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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O Pecado número Um – C. H. Spurgeon

/ On : 11:42/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.


“Se eu não viera, nem lhes houvera falado, não teriam pecado, mas agora não têm desculpa do seu pecado” (João 15.22).


Tenho algo a fazer agora. E é um trabalho horrível, pois é como se eu me vestisse de uma toga negra para pronunciar a sentença condenatória. Não há castigo mais terrível que aquele dos que vivem e morrem rejeitando a Cristo. Serão completamente destruídos. Existem graus de punição, e nenhuma é maior que a reservada ao homem que rejeita Cristo. Ouso dizer que já leram sobre o mentiroso, o devasso e os bêbados recebendo sua recompensa – com quem imaginam que eles serão condenados? Com os incrédulos. É como se o Inferno fosse criado primeiro para os incrédulos; é como se o Abismo houvesse sido cavado não para os devassos, blasfemos e bêbados, mas para aqueles que desprezam a Cristo; porque este é o pecado Nº1, a culpa capital, e os homens são condenados por isso. As demais iniqüidades virão após, porém a incredulidade caminha na frente para o Juízo.


Imaginem por um instante que o tempo passou, e estamos no Dia do Juízo. Estamos todos reunidos, os vivos e os mortos. O som da trombeta soa forte e demoradamente. Todos ficam atentos, aguardando algo maravilhoso. As ruas ficam apinhadas de gente, os bancos param suas atividades e as lojas ficam vazias. Todos estão quietos, sentem que o último grande dia de negócios chegou, e que é hora de acertar contas para sempre. Um silêncio solene preenche o ar, não se houve qualquer som. Tudo, tudo está em silêncio. Rapidamente uma grande nuvem branca paira solenemente nos céus, e OUÇAM, um duplo clamor varre a Terra. Nela há assentado alguém semelhante ao Filho do Homem. Todos os olhos o contemplam, e então um grito unânime se faz ouvir: “É Ele! É Ele!”. Em seguida, de um lado você ouve gritos de “Aleluia! Aleluia! Aleluia! Bem-vindo! Bem-vindo! Bem-vindo Filho de Deus!”. Mas, misturado a isso se ouve um som baixo e profundo, composto do choro e o lamento de homens que O tem perseguido e rejeitado. Ouça! Parece que posso até compreender a música; parece que posso ouvir as palavras chegando com claridade, cada uma delas, e é uma música fúnebre. Que estão dizendo? “Montes, caiam sobre nós! Pedras nos escondam do rosto daquele que vem assentado em Seu Trono!”. Será que você está esses que dizem: “Escondam-nos!”?


Meu impertinente ouvinte! Suponha que por alguns instantes você se foi deste mundo, vendo-se morto em sua incredulidade, e entre aqueles que lamentam, choram e rangem os dentes. Oh, qual terá sido seu terror! Face empalidecida e joelhos batendo não são nada comparados ao terror em seu coração quando está embriagado, mas não com vinho; e quando cambaleando de um lado a outro, intoxicado pelo espanto, cai, e se contorce no pó, embriagado pelo terror e pela desesperança. Pois Ele vem, e ali está, seus fortes olhos como dardos de fogo; é chegada a hora da grande divisão. Escuta-se a voz: “Reúnam meu povo desde os quatro ventos do céu, os meus eleitos em quem minha alma tem prazer”. Eles são ajuntados a sua direita. E então Ele diz: “Ajuntai o joio em feixes para ser queimado”. E então vocês são reunidos, amarrados em feixes, e depositados a sua esquerda. Agora só falta acender a fogueira. Onde estará a chama que a acenderá? O joio precisa ser queimado: onde estará o fogo? A chama sai de Sua boca, e é formado por palavras como estas – “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” (14). Porque se demoram? “Apartai-vos de mim!”. Esperam uma benção? São “malditos!”. Eu vos lanço uma maldição. Desejas escapar? É um “fogo eterno!”. Porque perdem tempo suplicando? Não! “Porque clamei, e vós recusastes; porque estendi a minha mão, e não houve quem desse atenção” (15). Repito: apartem-se de mim para sempre. E assim serão lançados fora de Sua presença. E o que você dirá então? “Oh! Que eu nunca tivesse nascido! Que eu nunca tivesse escutado a pregação do Evangelho; assim jamais teria cometido o pecado de rejeitá-lo!”.


Este será o sussurro da larva que não morre, em sua consciência: “Conheci coisa melhores, mas não as pratiquei”. Já que semeei ventos é natural que agora colha tempestade; fui avisado, mas não quis parar; fui persuadido, mas não fui convidado. Agora vejo que causei minha morte! Oh, o pensamento mais terrível de todos! Estou perdido! Estou perdido! E este é o horror dos horrores: causei minha própria perdição; eu recusei o Evangelho de Cristo; destruí a mim mesmo!


Será assim com você, querido ouvinte? Acontecerá o mesmo com você? Oro para que não se dê assim! O Espírito Santo pode, neste momento, te conduzir a Jesus, pois sei que és demasiadamente vil para se render, a menos que Ele te force. Mas tenho esperança a teu respeito. Parece que posso ouvi-lo perguntar: “Que devo fazer para ser salvo?”. Permita-me lhe dizer o caminho da salvação: “Crê no Senhor Jesus, e será salvo!”, pois a Escritura diz: “Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado”. Ali está Ele crucificado, agonizando na Cruz, olhe pra Ele e viva!

“Confie n’Ele, confie inteiramente,
E mais nenhuma outra confiança ó crente;
Fora Jesus ninguém mais poderá
O bem fazer a pecadores impotentes!”.

Por mais perversos, sujos, depravados e degradados, estão convidados a vir a Cristo. Náufragos do Maligno, Cristo é vosso bote! A escória, o lixo, o resto, os esgotos deste mundo, estão todos convidados a virem a Cristo! Venha a Ele agora, e alcançarão misericórdia. Mas, se endurecerdes vosso coração,

“Um Senhor vestido de desprezo,
Erguerá sua mão e julgará:
- Por desprezares Meu descanso prometido,
Não poderás se abrigar ali!”.

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