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sábado, 24 de novembro de 2012

Covardes não conhecem a Graça! - C. H. Spurgeon

/ On : 09:57/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.



“Também falarei de teus testemunhos na presença dos reis, e não serei envergonhado.”

Salmos 119.46


Isso é parte da liberdade que a Verdade sempre traz; ele está livre do medo dos homens mais eminentes, mais soberbos, mais tiranos.


Davi foi chamado a pôr-se diante dos reis quando era um exilado; e depois, quando ele mesmo veio a ser um monarca, já conhecia a tendência dos homens de sacrificar sua religião à pompa e à política; mas tomara a resolução de não fazer nada disso. Ele santificaria os princípios políticos e faria os estadistas saberem que somente o Senhor é soberano entre todas as nações.


Como rei, ele falaria aos reis acerca do Rei dos reis. Diz ele: Talarei': a prudência poderia sugerir-lhe que sua vida e conduta seriam suficientes, e que seria aconselhável não tocar em questões de religião na presença de personagens da realeza que cultuavam outros deuses e reivindicavam o direito de assim o fazer. Ele já havia oportunamente tomado esta resolução mediante a declaração: 'Andarei'; mas não fizera de sua conduta pessoal uma justificativa para o silêncio pecaminoso, pois acrescenta: 'Falarei.' Davi reivindicava sua liberdade religiosa e tomava cuidado em usá-la, pois falava daquilo em que ele cria mesmo quando se achava na mais eminente companhia.


No que ele dizia, tomava cuidado em guardar a própria Palavra de Deus, pois diz: "Falarei de teus testemunhos" Nenhum tema se assemelha a este, e não há o que fazer para que o tema fique oculto no livro e usar seu pensamento e linguagem. Nossa grande dificuldade em falar sobre tópicos sacros em todas as companhias é a vergonha, porém o salmista afirma: "Não terei vergonha." Não há nada de que envergonhar-se, e não há justificativa para envergonhar-se, e não obstante muitos ficam mudos como cadáveres de medo que alguma criatura como nós se sinta ofendida.


Quando Deus concede a graça, a covardia logo se desvanece. Aquele que fala como arauto de Deus, no poder de Deus, não se envergonha quando começa a falar, nem enquanto está falando, nem depois de falar; pois seu tema é próprio para reis, indispensável para reis e benéfico para reis. Se os reis objetarem, poderemos sentir vergonha deles, porém jamais de nosso Senhor que nos enviou, nem de sua mensagem, nem de seu propósito em enviá-la.

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