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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Consagre teus olhos! – C. H. Spurgeon

/ On : 09:33/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.


“Desvia meus olhos de contemplar a vaidade, e vivifica-me em teu caminho.”

Salmo 119.37


Desvia meus olhos de contemplar a vaidade. Ele havia orado por seu coração, e alguém poderia pensar que os olhos pudessem ser influenciados pelo coração, de modo que não houvesse necessidade de fazê-los objetos de petição especial; nosso autor, porém, está resolvido a fazer a certeza duplamente infalível. Se os olhos não vêem, talvez o coração não deseje.


De qualquer forma, fecha-se uma porta para a tentação quando deixamos de olhar para alguma quinquilharia bem adornada. O pecado inicialmente penetrou a mente humana através dos olhos, e estes continuam ainda sendo a porta favorita para as inconvenientes seduções de Satanás; daí a necessidade de uma dupla vigilância sobre esse portal.


A oração não visa tanto a que os olhos sejam fechados, mas que sejam 'desviados'; pois nos é indispensável que eles estejam abertos, porém direcionados para os objetos certos. É possível que você esteja neste exato momento fitando alguma tolice; se esse é o caso, você preciso desviar os olhos; e se estiver contemplando as coisas celestiais, será sábio rogar que seus olhos sejam guardados da vaidade. Por que olhamos para a vaidade? — elas se desvanecem como o vapor. Por que não contemplamos as coisas eternas? O pecado é vaidade; o lucro injusto é vaidade; a auto-apreciação exagerada é vaidade; aliás, tudo o que não procede de Deus pertence ao mesmo catálogo.


De tudo isso temos que nos desviar. É uma prova do senso de fraqueza sentido pelo salmista, bem como de sua inteira dependência de Deus, por isso ele mesmo pede que seus olhos fossem voltados para Deus; sua intenção não é ser passivo, mas revelar seu total desamparo quando longe da graça de Deus. Temendo que esquecesse de si próprio e viesse a fitar demoradamente algo que fosse proibido, ele implora que o Senhor imediatamente fizesse seus olhos retrocederem, livrando-o de tão perigosa parlamentação com a iniqüidade. Se formos protegidos da atenção dada à vaidade, seremos também preservados de amar a iniqüidade.


E vivifica-me em teu caminho. Dá-me tanta vida, que a mortífera vaidade não tenha poder algum sobre mim. Capacita-me a transitar tão rapidamente na estrada para o céu, que não tenha como deter-me demoradamente à vista da vaidade que ali fascina. A oração indica nossa extrema necessidade - mais vida em nossa obediência. Revela o poder preservador da vida enriquecida para guardar-nos dos males que nos cercam, e também nos diz onde essa vida mais rica deve ser encontrada, a saber, somente no Senhor. A vitalidade é a cura da vaidade.


Quando o coração transborda de graça, os olhos são purificados da impureza. Em contrapartida, se nos enchermos de vida no tocante às coisas de Deus, teremos como proteger-nos do pecado e da futilidade; do contrário, nossos olhos prontamente cativarão a mente e, como Sansão, que pôde matar seus milhares, venceremos a luxúria que entra pelos umbrais dos olhos.

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