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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Você já fez o sumário da tua vida? – C. H. Spurgeon

/ On : 10:28/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.



Tens feito bem a teu servo, ó Senhor, segunda tua palavra.

Salmo 119.65



Este é o sumário de sua vida, da vida de Davi, e com certeza é o de nossa própria vida. O salmista dá ao Senhor o veredicto de seu coração. Ele não pode ficar em silêncio, e tem de expressar sua gratidão na presença de Jeová, seu Deus. 


A luz da bondade universal de Deus na natureza, no versículo 64 (“A terra, ó Senhor, está cheia da tua benignidade; ensina-me os teus estatutos.” - Salmos 119:64), é um passo simples e agradável a uma confissão da invariável bondade do Senhor para com nossa personalidade. E algo com que Deus por fim terá que tratar com cada um de nós, seres insignificantes e destituídos de méritos. E seu trato conosco é muitíssimo bom, maravilhosamente bom. 


Ele fez todas as coisas bem; não há exceção nesta regra. Ao providenciar, ao agraciar, ao proporcionar prosperidade e ao enviar adversidade, em tudo isso Jeová nos tem tratado bem. E agir bem de nossa parte dizer ao Senhor que sentimos que ele tem agido bem em relação a nós. Pois tal louvor é especialmente oportuno e conveniente. 


Essa bondade do Senhor não é de forma alguma casual. Ele prometeu agir assim, e o tem cumprido segundo sua palavra. E muitíssimo precioso ver a palavra do Senhor sendo cumprida em nossa ditosa experiência. Ela faz com que a Escritura se nos torne muitíssimo valiosa e nos leva a amar o Senhor da Escritura. O livro da Providência corresponde ao livro da Promessa. O que lemos na página da inspiração encontramos nas folhas da história de nossa vida. 


Nem imaginávamos que fosse assim; mas nossa incredulidade é desfeita assim que vemos a misericórdia do Senhor em nosso favor e sua fidelidade para com sua Palavra. Doravante nos vemos forçados a exibir uma fé mais sólida, tanto em Deus quanto em sua promessa. O mesmo que falou fielmente também age fielmente. Ele é o melhor dos senhores; pois é em favor de servos por demais indignos e incapazes que ele age assim tão graciosamente. 


Não é esta, porventura, a causa de nos deleitarmos mais e mais em seu serviço? Não podemos dizer que temos tratado corretamente nosso Senhor; pois quando tivermos feito tudo, ainda seremos servos inúteis. No caso de nosso Senhor, porém, ele nos tem dado trabalho leve, proteção sobeja, encorajamento amoroso e salários liberais. Porventura nos surpreende se ele há muito tempo nos haja desobrigado, ou, pelo menos, reduziu nossas porções e nos tratou asperamente? Contudo não temos sofrido maus tratos; tudo tem sido ordenado com tanta consideração, como se tivéssemos prestado perfeita obediência. Temos tido pão suficiente e até de sobra; nossa vida tem sido suprida e seu serviço nos tem enobrecido e nos feito felizes como reis. Não temos motivo algum para queixa. Entregamo-nos a ações de graças adorativas e nos achamos outra vez ocupados em render graças.

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