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sábado, 5 de novembro de 2011

O Evangelho não é segundo os homens - C. H. Spurgeon

/ On : 16:53/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.



Mas faço-vos saber irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens."
- Gálatas 1:11


Para mim é penoso ver Paulo se defendendo como um apóstolo; e fazendo isso não contra um mundo de contradição, porém contra membros de igreja de coração frio. Eles diziam que ele não era realmente um apóstolo, porque não tinha visto o Senhor; e eles proferiram muitas outras coisas depreciativas contra ele. Para manter sua reivindicação ao apostolado, ele foi impelido a iniciar as suas Epístolas com "Paulo, um apóstolo de Jesus Cristo", embora o seu trabalho fosse uma prova auto-evidente do seu chamado. No nosso caso, depois de Deus nos ter abençoado para a conversão de muitos, se alguns desses levantarem uma dúvida quanto ao nosso chamado ao ministério, classificaríamos isso como uma prova de fogo; porém não concluiremos que algo estranho nos aconteceu.


Há muito mais motivo para questionar nosso chamado ao ministério do que lançar uma dúvida sobre o apostolado de Paulo. Se for lançada sobre nós essa indignidade, poderemos suportá-la com alegria por amor ao nosso Mestre.


Não precisamos nos admirar, queridos irmãos, se o nosso ministério for sujeito a ataques, porque essa tem sido a porção daqueles que nos antecederam; e nos faltaria um grande selo de autenticidade da nossa aceitação por Deus se não recebêssemos a inconsciente homenagem de inimizade que sempre é assacada aos fiéis pelo mundo sem Deus. Quando o diabo não é incomodado por nós, ele não nos importuna. Se seu reino não é abalado, ele não se importará com o nosso trabalho, mas deixará que desfrutemos de inglorioso sossego. Confortemo-nos pela experiência do apóstolo dos gentios: ele é particularmente nosso apóstolo, e podemos considerar a sua experiência como um tipo do que podemos esperar enquanto labutamos entre os gentios dos dias atuais.


O tratamento que tem sido dado aos homens eminentes enquanto viveram foi profético quanto ao tratamento da sua reputação após sua morte. Este mundo mau é imutável em seu antagonismo contra os verdadeiros princípios, estejam seus defensores mortos ou vivos. Mais de mil e oitocentos anos atrás disseram: "Paulo, quem é ele?" E eles falam assim ainda hoje.


Não é incomum ouvir pessoas duvidosas declararem que discordam do apóstolo, e elas até ousam dizer: "Aí eu não concordo com o apóstolo Paulo". Eu me lembro da primeira vez que ouvi essa expressão; abismado olhei para o indivíduo. Admirei-me que um pigmeu tal como ele pudesse dizer isso do grande apóstolo. De modo geral, à parte da inspiração de Paulo, parecia como um ratinho discordando de um querubim, ou um punhado de palha discutindo o veredicto do fogo. Esse indivíduo estava tão longe de ser notado que me admirei que seu orgulho pudesse ser externado sem se envergonhar. Apesar dessa objeção, mesmo quando sustentada por críticos versados, nós ainda concordamos com o inspi­rado servo de Deus. E nossa firme convicção que, discordar das Epístolas de Paulo, é discordar do Espírito Santo e do Senhor Jesus Cristo, cuja mentalidade Paulo plenamente expressou. E de se admirar que os escritos de Paulo fossem tão atacados; mas isso nos adverte que quando tivermos recebido a nossa recompensa, nossos nomes não estarão livres de crítica, nem o nosso ensino de oposição. Os mais nobres daqueles que já partiram ainda são difamados. Não dê atenção ao julgamento humano a respeito de si mesmo quanto à morte ou à vida; pois que importa? Seu verdadeiro caráter nenhum homem pode ferir a não ser você mesmo; se você está capacitado a manter suas vestes limpas, tudo o mais não merece um só pensamento.


Aproximemo-nos mais de nosso texto. Não reivindicamos a capacidade de usar as palavras de Paulo exatamente no pleno sentido que ele podia; porém há um sentido, no qual, espero, que possamos dizer: "E vos asseguro, irmãos, que o evangelho por mim pregado não foi segundo os homens". Poderemos não somente dizer isso, mas devemos dizê-lo com total veracidade. A forma de expressão habitual de Paulo vale como um juramento quando ele disse: "eu vos asseguro irmãos". Ele quer dizer, asseguro-lhes com certeza - eu desejaria que estivessem convictos disto -"que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens". Neste ponto, ele quer que os gálatas fiquem convencidos disso sem nenhuma dúvida.

Pelo contexto, temos certeza que Paulo pretendeu primeiro asseverar que seu evangelho não foi recebido de homem algum. Seu acolhi­mento disso na sua própria mente não era conforme os homens. A seguir, ele asseverou, que o evangelho não foi invenção humana.

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