Home | C. H. Spurgeon | Log out

Venha para o Metropolitan Tabernacle

SpurgeonTv

sábado, 23 de junho de 2012

Não Existe em nós nenhuma bondade - C. H. Spurgeon

/ On : 15:09/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.


Considere estas palavras: "Aquele que justifica o ímpio". Elas soam aos meus ouvidos como palavras admiráveis.


Não te surpreende a existência delas na Bíblia? "Aquele que justifica o ímpio'? As vezes, ouço que os homens que odeiam a doutrina da cruz, a citam como um escrito difamatório contra Deus, dizendo que ele salva os iníquos e recebe até mesmo o mais vil dos vis. Veja, agora, como esta passagem que te apresentei, aceita o escrito difamatório, e claramente, o estabelece! Pela boca de seu servo Paulo, pela inspiração do Espírito Santo, Deus toma para si mesmo o título de "Aquele que justifica o ímpio". Ele torna justos aqueles que são injustos, perdoa aqueles que merecem punição e favorece aqueles que não merecem favor. Pensa, não é verdade, que a salvação era para os bons? Que a graça de Deus era para os puros e santos, livres do pecado?


Havia imaginado que, se fosse excelente, Deus haveria então de recompensar-te, e que, por não ser digno, não há possibi­lidade de desfrutar de Seu favor. Deve estar de algum modo surpreso com a leitura deste verso: "Aquele que justifica o ímpio". Não me espanta o seu espan­to, pois, apesar de toda a minha familiaridade com a abundante graça de Deus, também nunca deixei de me maravilhar com ela. Parece surpreendente, não é verdade, que um Deus Santo, justifique um homem pecador? Nós, de acordo com a legalidade de nosso coração, estamos sempre falando da nossa própria bondade e de nossos próprios méritos, e teimosamente nos referimos a isso para dar a entender que há alguma coisa em nós digna de chamar a atenção de Deus. No entanto, Deus, que vê através de todas as decepções, sabe que não existe em nós nenhuma bondade. Diz ele: "Não há nenhum justo, nem sequer um".


Ele sabe que "todas as nossas justiças são como trapo de imundície"; portanto, o Senhor Jesus não veio a este mundo procurar bondade e justiça entre os homens, mas trazer a bondade e a justiça com Ele, e concedê-las às pessoas que não as têm. Ele veio, não porque somos justos, mas para nos tornar justos: Ele justifica o ímpio.


Quando um advogado aparece perante a corte em defesa de alguém, se for um homem sincero, empregará esforços para provar sua inocência e justificá-lo perante o tribunal das coisas que lhe são falsamente atribuídas. Pois o propósito de um advo­gado deve ser sempre justificar o inocente e nunca obscurecer suas culpas. Não está nem no direito nem no poder do homem justificar verdadeiramente o culpado. Este milagre pertence só a Deus. Deus, o eterno, sabe que não há um homem justo sobre a terra, que faça o bem e viva sem pecado; portanto, na soberania infinita da sua natureza divina e no esplendor do seu amor inefável, empreendeu a tarefa, não de justificar o justo, mas o ímpio. Ele arquitetou modos e meios de fazer o ímpio comparecer justificado diante Dele, para isso estabeleceu um sistema por meio do qual, com perfeita justiça, pode tratar o culpado como se tivera sido livre de culpa toda a vida; sim, como se fora inteiramente livre do pecado. Deus justifica o ímpio.

0 comentários:

Postar um comentário

Related Posts with Thumbnails