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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Inclina-me a Palavra, não a Cobiça! - C. H. Spurgeon

/ On : 09:30/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.


Inclina-me o coração a tua Palavra, e não à cobiça.

Sal 119.36


Inclina-me o coração a tua Palavra. Esta oração não parece supérflua, já que, evidentemente, o coração do salmista es¬tava posto na obediência? Estamos convencidos de jamais haver sequer uma palavra sobrando [ou supérflua] na Escritura. Depois de rogar por uma virtude ativa, era indispensável que o homem de Deus rogasse para que seu coração fosse posto em tudo quanto ele fizesse. O que seriam seus avanços se seu coração não avançasse também?


É possível que Davi sentisse um desejo flutuante, uma propensão desordenada de sua alma por lucros materiais; possivelmente, mesmo instruído em suas mais devotas meditações, de repente clamasse por mais graça. A única forma de curar uma inclinação errônea é manter a alma voltada para a direção oposta. A santidade do coração é a cura para a cobiça. Que bênção podermos pedir ao Senhor até mesmo uma inclinação!


Nosso querer é livre; todavia, mesmo sem violar sua liberdade, a graça pode inclinar-nos na direção certa. Isso pode ser feito através da iluminação do entendimento quanto à excelência da obediência, através do fortalecimento dos hábitos de nossa virtude, pela experiência da doçura da piedade e por muitos outros meios. Se algum dever se nos torna maçante, cabe-nos oferecer-lhe esta oração com especial referência; é preciso que amemos todos os testemunhos do Senhor; e se falharmos em algum deles, então que prestemo-lhe duplicada atenção. A tendência do coração é o caminho para o qual a vida se inclina; daí a força da petição: "Inclina meu coração." Felizes seremos quando nos sentirmos habitualmente inclinados a tudo quanto é bom! Esse não é o modo como um coração carnal sempre se inclina; todas as suas inclinações estão em franca oposição aos testemunhos divinos.


E não à cobiça. Esta é a inclinação da natureza, e a graça tem de pôr um basta nela. Este vício é tão injurioso quanto comum; é tão banal quanto miserável. É idolatria, e portanto destrona a Deus; é egoísmo, e portanto é cruel a todos em seu poder; é sórdida ambição, e portanto venderia o próprio Senhor por dinheiro. É um pecado degradante, aviltante, obstinado, mortal, que destrói tudo o que o rodeia, tudo o que é amável e cristão. O cobiçoso pertence à confraria de Judas, que com toda probabilidade se tornará pessoalmente o filho da perdição. O crime da cobiça é comum, porém bem poucos se dispõem a confessá-lo; pois quando uma pessoa cumula ouro em seu coração, o pó dele embaça seus olhos, de modo que não consegue divisar seu próprio erro. Nosso coração provavelmente tenha algum objeto de desejo, e a única maneira de isentá-lo do lucro profano é pondo em seu lugar os testemunhos do Senhor. Se nos sentirmos inclinados a tomar uma vereda, seremos atraídos para outra; a virtude negativa com certeza é mais facilmente dominada quando a graça positiva predomina.

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