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quinta-feira, 15 de março de 2012

Ele nos fez reviver de nossas cinzas - C. H. Spurgeon

/ On : 10:00/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.



“Aparecem as flores na terra; já chegou o tempo de cantarem as aves, e a voz da rola ouve-se em nossa terra”, Can.2:12

Doce é o cheiro de primavera: o longo e dramático inverno ajudam a apreciar esta vinda de calor genuíno, a sua promessa de verão também enaltece seu poder de nos poder agradar. Após longos períodos depreciativos e deprimentes de espírito, torna-se agradável encararmos este Sol de toda a Justiça. Logo de seguida, as múltiplas graças vão-se erguendo de suas liturgias bocejantes, como as doces papolas e malmequeres que se abrem de suas noites de profundos sonos.

Assim, nossos corações são tornados alegres e em festim, pelo aparecer destas deliciosas notas de gratidão profunda, muito mais melódicas que todo cantar dos belos pássaros e também por aquela paz duradoura a qual conforta sempre, muito mais brilhante que as notas de uma pombinha – tais serão as notas discernidas dentro de nosso espírito primaveril. Agora é que se fez tempo de uma alma buscar aquela intimidade com o seu Amado. Agora poderá a alma elevar-se de toda a sua natividade sórdida e melancólica, afastando-se das suas velhas companhias de associação.

Quando não erguemos a nossa vela em tempos favoráveis de ventos prometedores, seremos oportunamente inculpados de tal conduta negligente e promiscuamente leviana, pois os tempos de temperança deveriam passar por nós sem que nunca tivessem como vir a ser impedidos. Quando o Senhor Jesus nos visita em terno carinho e nos comanda a erguer de nossa própria sonolência profunda, como escaparemos impunes se rejeitarmos tais tempos de benesse? Ele próprio se ergueu daquela morte, para assim nos atrair a Ele mesmo: Ele agora, vive em nós pelo Seu Espírito Santíssimo, para nos fazer reviver de nossas cinzas, em total novidade de vida, para nos levar ao mais profundo dos céus da comunhão com Ele.

Que baste termos estado frios e indiferentes durante nossos tempos de inverno profundo e amedrontador. Quando é o Senhor quem cria em nós uma fonte de águas vivas, que nossa suculenta virtude seja espontânea e cheia de vigor e altamente resoluta. Ó Esplêndido e Cândido Senhor, se não houver primavera brilhando ainda em meu coração gelado, Te peço que o faças degelar, pois estou inteiramente cansado de viver continuamente distante de Ti. Ó, que longo e drástico inverno este meu! Quando lhe darás fim? Vem espírito Santo, renova minha alma toda. Refaz-me por dentro, restaura-me por completo e tem misericórdia de mim. Este direito, eu imploro de Ti, para que cuides de teu servo enviando-lhe um oportuno avivamento espiritual continuado.

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