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terça-feira, 20 de abril de 2010

O que Ganha Dinheiro é Sábio? – (Sermão) – C. H. Spurgeon

/ On : 14:39/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.

O texto não diz: "O que ganha dinheiro sábio é", embora, sem dúvida, este se considere sábio e, talvez, num sentido indigno, isso seja preciso nestes dias de competição. Mas esta espécie de sabedoria é da terra e com a terra se acaba. Existe um outro mundo onde as nossas moedas não serão aceitas, e onde as possessões terrenas não significarão riqueza ou sabedoria. Em Provérbios 11:30, Salomão não dá coroa de prêmio por sabedoria a astutos estadistas, nem aos mais capazes governantes. Não passa diplomas nem mesmo a filósofos, poetas e homens de talento. Ele coroa com lauréis somente os que ganham almas.

Ele não declara que quem prega é necessariamente sábio. E que lástima! Há multidões que pregam, e ganham aplausos e eminência, mas não ganham almas. Estes pregadores passarão mal no último dia porque, com toda a probabilidade, correram sem terem sido enviados pelo Senhor. Salomão não diz que o que fala sobre a conquista de almas é sábio, desde que passar regras para os outros é muito simples, mas segui-las pessoalmente é muito mais difícil. Aquele que de modo concreto, real e verdadeiro leva os homens a abandonarem os erros dos seus caminhos e voltarem-se para Deus, servindo assim de instrumento para salvar outros do inferno, é sábio; e isto, seja qual for o seu modo de conquistar almas.

Pode ser um Paulo, rigorosamente lógico e profundo na doutrina, capaz de dominar todos os justos juízos; e se desta maneira ganha almas, é sábio. Pode ser um Apoio, de grandiosa oratória, e cujo gênio sublime eleva-se até os céus da eloqüência; e se desta forma ganha almas, é sábio; por esta, e não por outra razão. Ou pode ser um Pedro, rude e áspero, com suas metáforas toscas e sua rígida declamação; mas se ganha almas; por este motivo, e não por outro, não é menos sábio do que o seu irmão polido ou do que o seu amigo polêmico. Segundo o texto, a única coisa que prova a grande sabedoria dos conquistadores de almas é o seu real sucesso na verdadeira conquista de almas. Quanto à sua maneira de realizar o trabalho, são responsáveis perante o Senhor, e não perante nós.

Não nos ponhamos a comparar e contrastar este ministro com aquele. Quem é você, que julga, o servo alheio? Mas a sabedoria é justificada por seus filhos. Somente as crianças discutem sobre métodos incidentais; os homens têm em mira resultados sublimes. Esses obreiros de tão diversos tipos e métodos ganham almas? Então são sábios. E vocês que os criticam, se forem infrutíferos não podem ser sábios, ainda quando queiram parecer dignos de julgá-los. Deus proclama sábios os conquistadores de almas, ouse contestar isso quem quiser. Esta diplomação conferida pela Faculdade do Céu lhes garantirá boa vantagem, digam deles o que disserem os seus semelhantes.

''O que ganha almas sábio é." E isto se pode ver com cla¬reza. Só pode ser sábio, mesmo em aspectos comuns, aquele que pela graça realiza maravilha tão divinal. Os grandes conquistado¬res de almas jamais foram tolos. O homem que Deus qualifica para ganhar almas poderia provavelmente fazer qualquer outra coisa de que a Providência o incumbisse. Tome-se Martinho Lutero, por exemplo. Pois senhores, esse homem não estava somente capacitado para realizar uma Reforma; ele poderia ter governado uma nação ou comandado um exército! Pensem em Whitefield e lembrem-se de que aquela ribombante eloqüência que tumultuou a Inglaterra inteira não estava ligada a um débil tirocínio, ou à falta de capacidade cerebral. Dominava a oratória, e se se tivesse lançando a atividades comerciais, teria conseguido lugar proeminente entre os comerciantes. Se fosse político, dominaria a atenção dos ouvintes, no meio de senadores admirados. O que ganha almas é normalmente o homem que realizaria qualquer outra coisa para a qual Deus o chamasse. Sei que o Senhor emprega os meios que quer, mas sempre Se utiliza de meios adequados aos fins a que visa. E se vocês me disserem que Davi matou Golias com uma funda, respondo que aquela era a melhor arma do mundo para atingir o colossal guerreiro, e era a mais apropriada para Davi, treinado que fora no seu manejo desde a meninice. Há sempre uma adaptação dos instrumentos que Deus emprega para produzir o resultado determinado. E conquanto a glória não seja deles, nem a excelência esteja neles, devendo tudo ser atribuído a Deus; não obstante, há uma aptidão e uma prontidão que Deus vê, ainda que nós não as vejamos. É absolutamente certo que os conquistadores de almas não são nem imbecis nem simplórios, senão que Deus os faz sábios para Ele, embora lhes chamem néscios os jactanciosos sabichões.

'0 que ganha almas sábio é" porque escolheu um sábio objetivo. Creio que foi Michelangelo que uma vez esculpiu na neve estátuas magníficas. Desapareceram todas. O material depressa enrijecido pela nevada e pelo ar gélido, igualmente depressa derreteu-se com o calor. Muito mais sábio foi ele quando modelou o mármore durável, e produziu obras que durarão por séculos e séculos. Entretanto, mesmo o mármore é consumido e desgastado pelos dentes do tempo. E sábio é aquele que escolhe para sua matéria-prima almas imortais que sobreviverão às estrelas. Se Deus nos abençoar com vistas à conquista de almas, a nossa obra permanecerá quando a madeira a palha e o restolho das artes e ciências da terra tenham retornado ao pó donde vieram. Na glória o conquistador de almas, abençoado por Deus, terá monumentos comemorativos da sua obra preservados para sempre nas galerias dos céus. Ele escolheu um sábio objetivo, pois o que pode ser mais sábio do que glorificar a Deus, e depois disso, o que pode ser mais sábio do que abençoar os nossos semelhantes no sentido mais elevado? Sim, o que pode ser mais sábio do que arrebatar almas do abismo escancarado, elevando-as ao céu que as engolfa na glória, libertando-as da escravidão de Satanás e conduzindo-as à liberdade de Cristo. Que pode ser mais excelente que isso? Digo que tal meta se recomenda a todas as mentes sensatas, e que os próprios anjos talvez nos invejem, a nós, pobres seres humanos, porque temos a permissão para fazer da conquista de almas para Jesus Cristo o objetivo principal da nossa vida. A sabedoria mesma aprova a excelência do propósito.

Para realizar esse trabalho o homem tem que ser sábio, pois conquistar uma alma requer infinita sabedoria. Nem mesmo Deus conquista almas sem aplicar sabedoria, pois o plano eterno da salvação foi ditado por um juízo infalível, e em cada uma de suas linhas manifesta-se competência infinita. Cristo, o grande Conquistador de almas enviado ao Pai, é a "sabedoria de Deus" bem como o "poder de Deus". Há tanta sabedoria para ver-se na nova criação como na velha criação. Num pecador salvo há tanto de Deus para contemplar-se, quanto no universo surgido do nada. Portanto, nós, que somos cooperadores de Deus, prosseguindo ao lado dEle na grande obra de ganhar almas, também temos que ser sábios. Esta obra encheu o coração do Salvador, ocupou a mente do Jeová Eterno desde antes da criação do mundo. Não é brincadeira de criança, nem é trabalho para ser feito sonolenta-mente, nem para ser efetuado sem o auxílio da graça de Deus, o único verdadeiramente sábio, nosso Salvador. A carreira é sabia.

Notem bem, irmãos, que aquele que tem bom êxito na conquista de almas será comprovadamente sábio a juízo de todos quantos vêem o fim como também o princípio. Mesmo que eu fosse um egoísta completo e não cuidasse de mais nada senão da minha felicidade, escolheria, se pudesse, ser conquistador de almas, pois eu nunca soubera de felicidade tão perfeita, transbordante e indescritível, e de classe mais pura e mais enobrecedora, até o dia em que, pela primeira vez, soube de alguém que procurou e achou o salvador por meu intermédio. Recordo o estremecimento de júbilo que percorreu todo o meu ser! Nenhuma jovem mãe jamais se alegrou tanto com o seu primogênito! Nenhum guerreiro exultou tanto com uma vitória conseguida a duras penas! Oh, a alegria de saber que um pecador, outrora inimigo, foi reconciliado com Deus pelo Espírito Santo por meio das palavras ditas por nossos débeis lábios! Daí por diante, pela graça que me foi dada, cujo pensamento me prostra em auto-humilhação, tenho visto e ouvido, não somente de centenas, mas de milhares de pecadores convertidos do erro dos seus caminhos pelo testemunho de Deus em mim. Que venham aflições, que se multipliquem as provações conforme Deus queira, ainda esta alegria sobrepuja todas as outras, a alegria de que somos para Deus um suave aroma de Cristo em todo lugar, e que toda vez que pregamos a Palavra, corações são descerrados, corações fremem de vida nova, olhos derramam lágrimas pelo pecado, mas os olhos ficam enxutos quando os pecadores arrependidos vêem o seu grande Substituto — e eles passam a viver.

Fora de toda controvérsia, ganhar almas é uma alegria que vale mundos, e, graças a Deus, é uma alegria que não cessa com esta vida mortal. Não há de ser pequena bênção ouvirmos, enquanto voarmos para o trono eterno, as asas de outros batendo ao nosso lado, rumo à mesma glória, e ao rodeá-los e fazer-lhes perguntas, ouvi-los dizer: "Vamos entrar junto com você pelos portais de pérolas; você nos levou ao Salvador". E depois receber as boas-vindas dadas por aqueles que nos chamam de pai em Deus — pai em laços melhores que os da terra, pai pela graça, título honroso e imortal. Será bênção além de toda comparação encontrar-nos nos assentos eternos com os que foram gerados de nós em Cristo Jesus, pelos quais sofremos dores de parto, até que Cristo fosse formado neles — a esperança da glória. Isto equivale a ter muitos céus — um céu em cada um dos que conquistamos para Cristo, conforme a promessa do Senhor: "Os que a muitos ensinam a justiça refulgirão como as estrelas sempre e eternamente".

Irmãos, creio ter falado o bastante para levar alguns de vocês a desejarem ocupar a posição de conquistadores de almas. Antes, porém, de focalizar novamente o texto, gostaria de lembrá-los que a honra não pertence somente aos ministros. Estes partilham dela plenamente, mas o privilégio pertence a todo aquele que se devota a Cristo. Esta honra cabe a todos os cristãos. Todo homem, toda mulher, toda criança cujo coração está de bem com Deus, pode ser um conquistador de almas. Não há ninguém que, colocado algures por Deus, não faça algum bem. Não há vagalume numa sebe que não forneça a luz necessária; e não há um homem trabalhador, uma mulher sofredora, uma criada, um limpador de chaminés, um varredor de rua que não tenha oportunidade de servir a Deus. E o que eu disse dos conquistadores de almas não se refere apenas ao ilustre doutor em teologia, ou ao pregador eloqüente, mas a todos vocês que estão em Cristo Jesus. Cada um de vocês, capacitado pela graça, pode ser sábio neste sentido e ter a felicidade de levar almas a Cristo, mediante o Espírito Santo.
Doravante quero considerar o texto 'O que ganha almas sábio é" da seguinte maneira: primeiro, procurarei tornar o fato um pouco mais claro explicando a metáfora empregada no texto, "ganhar almas". Depois, em segundo lugar, dando-lhes algumas lições sobre a conquista de almas, através das quais espero que em cada mente seja reforçada a convicção de que esta obra necessita da mais alta sabedoria.

I. CONSIDEREMOS, PRIMEIRO, A METÁFORA EMPREGADA

NO TEXTO: "O que ganha almas sábio é".

Empregamos o verbo "ganhar" de muitas maneiras. Às vezes o encontramos em péssima companhia: nos jogos de azar, nos truques de trapaceiros, na prestidigitação, nos contos do vigário, nos quais os velhacos tanto gostam de ganhar. Lamento dizer que no mundo religioso há muito de prestidigitação e trapaça. Sim, há os que fingem salvar almas por meio de curiosos estratagemas, manobras intrincadas e ágeis trejeitos! Uma bacia de água, meia dúzia de gotas, certas sílabas e, zás A criança se torna um filho de Deus, membro do corpo de Cristo, herdeiro do reino dos céus! Esta regeneração aquosa ultrapassa a minha crença. É truque que não posso entender. Somente os iniciados podem executar a bela peça de magia que supera a tudo quanto jamais tentou o Mágico do Norte.

Também existe um meio de ganhar almas impondo as mãos sobre a cabeça, bastando que os braços dessas mãos estejam revestidos de cambraia; então o mecanismo funciona e a graça é comunicada pelos dedos benditos! Confesso que não posso compreender as ciências ocultas, mas nisto não tenho por que me admirar, pois a profissão de salvar almas mediante essas trapaças só pode ser exercida por certas pessoas favorecidas que receberam a sucessão apostólica diretamente de Judas Iscariotes. Este chamado sacramento da confirmação ou crisma, que segundo os homens confere graça, não passa de infame prestidigitação. É tudo uma abominação. E pensar que neste século há pessoas que pregam a salvação pelos sacramentos e a salvação efetuada por elas mesmas!

Ora, senhores, já passou o tempo de quererem vir com essa conversa fiada! Estas astúcias sacerdotais, esperemos, são anacrônicas, e a teoria sacramentai é antiquada. Essas coisas poderiam funcionar para os analfabetos, e nos dias em que eram escassos os livros. Mas desde o dia em que o estupendo Lutero foi ajudado por Deus a proclamar com estrondo de trovões a emancipadora verdade: "Pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus", tem havido demasiada luz para essas corujas do papismo. Retornem elas às suas torres cobertas de hera, e se queixem à lua sobre aqueles que os despojaram do seu reino de trevas. Que os tonsurados vão a Bedlam, e os chapéus escarlates aos lugares de libertinagem, mas que ninguém mostre respeito para com eles. O anglo-catolicismo moderno é um plagiador bastardo do papismo, vil, astuto e enganoso demais para iludir os sinceros. Se havemos de ganhar almas, será por modos diferentes dos que os jesuítas e quejandos podem ensinar-nos. Não confiem em ninguém que tenha pretensões ao sacerdócio. Os sacerdotes são mentirosos por ofício e enganadores por profissão. Mediante sua maneira teatral não poderemos levar almas à salvação, e nem queremos, pois sabemos que por meio de enganos desta espécie Satanás ficará com a melhor cartada, e se rirá dos sacer¬dotes quando voltar as cartas contra eles no fim.

Então, como haveremos de ganhar almas? Ora, a palavra "ganhar" tem um sentido muito melhor. É empregada com relação às ações guerreiras. Os guerreiros ganham por conquista cidades e províncias. Pois bem, ganhar uma alma é muito mais difícil que ganhar uma cidade. Observem o zeloso conquistador de al¬mas em seu trabalho.  Com que cuidado  procura  as  orientações do seu grande Capitão para saber quando hastear a bandeira branca para convidar o coração a render-se ao doce amor do Salvador que Se entregou à morte; quando é a ocasião própria para içar a bandeira negra da ameaça, mostrando que, se a graça não for recebida, seguir-se-á certamente o juízo; e quando desfraldar, com grande relutância, a bandeira vermelha dos terrores de Deus con¬tra as almas impenitentes e obstinadas.

O conquistador de almas tem de postar-se diante de uma alma como um valoroso comandante em frente de uma cidade murada, para traçar as linhas de circunvalação, abrir as trincheiras e colocar as baterias. Não deve avançar com demasiada pres¬sa, pois poderá exagerar o esforço de luta. Não deve ir devagar demais, pois parecerá estar sem entusiasmo, e causará dano por isso. Igualmente deve saber por qual porta atacar. Como pôr na mira dos canhões a porta da audição, e como dispará-los. Como, às vezes, manter as baterias em fogo cerrado noite e dia para ver se consegue abrir alguma brecha na muralha; outras vezes, quedar-se e cessar fogo, e então, de repente, abrir fogo com todas as baterias com terrífíca violência para, talvez, tomar de surpresa a alma, ou lançar-lhe uma verdade quando menos a espera, para que estoure como uma bomba no seu interior e danifique os domínios do pecado.

O soldado cristão deve saber avançar pouco a pouco, sapando este preconceito, minando aquela velha inimizade, fazendo explodir esta luxúria, e tomando, por fim, a cidadela. Compete-lhe lançar a escada de assalto, alegrar-se ao ouvir o ruído do seu choque contra a muralha do coração, revelando que a escada se fixou firmemente ali. E então, com o sabre entre os dentes, subir e saltar sobre o homem, matar a sua incredulidade em nome de Deus, tomar a cidade, desfraldar a bandeira ensangüentada da cruz de Cristo, e dizer: "O coração está ganho, finalmente ganho para Cristo". Isto requer um guerreiro bem treinado, mestre em seu ofício. Depois de muitos dias de assédio, muitas semanas de espera, muitas horas de esforço invasor pela oração e de bom¬bardeio pela súplica, tomar a fortaleza Malakoff da depravação (como os franceses fizeram na Criméia, em 1855). Esta é a obra, esta é a dificuldade. Nenhum tolo pode fazer isso. É preciso que a graça de Deus torne o homem sábio assim para conquistar a ci¬dadela da "Alma-humana" (veja "O Peregrino" — ). Bunyan), para levar cativo o cativeiro, e abrir de par em par as portas do coração para que por elas entre o Príncipe Emanuel. Ganhar uma alma é isso.

A palavra "ganhar" era comumente empregada entre os antigos com o sentido de vencer numa luta. Quando o grego queria ganhar a coroa de louros ou de hera, via-se obrigado a submeter-se, muito tempo antes, a um período de treinamento. E quando finalmente se apresentava desnudo para a luta, mal ensaiava os primeiros esforços, já se podia ver como cada músculo e cada nervo se haviam desenvolvido. Sabia que tinha um duro contendor, e portanto não deixava sem uso nada de suas energias. Durante o combate, podia notar-se como os olhos do homem observavam cada movimento e cada estratagema do seu antagonista; e como as suas mãos, os seus pés e todo o seu corpo se lançavam à luta. Ele temia ser derrubado; por isso procurava derrubar o adversário.

Pois bem, o verdadeiro conquistador de almas muitas vezes tem que enfrentar bem de perto o diabo que há dentro dos ho¬mens. Tem que combater o preconceito deles, o seu amor ao pecado, a sua incredulidade, o seu orgulho e então, subitamente, atracar-se com o desespero deles. Num dado momento tem que lutar contra o seu sentimento de justiça própria; no momento se¬guinte, contra a sua falta de fé em Deus. Dez mil artifícios são usados para impedir o conquistador de almas de ser vencedor na refrega. Mas se Deus o enviou, jamais renuncia seu apego à alma que deseja conquistar, até haver posto abaixo o poder do pecado e haver conquistado mais uma alma para Cristo.
Além disso, há outro sentido da palavra "ganhar", sobre o qual não posso expandir-me muito aqui. Vocês sabem que empregamos a palavra num sentido mais suave do que os que foram mencionados, quando lidamos com os corações. Existem métodos secretos e misteriosos, sábios em sua adequação ao fim visado, pelos quais os que amam, conquistam o objeto do seu amor. Não sei dizer-lhes como o enamorado conquista a sua amada, mas é provável que a experiência lhes tenha ensinado isso. A arma para esta luta nem sempre é a mesma, mas quando se consegue a vitória, a sabedoria dos meios empregados fica manifesta a todos. A arma do amor é, às vezes, um olhar, ou o sussurro de uma palavra ouvida com ansiedade, ou uma lágrima. O que sei é que a maioria de nós lançou uma cadeia em torno de outro coração, cadeia que esse coração não quer romper e cujos elos nos uniram em um cativeiro bendito que alegrou a nossa vida.

Sim, e isto se aproxima muito da maneira pela qual temos que levar almas à salvação. Esta ilustração está mais perto do alvo do que as anteriores. O amor é o verdadeiro meio para conquistar as almas, pois quando falo de investir contra muralhas, e quando falo de luta, faço uso de metáforas, mas este último meio está muito próximo da realidade. Conquistamos pelo amor. Ganhamos corações para Jesus amando-os, compartilhando as suas tristezas, preocupando-nos ansiosamente com o fato de que poderão perder-se, rogando a Deus por eles de todo o coração para que não sejam deixados morrer sem a salvação, suplicando-lhes em nome de Deus para que, por amor deles mesmos, busquem misericórdia e achem graça. Sim, senhores, existe um galanteio espiritual e a conquista de corações para o Senhor Jesus. E se querem aprender este método, devem pedir a Deus que lhes dê coração terno e alma compassiva. Creio que grande parte do segredo da conquista de almas está em ter entranhas compassivas, em ter espírito que se deixe tocar de sensibilidade pelas fraquezas humanas. Cinzelem um pregador de granito e, mesmo que lhe dêem língua de anjo, não levará ninguém à conversão. Coloquem-no no mais elegante púlpito, tornem a sua oratória perfeita e lhe dêem tema profundamente ortodoxo, mas enquanto tiver dentro de si um coração de pedra, jamais ganhará uma alma sequer. A salvação das almas requer coração que bata fortemente no peito. Requer uma alma cheia do néctar da bondade humana. Esta é a condição imprescindível ao sucesso. É a principal qualidade natural do conquis¬tador de almas, a qual, sendo abençoada por Deus, fará maravilhas.

Não examinei o original hebraico do texto que estamos focalizando, mas creio — e os que têm referências marginais em suas Bíblias poderão verificá-lo — que diz: "O que pega almas sábio é"', palavra que também se refere à pesca e à caça. Todos os domingos, quando saio de casa e venho para cá, não posso deixar de ver pessoas com gaiolas e pássaros cativos, que vão pelos parques e pelos campos tentando capturar pobres aves canoras. Essas pessoas conhecem bem o método de atrair e pegar suas vítimas. Os conquistadores de almas podem aprender muito delas. Devemos ter nossas iscas para almas, próprias para atrair, fascinar e prender. Temos que sair levando visgo, arapucas, redes e iscas para podermos pegar as almas dos homens. O inimigo delas é caçador dotado da mais vil e espantosa astúcia. Temos que superá-lo com o ardil da honestidade e com a destreza da graça. Contudo, esta arte só se aprende através do ensinamento divino, e daí devemos ser sábios e estar dispostos a aprender.

O pescador também precisa possuir certa habilidade. Se não me engano, é Washington Irving que nos fala de três cavalheiros que tinham lido tudo o que Isaque Walton escrevera sobre as delícias de uma pescaria. Acharam que deviam experimentar dita distração, e dessa forma se tornaram aprendizes dessa nobre arte. Foram a Nova York e compraram as melhores varas e linhas à venda, e se informaram sobre as iscas adequadas para cada dia ou mês, para que os peixes mordessem e fossem fisgados logo e, por assim dizer, voassem alegremente para dentro do cesto. Puseram-se a pescar, e ali ficaram o dia todo, mas o cesto continuava vazio, fá estavam ficando desgostosos com um esporte tão pouco esportivo, quando um rapazote esfarrapado e descalço desceu das colinas e os humilhou ao máximo. Ele tinha uma vareta feita de galho de árvore, um pedaço de cordão e um alfinete dobrado, amarrado na ponta do cordão. Pôs-lhe uma minhoca e atirou o tal "anzol" à água. Num instante puxou para fora um peixe, que veio como uma agulha atraída por um ímã. Lançou o "anzol" outra vez, e pegou outro peixe. E assim continuou pegando peixes até quase encher o seu cesto.  Perguntaram-lhe como conseguia aquilo. "Ah!", exclamou o rapaz, "eu não sei explicar, mas quando a gente sabe o jeito, é fácil".

Bem semelhante a isso é a pesca de homens. Alguns pregadores possuem linha de seda e varas excelentes, pregam com eloqüência e elegância, porém jamais ganham almas. Não sei como é, mas vem outro, com linguagem muito simples e com coração ardente, e imediatamente ocorre a conversão de pecadores. Certamente há de existir empatia entre o ministro e as almas que deseja conquistar para Cristo. Deus dá àqueles que faz conquistadores de almas um espontâneo amor e uma adequação espiritual por súa tarefa. Há compreensão empática entre os que vão ser abençoados e aqueles que serão os instrumentos da bênção; e em grande parte, por esta afinidade é que, sob o poder de Deus, pegam-se almas. Mas é claro como a luz do sol que é preciso ser sábio para ser pescador de homens. "O que ganha almas sábio é".

II. Agora, irmãos e irmãs, vocês que estão empenhados na obra do Senhor semana após semana, desejosos que estão de ganhar almas para Cristo, vou, em segundo lugar, ilustrar a verdade do texto falando-lhes de  ALGUNS MEIOS PELOS QUAIS SE CONQUISTAM ALMAS PARA CRISTO.

Acho que o pregador tem maior probabilidade de ganhar almas quando crê na realidade da sua obra — quando crê em conversões instantâneas. Como poderá esperar que Deus faça o que ele próprio não crê que fará? Sai-se melhor aquele que espera que ocorram conversões toda vez que pregar. Conforme a sua fé se lhe fará. Dar-se por satisfeito sem conversões é o caminho mais seguro para não obtê-las nunca. Ter como objetivo por excelência a salvação das almas é um método mais seguro para a obtenção de bons resultados. Se suspirarmos e chorarmos até que os homens sejam salvos, salvos serão.

Terá sucesso aquele que se mantém mais apegado à verdade salvadora. Ora, nem toda verdade é verdade salvadora, embora toda verdade possa ser edificante. Quem se restringe à singela história da cruz, reiterando aos homens que todo o que crê em Cristo não é condenado, que para ser salvo não se necessita de nada mais que uma simples confiança no Redentor crucificado; que tem por principal ministério a gloriosa história da cruz, o sofrimento do Cordeiro que Se rendeu à morte, a misericórdia de Deus, a boa vontade do Pai em receber os filhos pródigos; que de fato clama dia após dia: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" — esse tem probabilidade de ser conquistador de almas, principalmente se acrescentar a isso muita oração pelos pecadores, muito desejo ansioso de que os homens sejam levados a Jesus e, além disso, procurar em sua vida particular, como no seu ministério público, falar a outros do amor do precioso Salvador dos homens.

Entretanto, não estou falando a ministros, mas a vocês, que se assentam nos bancos. Portanto, permitam que me dirija mais diretamente a vocês. Irmãos e irmãs, vocês têm diferentes dons. Espero que utilizem todos eles. Talvez alguns de vocês, conquanto membros de igreja, achem que não têm dom nenhum. Mas todo crente em Cristo tem seu dom e sua parte na obra. Que poderão fazer para ganhar almas?

Permitam-me recomendar aos que pensam que não podem fazer nada, que levem outros para ouvirem a Palavra. Este é um dever muito negligenciado. Não peço que tragam convidados a este local, mas muitos de vocês freqüentam lugares meio vazios. Encham de gente esses lugares! Não se queixem da pequena congregação; façam-na crescer. Levem alguém ao próximo sermão, e em seguida o número de freqüentadores aumentará. Orem sem cessar para que os sermões do ministro sejam abençoados. E mesmo se vocês não podem pregar, ao colocar outros ao alcance do som do evangelho, estarão fazendo algo que tem quase a mesma importância. Trata-se de uma observação comum e simples, mas deixem que insista nisso, porque é de grande valor prático.

Muitos templos e salões de culto que andam quase vazios poderiam ter logo grandes auditórios se aqueles que tiram proveito da Palavra falassem a outros sobre as bênçãos que recebem, e os induzissem a partilhar do mesmo ministério. Especialmente nesta nossa cidade (Londres), onde tantos se ausentam da casa de Deus, procurem persuadir seus vizinhos a freqüentarem o local de culto. Cuidem deles, façam-nos entender que é um erro ficar em casa aos domingos, o dia todo! Não lhes digo que os censurem. Não trará proveito. Digo-lhes, porém, que procurem atraí-los e persuadi-los. Cedam-lhes os seus lugares, por exemplo, e fiquem de pé nos corredores, se necessário. Coloquem-nos sob a Palavra, e quem pode saber qual será o resultado? Que bênção seria para vocês, saber que aquilo que não puderam realizar pessoalmente, pois têm dificuldade para falar de Cristo, foi realizado mediante o seu pastor, pelo poder do Espírito Santo, por terem vocês levado alguém para a linha de fogo do evangelho!

A seguir, o conquistador de almas procura falar com os estranhos depois do sermão. Pode ser que o pregador erre o alvo, mas não é preciso que vocês errem. Ou talvez o pregador tenha acertado, mas vocês podem aprofundar a impressão causada, com uma palavra amável. Recordo-me de várias pessoas que se uniram à igreja e que atribuíram a sua conversão a trabalhos especiais realizados no Surrey Music Hall (um grande auditório de Londres), mas acrescentaram que esse não foi o único fator, senão que houve outro elemento que cooperou. Fazia pouco tempo que tinham vindo do campo, e um bom homem — que conheci bem e que acho que está no céu agora — encontrou-as na saída, falou-lhes, disse que esperava que tivessem gostado do que tinham ouvido, ouviu sua resposta, perguntou-lhes se voltariam à noite, e disse que se alegraria se passassem por sua casa para o chá; fizeram isso, e ele conversou com elas sobre o Senhor. No domingo seguinte foi a mesma coisa, e afinal, aqueles aos quais os sermões não tinham causado muita impressão, foram levados a ouvir com outros ouvidos até que, pouco a pouco, por meio das palavras persuasivas do bom ancião, e pela obra da graça do Senhor, foram convertidos a Deus. Tanto esta como toda grande congregação são belos campos de caça para os que deveras querem fazer algo de bom. Quantos entram de manhã e de noite neste templo sem nenhuma intenção de receber a Cristo! Oh se vocês todos me ajudassem, vocês que amam o Senhor, se me ajudassem falando com os que se assentam ao seu  lado    quanto poderia ser feito! Jamais permitam que alguém diga: "Venho a esta igreja há três meses, e ninguém jamais me dirigiu a palavra". Antes, mediante a doce familiaridade que se deve permitir sempre na casa de Deus, busquem de todo o coração imprimir em seus amigos a verdade que eu só posso fazer chegar aos ouvidos deles, e que talvez Deus os ajude a lhes introduzir no coração.
Caros amigos, deixem-me ainda recomendar-lhes a arte de importunar conhecidos e parentes. Se não puderem pregar a cem, preguem a um. Fiquem a sós com o homem e, com amor, com mansidão e com oração, falem com ele. "Só um!", exclamam vocês. Pois bem, não basta um? Jovem, conheço sua ambição. Quer pregar aqui, aos milhares que freqüentam este lugar. Contente-se em começar com um. O seu Senhor não Se envergonhou de sentar-Se junto ao poço e de pregar a uma pessoa. E quando concluiu o Seu sermão, tinha de fato beneficiado toda a cidade de Sicar, pois aquela mulher se tornara missionária para os seus conhecidos. Muitas vezes a timidez impede que sejamos úteis neste sentido, mas não devemos ceder a ela. Não é possível tolerar que Cristo seja desconhecido por nos mantermos silenciosos, e que os pecadores não sejam advertidos por causa da nossa negligência. Devemos estudar e praticar a arte de lidar pessoalmente com os não convertidos. Não nos desculpemos; ao contrário, imponhamo-nos a nós mesmos a pesada tarefa, até que se torne fácil. Este é um dos modos mais honrosos de ganhar almas. E se exige mais que o zelo e a coragem comuns, tanto maior razão para que resolvamos dominá-lo. Amados, devemos ganhar almas. Não podemos viver simplesmente vendo os homens sob a condenação. Temos que levá-los a Jesus. Mãos à obra, pois. Não deixem ninguém ao seu redor perecer sem ter sido admoestado, por pura frieza e descuido de sua parte. Um folheto é útil, mas uma palavra viva é melhor. Seus olhos, seu rosto e sua voz ajudarão. Não sejam covardes a ponto de dar um pedaço de papel, quando as suas palavras funcionariam bem melhor. Exorto-os a que atendam a isto, por amor de Jesus.

Alguns de vocês poderiam escrever cartas em nome do vosso Senhor e Mestre. A amigos distantes, algumas linhas escritas com amor podem constituir influência das mais benéficas. Sejam como os homens de Issacar, que manejavam a pena. Jamais se fez melhor uso de tinta e pena do que na conquista de almas para Deus. Muito se tem feito com este método. Não poderiam vocês fazer isto? Por que não o experimentam?

Alguns de vocês, se não podem falar ou escrever muito, podem ao menos viver o evangelho. Esse é um belo modo de pregar — pregar com os nossos pés. Quer dizer, pregar com a nossa vida, com a nossa conduta, com a nossa conversação. A esposa amorosa, que chora em segredo pelo marido infiel, mas o trata sempre com amabilidade; o filho extremoso, cujo coração está quebrantado pela blasfêmia do seu pai, mas é muito mais obediente do que costumava ser antes de sua conversão; o criado a quem o patrão amaldiçoa, mas a quem pode confiar a carteira com dinheiro, sem saber que quantia há nela; o homem de negócio, escarnecido por pertencer a outra denominação, mas que é direito como uma linha reta, e que não se deixaria arrastar para nenhuma ação indigna por tesouro nenhum — são estes os homens e mulheres que pregam os melhores sermões. Estes são os pregadores práticos com que vocês podem contar.

Dêem-nos o seu viver santo, e com ele como alavanca mudaremos o mundo. Com a bênção de Deus, acharemos línguas para anunciar a mensagem, mas a nossa grande necessidade é a das vidas dos cristãos de nossas igrejas como ilustração viva daquilo que nossos lábios digam. O evangelho se parece um tanto com um jornal ilustrado. As palavras do pregador são a letra impressa, e os clichês ilustrativos são os homens e mulheres que formam as nossas igrejas. Quando o povo pega um jornal desses, muitas vezes não lê o texto impresso, mas sempre olha as figuras; o mesmo acontece na igreja, os de fora talvez não venham ouvir o pregador, mas sempre ponderam, observam e criticam as vidas dos membros da igreja. Portanto, caros irmãos e irmãs, se querem ser conquistadores de almas, procurem viver intensamente o evangelho. "Não tenho maior gozo do que este: o de ouvir que os meus filhos andam na verdade".

Uma cosia mais: o conquistador de almas deve dominar a arte de orar. Vocês não podem levar almas a Deus se não forem ter com Ele. É preciso que apanhem o seu machado e outras armas de guerra no arsenal da sagrada comunhão com Cristo. Se ficarem bastante tempo a sós com Jesus, apreenderão o Seu Espírito. Serão inflamados pela chama que ardeu no Seu coração e consumiu a Sua vida. Chorarão com as lágrimas que Jesus derramou sobre Jerusalém quando a viu perecer. E se não puderem falar tão eloqüentemente como Ele, sempre haverá no que disserem algo daquele poder com que Ele comovia os corações e despertava as consciências dos homens. Diletos ouvintes — e me dirijo principalmente aos membros desta igreja — fico sempre preocupado, temendo que vocês se ponham ociosos e des¬preocupados quanto às questões do reino de Deus. Há alguns de vocês — e os bendigo, como também bendigo a Deus ao recordá-los — que, a tempo e fora de tempo, estão cheios de zelo pela conquista de almas; são verdadeiramente sábios. Temo, porém, que há outros indolentes, que se satisfazem deixando-me pregar, mas eles mesmos não pregam. Estes tomam assento nestes bancos, esperando que tudo corra bem — e não fazem nada mais que isso. Quem me dera ver todos vocês cheios de ardor! Este grande exército de quase cinco mil cristãos, o que não faríamos se todos estivéssemos cheios de vida e de fervor? Mas um exército como este, sem santo entusiasmo, torna-se mera turbamulta, multidão incontrolável, donde brotam males e nenhum bom resultado surge. Se todos vocês fossem tochas em prol de Cristo, poderiam pôr em chamas a nação. Se todos fossem fontes de água viva, quantos sedentos beberiam e mitigariam a sede!

Amados, há uma pergunta que farei antes de terminar, e é a seguinte: as suas próprias almas já foram ganhas? Se não foram, não poderão conquistar outras. Vocês estão salvos? Meus ouvintes, todos vocês que estão aí sob a galeria e os que se acham aí atrás, estão salvos? Que aconteceria se esta noite precisassem responder a esta pergunta diante de Alguém maior do que eu? Que seria se o ósseo dedo frio da morte, o último grande orador, apontasse para vocês em lugar do meu? Que se passaria se a sua invencível eloqüência petrificasse os seus ossos, tornasse vítreos seus olhos, e congelasse o sangue em suas veias? Poderiam esperar obter a salvação em sua hora extrema? Se não são salvos, como jamais o serão? Quando serão salvos, senão agora? Haverá melhor ocasião do que agora?

O caminho da salvação é simplesmente confiar naquilo que o Filho do homem fez quando Se fez carne, e sofreu castigo no lugar de todos quantos nEle crêem. Cristo foi um Substituto. Seu povo são os que confiam nEle. Se vocês confiam nEle, significa que Ele foi castigado pelos seus pecados. E vocês não podem ser castigados por causa deles, pois Deus não pode castigar duas vezes o pecado, primeiro em Cristo e depois em vocês. Se confiam em Jesus, que agora vive à direita de Deus, estão perdoados agora mesmo, e serão salvos para todo o sempre. Oxalá ponham já a sua confiança nEle! Talvez seja agora ou nunca, para vocês. Que seja agora, agora mesmo, e então, caros amigos, confiantes em Jesus, não precisarão hesitar quando lhes for feita a pergunta: "Vocês são salvos?", pois cada um de vocês poderá responder: ''Sim, salvo sou, pois está escrito: "Quem nEle crê não é condenado". Confie nEle, pois; confie nEle agora. E que Deus, então, lhe ajude a ser um conquistador de almas; assim você será sábio, e Deus será glorificado!


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