de nós aguarde oposição se ele receber a verdade do Senhor, e especialmente oposição de uma pessoa que é próxima e querida por ele - a saber - ele mesmo. Há um velho homem que ainda vive, e que não é um amante da verdade, mas, pelo contrário, ele é um parceiro da falsidade. Ouvi um policial dizer que quando esteve em Trafalgar Square, e uns sujeitos desprezíveis o agrediam, assim como a outro policial, ele sentia um osso do velho homem mexendo dentro dele. Ah, sentimos esse osso muito freqüentemente! A natureza carnal se opõe à verdade, pois ela não está reconciliada com Deus, e nem, na verdade, poderia estar. Oremos ao Senhor para vencer nosso orgulho, para que a verdade nos domine, apesar de nosso coração mau. Quanto à oposição do mundo exterior, não devemos estar alarmados com os fatos, pois fomos ensinados a aguardá-los. Agora as oposições não nos preocupam. O capitão de um navio não se importa se um borrifo d’água cair sobre ele.
Lembre-se, se você não recebeu a verdade senão pelo poder do Espírito de Deus, não pode esperar que os outros a recebam. Eles não crerão em seus relatos a não ser que o braço do Senhor lhes seja revelado. Mas depois, se a fé for operada pelo Espírito Santo, não precisamos temer que os homens possam destruí-la. Aqueles que tentarem mudar a nossa crença bem podem ter dúvidas quanto ao seu sucesso nessa proeza! Se a fé for operada divinamente em nossas almas, podemos vencer todos os sofismas, elogios, tentações e ameaças. Seremos divinamente obstinados; aqueles que tentarem nos perverter terão de desistir. Possivelmente eles nos chamem de fanáticos, ou intolerantes, ou mesmo idiotas; mas isso significa pouco se nossos nomes esti­verem escritos no céu.
Em conclusão podemos deduzir do nosso texto que se estas coisas nos vierem da parte de Deus, podemos descansar completamente nelas. Se elas vieram de homens, provavelmente nos falharão em meio a uma crise. Você alguma vez confiou em homens sem ter se arrependido antes mesmo que o sol se pusesse? Alguma vez você se apoiou num braço de carne sem descobrir que os melhores dos homens são apenas homens no melhor dos casos? Mas se estas coisas vem de Deus elas são eternas e totalmente suficientes. Podemos viver e morrer confiando no evangelho eterno. Vamos viver mais e mais com Deus, e com Ele somente. Se temos recebido luz dEle há mais bênçãos a serem alcançadas. Vamos àquele Mestre para aprendermos mais das coisas profundas de Deus. Creiamos corajosamente no sucesso do evangelho que temos recebido. Cremos nele, creiamos por ele. Não nos desesperaremos embora a Igreja visível, como um todo, possa apostatar. Quando os invasores cercaram Roma, e toda a região ficou à mercê deles, um terreno estava à venda, e um romano o comprou por um valor justo. O inimigo estava lá, mas ele seria desalojado. Talvez o inimigo destruísse o Estado romano. Deixe-o tentar! Tenha você a mesma firmeza. O Deus de Jacó é o seu refúgio, e ninguém pode resistir Seu eterno poder e deidade. O evangelho eterno é nossa bandeira, e com Jeová para sustentá-lo, nosso padrão nunca baixará. No poder do Espírito Santo a verdade é inven­cível. Venham, hostes do inferno e exército do inimigo! Que a sutileza, a destreza, o raciona­lismo e o sacerdócio façam o pior que puderem!
A Palavra do Senhor dura para sempre -aquela mesma Palavra a qual pelo evangelho é pregada entre os homens.


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