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quarta-feira, 28 de março de 2012

A santidade que buscamos - C. H. Spurgeon

/ On : 09:30/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.


Faz-me caminhar pela vereda de teus mandamentos, porque nela me
deleito. (Sal 119.35)

"Pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo." Tu me fizeste amar o caminho; agora faz-me andar nele. Ele é uma vereda plana na qual outros estão tentando andar por tua graça; vejo-a e admiro-a; capacita-me a caminhar por ela. Esse é o clamor de uma criança que anela caminhar, mas que ainda é frágil demais; de um peregrino que se sente exausto, mas que ainda insiste em sua marcha; de um aleijado que acredita ser capaz de correr. Deleitar-se na santidade é algo em extremo bendito; e certamente aquele mesmo que nos deu tal deleite operará em nós a alegria ainda mais profunda de possui-lo e vivê-lo.


Aqui está nossa única esperança; pois não transitaremos pela vereda estreita enquanto não vivermos assim pelo poder de nosso próprio Criador. O tu que uma vez me criaste, rogo-te que me cries de novo. Tu me fizeste conhecer; agora me faças prosseguir! Certamente nunca serei feliz até que o consiga, pois meu único deleite está em andar em tua presença.


O salmista não pede ao Senhor que faça por ele o que ele mesmo deve fazer; ele deseja 'prosseguir' ou trilhar a vereda do mandamento. Ele não pede que seja levado enquanto permanece passivo; mas que Deus faça com que ele Vá'. A graça não nos trata como toras de madeira ou pedras, que são arrastadas por animais adestrados ou máquinas, mas como criaturas dotadas de vida, razão, vontade e forças ativas que se dispõem e são capazes de mover-se se porventura houver necessidade.


Deus opera em nós, mas é para que possamos querer e agir de acordo com seu beneplácito. A santidade que buscamos não é uma aquiescência forçada por mandamento, mas a indulgência de uma sincera emoção que impulsiona para a bondade, de modo que conforme nossa vida com a vontade do Senhor. O leitor poderá dizer: Nela eu me deleito? É piedade prática, a própria jóia da alma, o cobiçado galardão da mente? Se esse é o caso, então a vereda externa da vida, por mais íngreme que seja, será luminosa e guiará a alma ao deleite mais inefável. Aquele que se deleita na lei não deve nutrir dúvida de que será capaz de percorrer suas veredas; pois onde o coração já encontrou sua alegria, os pés são firmados para avançar.


Note que o versículo na oitava anterior (v. 35) foi: "Faz-me entender"; e aqui temos: "Faz-me prosseguir." Observe a ordem: primeiro, entendimento; e então, prosseguimento. Pois um entendimento esclarecido é uma grande assistência para a ação prática.

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