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sábado, 1 de setembro de 2012

Soberano na Conversão! - C. H. Sprugeon

/ On : 13:06/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.


Contemplai como Deus mostra Sua Soberania neste fato, que dentro da mesma congregação, aqueles que ouvem o mesmo ministro, e ouvem a mesma verdade, um é tomado e outro é deixado . Por que será que numa de minhas ouvintes, sentada nos últimos bancos da capela, e tendo sua irmã ao seu lado, o efeito da pregação será diferente do que na outra? Elas têm sido criadas sobre os mesmos joelhos, balançadas no mesmo berço, educadas sob os mesmos auspícios, ouvem o mesmo ministro, com a mesma atenção  por que uma será salva e a outra deixada? Longe de nós criar qualquer escusa para o homem que é condenado; não conhecemos nenhuma; mas também, longe esteja de nós o tomar a glória de Deus.

Afirmamos que é Deus que faz a diferença  que a irmã salva não terá que agradecer a si mesma, mas a Deus. Haverá também dois homens dados a bebedice. Algumas palavras faladas transpassarão um deles fora a fora, mas o outro permanecerá imóvel, embora eles sejam, em todos aspectos iguais, tanto na constituição como na educação. Qual é a razão? Talvez você diga: porque um aceitou e o outro rejeitou a mensagem do evangelho. Porém, você voltou à mesma questão: quem fez com que um aceite-a e o outro a rejeite? Não se atreva a dizer que o homem fez a diferença por si próprio.

Você deve admitir em sua consciência que é somente a Deus que pertence este poder. Mas aqueles que não gostam desta doutrina estão, todavia, armados contra nós; e dizem: como Deus pode justamente fazer tal diferença entre os membros de Sua família? Suponha um pai que tivesse um certo número de filhos, e que a um desse todos os seus favores, e consignasse os outros à miséria  não deveríamos dizer que o mesmo era um pai mau e cruel? Respondo: sim. Mas não é o mesmo caso. Você não tem um pai com quem tratar, mas um juiz . Você diz: todos os homens são filhos de Deus; eu exijo que você prove isto. Nunca li isto na minha Bíblia. Jamais me atreveria a dizer, Pai nosso que estás no céu', até que fosse regenerado. Não posso me regozijar na paternidade de Deus para comigo até que seja um com Ele, e co-herdeiro com Cristo. Não ousaria reivindicar a paternidade de Deus como um homem não regenerado. Não é um pai e um filho porque o filho tem o que reivindicar de seu pai  mas é um Rei e um súdito; e não é nem mesmo uma relação como esta, porque há uma reivindicação entre súdito e Rei.

Uma criatura  uma criatura pecaminosa, não pode ter nenhuma reivindicação sobre Deus; porque isto faria a salvação ser pelas obras e não pela graça. Se os homens podem merecer salvação, então, o lhes salvar é somente o pagamento de um débito, e não seria dado a eles mais do que deveria ser dado. Mas afirmamos que a graça deve ser diferenciada, se é para ser graça de alguma forma. Oh, mas alguns dirão: não está escrito que  Ele dá a cada um a medida de graça, para o que for útil?  Bem, se você gosta de repetir esta maravilhosa citação tão freqüentemente atirada sobre minha cabeça, você é bem vindo; porque está não é uma citação da Escritura, a menos que seja duma edição Arminiana.

A única passagem parecida com esta se refere aos dons espirituais dos santos, e dos santos somente. Mas digo, admitindo a vossa suposição, que uma medida de graça é dada a cada um para o que foi útil, todavia, Ele dá alguma medida de graça particular para que faça aquela proveitosa. Por que o que entendeis por graça, que possa ser usada para o que for útil? Eu posso entender que seja um aperfeiçoamento do homem no uso da graça, mas não posso compreender que seja uma graça que é aperfeiçoada para ser usada pelos homens. Graça não é uma coisa que eu uso; graça é algo que me usa. Mas as pessoas falam da graça às vezes como se fosse algo que elas pudessem usar, e não como uma influência que tem poder sobre eles. Graça não é algo que eu posso aperfeiçoar, mas que me aperfeiçoa, me usa e opera em mim; e que as pessoas falem sobre a graça universal, ela é totalmente sem sentido, não existe tal coisa, nem pode existir. Eles podem falar corretamente das bênçãos universais, porque vemos que os dons naturais de Deus são espalhados por todo lugar, num maior ou menor grau, e os homens podem recebê-los ou rejeitá-los. Não é assim, contudo, com a graça. Os homens não podem tomar a graça de Deus e usá-la para voltar, por si mesmos, das trevas para luz. A luz não vem para as trevas e diz: me use; mas a luz vem e dissipa as trevas. A vida não chega ao morto e diz: me use, e seja restaurado à vida; mas ela vem com um poder de si própria e restaura o morto à vida. A influência espiritual não chega aos ossos secos e diz: use este poder e se revistam de carne; mas ela vem e os reveste com carne, e a obra é feita. A graça é pois uma coisa que vem e exerce uma influência sobre nós. 

E dizemos a todos aqueles que rangem os seus dentes contra esta doutrina, quer saibam quer não, que seus corações estão cheios de inimizade contra Deus; porque até que você possa ser trazido ao conhecimento desta doutrina, há algo que você ainda não descobriu, que te faz se opor à idéia de um Deus absoluto, um Deus livre, um Deus que não está algemado, um Deus imutável, e um Deus que tem um livre-arbítrio, o qual você tão profundamente gosta de provar que as criaturas possuem. Estou persuadido que a Soberania de Deus deve ser sustentada por nós, se estivermos num estado de mente saudável.
A salvação é do Senhor somente. Então, dêem toda a glória ao Seu santo nome, a quem toda glória pertence.

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