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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Paixão pela Verdade é paixão por obediência! – C. H. Spurgeon

/ On : 11:46/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.



“Não tires jamais de minha boca a palavra da verdade, pois tenho esperado em teus juízos.”


Salmos 119.43


Não tires jamais de minha boca a palavra da verdade. Não me impeças de rogar-te que não me deixes destituído de livramento; pois como poderia eu continuar a proclamar tua palavra se achar-me caído? Esse parece-me ser o curso do significado.


A palavra da verdade não pode ser alegria em nossa boca, a menos que tenhamos experiência dela em nossa vida, e manter silêncio não pode ser demonstração de sabedoria se não podemos apoiar nosso testemunho no veredicto de nossa consciência. Esta oração pode também indicar outros modos pelos quais podemos ser impedidos de falar em nome do Senhor: como, por exemplo, por cairmos em pecado público; por nosso aspecto deprimido revelar frustração; por nosso labor sob enfermidade ou aberração mental, por não encontrarmos nenhuma chance de proclamação ou não encontrarmos nenhum auditório disposto.


Aquele que outrora pregou o evangelho com entusiasmo fica cheio de horror ante a ideia de ser despojado de seu ministério; ele implorará que lhe seja permitido partilhar um pouco seu santo testemunho e considerará seus domingos silenciosos como dias de banimento e punição.


Pois tenho esperado em teus juízos. Ele esperava que Deus surgisse e defendesse sua causa, para que pudesse falar com confiança acerca de sua fidelidade. Deus é o Autor de nossas esperanças, e podemos mais oportunamente rogar-lhe que as concretize. Os juízos de sua providência são o resultado de sua Palavra; o que ele diz nas Escrituras realmente põe em obra em seu governo providente; podemos, pois, rogar-lhe que se mostre forte no meio de suas próprias ameaças e promessas, e que não esperaremos em vão.


Os ministros de Deus são às vezes silenciados diante dos pecados de seu povo, e isso os leva a rogar contra tal juízo; seria muitíssimo preferível que sofressem enfermidade ou pobreza do que ser apagada a chama do evangelho entre eles, e que, portanto, fossem deixados a perecer sem remédio. Livre-nos o Senhor de que seus ministros se transformem em instrumentos na aplicação de tal penalidade. Demonstremos uma esperançosa alegria em Deus, para que possamos suplicar em oração diante dele quando ameaçar fechar nossos lábios.



No final deste versículo há uma declaração do que o salmista tinha feito em referência à Palavra do Senhor, e nisto três das oitavas se assemelham com freqüência. Veja o versículo 35: "Pois nela me deleito"; versículo 43: "Tenho esperado em teus juízos"; versículo 51: "Não me afasto de tua lei"; versículo 59: "E volto meus passos para teus testemunhos"; e os versículos 67, 83, 99 etc. Estes versículos fornecem uma admirável série de meditações.

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