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sábado, 29 de junho de 2013

Terás que olhar a face da Lei! – C. H. Spurgeon

/ On : 15:02/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.

O primeiro uso da lei é para manifestar ao homem a sua culpa. "Qual, pois, a razão de ser da lei?" - Gálatas 3:19.

Quando Deus pretende salvar um homem, a primeira coisa que faz com ele é lhe enviar a lei, para lhe mostrar quão culpado, quão vil, e quão arruinado está, e em quão perigosa posição. Você vê este homem deitado à beira do precipício, ele está dormindo, e bem à beira do penhasco perigoso.

Um único movimento, e ele irá rolar e ser quebrado em pedaços nas pedras irregulares abaixo, e nunca mais será ouvido dele. Como ele poderá ser salvo? O que deve ser feito por ele? Esta é a nossa posição, nós, também, estamos à beira da ruína, mas nós somos insensíveis a ela.

Quando Deus começa a nos salvar de tal perigo iminente, manda sua lei, que, com um chute forte, nos desperta, e nos faz abrir os olhos, e olhamos para baixo e vemos o nosso terrível perigo, e descobrimos as nossas misérias, e então é que ficamos numa posição certa para clamar pela salvação, e a nossa salvação vem a nós.

A lei age com o homem como o médico faz quando ele tira o tampão do olho do cego. Os homens que se auto-justificam são cegos, embora eles se achem bons e excelentes. A lei lança fora o tampão e os deixa descobrirem quão vis eles são, e quão totalmente arruinados e condenados se ficarem debaixo da sentença da lei. Assim, em vez de tratar este assunto de modo doutrinário, eu vou tratá-lo de forma prática, para atingir cada uma de suas consciências. Meu ouvinte, não tem a lei de Deus lhe convencido enquanto me ouve? Sob a mão do Espírito de Deus isto não o faz sentir que você tem sido culpado, e que merece ser perdido, por ter incorrido na ira de Deus?

Olhem aqui, vocês não têm quebrado esses dez mandamentos? Quem há entre vós, que tem sempre honrado seu pai e sua mãe? Quem há entre nós, que tem sempre falado a verdade? Não temos, por vezes, dado falso testemunho contra nosso próximo? Existe uma pessoa aqui que não fez para si um outro Deus, e amava a si mesmo, ou o seu negócio, ou seus amigos, mais do que ele tem amado Jeová, o Deus de toda a terra? Qual de vocês não tem cobiçado a casa do seu próximo, nem o seu servo, ou o seu boi, nem seu jumento?

Todos nós somos culpados em relação a cada letra da lei, todos transgredimos os mandamentos. E se nós realmente entendemos estes mandamentos, e sentimos que eles nos condenam, eles teriam essa influência útil sobre nós de nos mostrar o nosso perigo, e assim de nos conduzir a correr para Cristo. Mas, meus ouvintes, esta lei não lhes condena porque, mesmo que vocês dissessem que nunca quebraram a letra da lei, mas porque vocês violaram o espírito da lei.

Que, apesar de você nunca ter matado, ainda nos é dito, que aquele que se encolerizar contra seu irmão é um assassino. Como alguém disse uma vez: "Senhor, eu pensava que eu não era um assassino – pensava que era inocente nisto, mas quando soube que aquele que odeia seu irmão é um assassino, então chorei por ser culpado, porque tenho matado mais de vinte homens antes do almoço, porque eu tenho raiva de muitos deles e com muita freqüência. "

Esta lei não significa apenas o que ela diz em palavras, mas tem coisas profundas escondidas em suas entranhas. Ela diz: "Tu não cometerás adultério", mas isso significa, como Jesus o tem definido, "Aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar, já cometeu adultério com ela em seu coração." Ela diz: "Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão", isto significa que devemos reverência a Deus em todo lugar, e ter seu temor diante dos nossos olhos, e devemos sempre honrar e observar os seus estatutos, e sempre andar em temor e amor.

Ah, meus irmãos, com certeza não há ninguém aqui tão tolo para se firmar na sua própria justiça e dizer: "Eu sou inocente."

O espírito da lei nos condena. E esta é a sua propriedade útil. Ela nos humilha, nos faz saber que somos culpados, e assim nos conduz a receber o Salvador.

Marquem isto, aliás, meus caros ouvintes, uma única violação desta lei é suficiente para nos condenar para sempre. Aquele que quebra a lei em um só ponto é culpado de todos. A lei exige que obedeçamos todos os mandamentos, e se um deles for quebrado, todos os demais são quebrados.

Isto é como um vaso de fabricação esmerada que deve ser destruído, caso você faça nele uma pequena fratura, porque com isso terá destruído a sua perfeição, tornando-o imprestável. Como se trata de uma lei perfeita, que somos ordenados a obedecer, e obedecer perfeitamente, então fazer uma violação da mesma, embora sejamos sempre inocentes, nada podemos esperar da lei senão ouvir sua voz dizendo:

"Vocês estão condenados, estão condenados, condenados." Sob este aspecto do assunto não deve a lei tirar muitos de nós de toda a nossa ostentação? Quem é que se levantará em seu lugar e dirá: "Senhor, eu te agradeço porque não sou como os demais homens?" Certamente não pode haver um entre vocês que possa ir para casa e dizer: "Eu tenho dizimado a hortelã e o cominho, e tenho guardado todos os mandamentos desde a minha juventude?" Não, se essa lei for levada à consciência e ao coração vamos ser como o publicano, dizendo: "Senhor, sê propício a mim, pecador". A única razão por que um homem pensa que é justo é porque não conhece a lei. Você acha que nunca a quebrou porque você não a entende.


Há alguns de vocês, que são pessoas muito respeitáveis; que pensam que têm sido tão bons que poderão ir para o céu por suas próprias obras. Você não iria dizer exatamente isso, mas secretamente pensa assim, você tem tomado a ceia com devoção, tem sido muito piedoso em participar de suas igreja regularmente, você é bom para os pobres, generoso e reto e você diz: "Eu serei salvo pelas minhas obras. " Não, senhor, olhe para a chama que Moisés viu, e gemeu e tremeu de desespero. A lei não pode fazer nada por nós, exceto nos condenar.

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