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sábado, 1 de junho de 2013

Para que você veja o tamanho da ofensa II | C. H. Spurgeon

/ On : 10:48/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.


" Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça,"-Romanos 5:20.


* Se não leu a primeira parte - clique aqui.


1. Primeiro de tudo, a lei nos diz que muitas coisas são pecados que nunca seriam assim consideradas, se não fosse pela luz adicional que ela, lei acrescenta, porque. mesmo com a luz da natureza, e a luz da consciência, e a luz da tradição, há algumas coisas que nunca creríamos que fossem pecados se não tivéssemos sido ensinados assim pela lei. Agora, qual homem, pela luz da consciência, iria santificar o dia de sábado, supondo-se que ele nunca leu a Bíblia, e que nunca ouviu falar dela? Se ele viveu numa ilha dos Mares do Sul ele poderia saber que havia um Deus, mas não, por qualquer possibilidade, poderia descobrir que a sétima parte do seu tempo deveria ser separada para Deus.

Descobrimos que há certos festivais entre os pagãos, e que eles separam dias em honra de seus deuses imaginários, mas eu gostaria de saber como eles poderiam descobrir que havia um certo sétimo dia para ser consagrado a Deus, para gastar o tempo em sua casa de oração. Como eles poderiam?, a não ser pela tradição transmitida por gerações quanto à consagração original daquele dia pelo Senhor criador. Eu não posso conceber que seja possível que qualquer consciência ou razão poderia lhes ter ensinado um mandamento como este: Lembre-se do dia de sábado para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus, nele não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu servo, nem tua serva , nem o teu animal, nem o teu estrangeiro que está dentro das tuas portas." Além disso, se no termo "lei" compreendermos o ritual cerimonial, podemos ver claramente que muitas coisas, que na aparência, são completamente indiferentes, foram por ele constituídas pecados. O consumo de animais que não ruminam e têm o casco dividido, o contato com um leproso, e com milhares de outras coisas, todos parecem não serem pecados em si, mas a lei os considerava pecados, e assim fez a ofensa abundar.

Para fixar nas pessoas do Seu povo a noção de que há coisas puras e impuras Deus estabeleceu tais distinções na Lei que deu a Israel através de Moisés, quanto ao uso de alimentos, vestuário e em muitas outras situações, de modo que os homens viessem também a distinguir neles próprios as fontes e atitudes relativas ao que é bom, que procedem de uma alma santa, justa, pura, misericordiosa,que ama e que é obediente, e ao que é mau, que procedem de uma alma ímpia, injusta, impura, implacável, que odeia e que é rebelde.


E uma vez atingido tal propósito didático da Lei, coincidindo com a vinda de Cristo, tais prescrições cerimoniais ilustrativas foram abolidas, por já terem colocado sob a sua luz as inclinações pecaminosas que existem nos corações de todos os homens, convencendo-lhes que são de fato transgressores dos mandamentos de Deus, por causa do princípio mau que existe em seus corações, chamado pecado.


É um fato que você pode verificar, olhando para o funcionamento de sua própria mente, que a lei tem uma tendência a tornar os homens rebeldes. A natureza humana se levanta contra a restrição. Eu não conheceria a concupiscência se a lei não dissesse: "Não cobiçarás". A depravação do homem é excitada para a rebelião pela promulgação de leis. Tão maus somos nós, que concebemos o desejo de cometer um ato, simplesmente porque é proibido. As crianças, todos nós sabemos, como regra, sempre desejam o que não podem ter, e se são proibidas de tocar em algo, irão fazê-lo quando se lhes deparar uma oportunidade, ou por muito tempo se for possível fazê-lo. A mesma tendência qualquer estudante da natureza humana pode discernir na humanidade em geral. Está então a lei associada com o meu pecado? Deus me livre!!! "Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, operou em mim toda a concupiscência. Porque o pecado, tomando ocasião pelo mandamento me enganou, e por ele me matou." Romanos 7:7,8,11.



A lei é santa, e justa, e boa, ela não tem defeito, mas o pecado a usa como uma ocasião de ofensa, e rebelião, quando deve ser obedecida. Agostinho colocou a verdade numa luz clara quando escreveu "A lei não é falha, mas sim a nossa natureza má e perversa, assim como um monte de cal que está quieto e silencioso até que a água seja despejada nele, e então ele começa a fumegar e a queimar, não por culpa da água, mas da natureza e tipo da cal que não vai suportá-la. " Assim, você vê, este é um segundo sentido em que a entrada da lei fez com que a ofensa abundasse.

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