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sábado, 19 de outubro de 2013

Os extremos são a tragédia da ignorância – C. H. Spurgeon

/ On : 10:54/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.



Qual, pois, a razão de ser da lei?"-Gálatas 3:19.

O apóstolo, por um argumento bastante engenhoso e poderoso, tinha provado que a lei nunca foi destinada por Deus para a justificação e a salvação do homem. Ele declara que Deus fez uma aliança de graça com Abraão muito antes de a lei ter sido dada no Monte Sinai; que Abraão não estava presente no Monte Sinai, e que, portanto, não poderia ter havido nenhuma alteração do pacto feito anteriormente com ele sem o seu consentimento; que, além disso, o consentimento de Abraão nunca foi questionado quanto a qualquer alteração do pacto, sem o qual a aliança não poderia ter sido legalmente mudada, e, além disso, que a aliança permanece firme, visto que foi feita com a descendência de Abraão, bem como com o próprio Abraão. "Gal 3.17,18: E digo isto: uma aliança já anteriormente confirmada por Deus, a lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não a pode ab-rogar, de forma que venha a desfazer a promessa. Porque, se a herança provém de lei, já não decorre de promessa; mas foi pela promessa que Deus a concedeu gratuitamente a Abraão.". Portanto, nenhuma herança e nem a salvação nunca podem ser obtidas pela lei. 


Agora, os extremos são o erro da ignorância. Geralmente, quando os homens acreditam numa verdade, eles podem ser levados ao ponto de negarem uma outra, e, muito freqüentemente, a afirmação de uma verdade cardeal leva os homens a generalizarem em outras indicações, e assim falseiam a verdade. A objeção supostamente pode ser formulada assim: "Você diz: Oh Paulo, certamente que a lei não pode justificar, portanto, a lei não é boa para nada. “Qual, pois, a razão de ser da lei?" Se ela não salva um homem, o que há pois de bom nela? Se de si mesma nunca levará um homem para o céu, por que foi escrita? Não é uma coisa inútil? " O apóstolo poderia ter respondido ao seu adversário com um sorriso, ele teria dito a ele: "Oh, tolo, e tardos de coração para entender. É comprovado que uma coisa é totalmente inútil, porque não se destina para todos os fins da mundo? Você vai dizer que, porque o ferro não pode ser comido, portanto, o ferro não é útil? E porque o ouro não pode ser o alimento do homem, você vai, por isso, lançar o ouro fora, e chamá-lo de escória inútil? No entanto, em sua suposição tola você deve fazê-lo. Pois, porque eu disse que a lei não pode salvar, você tem tolamente me perguntado qual é então a utilidade dela? E você tolamente supõe que a lei de Deus não é boa para nada, e que não tem nenhum valor. " 


Esta objeção é, geralmente, apresentada por dois tipos de pessoas. Primeiro, por meros contradizentes que não gostam do evangelho, e gostam de utilizar qualquer tipo de brecha aparente que nele pensam encontrar para apoiarem seus falsos argumentos. Eles podem nos dizer no que eles não acreditam, mas eles não nos dizem no que eles crêem. Eles lutam com as doutrinas com todos seus sentimentos, mas estariam perdidos se fossem convidados a sentar e a escrever suas próprias opiniões. 


Então, por outro lado, há o antinomiano, que diz: "Sim, eu sei que sou salvo pela graça", e então quebra a lei dizendo, que não é necessária para ele, mesmo como regra de vida; e pergunta: " Qual, pois, a razão de ser da lei?". Ele a joga fora de sua porta como um velho pedaço de mobília que serve apenas para o fogo, porque, em verdade, não é útil para salvar sua alma. É verdade que a lei não pode salvar, e ainda é igualmente verdade que a lei é uma das maiores obras de Deus, e é merecedora de toda a reverência, e é extremamente útil quando aplicada por Deus para os fins para que foi concebida, especialmente neste mundo em que entrou o pecado. Na aplicação dela no coração regenerado levando-o a santificação sem a qual ninguém verá o Senhor...E então, até que tudo se cumpra, a lei continuará sendo muito útil para os propósitos determinados por Deus. No entanto, perdoem-me meus amigos, se eu também afirmar que esta é uma pergunta muito natural. Se você ler a doutrina do apóstolo Paulo você o encontrará declarando que a lei condena toda a humanidade. Agora, deixe-nos por um momento ter uma visão de olho de águia das obras da lei neste mundo. Eis que eu vejo, a lei dada no Monte Sinai. O terremoto faz o monte tremer. Relâmpagos e trovões são os atendentes das sílabas terríveis que fazem o coração de Israel derreter. O Sinai está envolvido completamente com a fumaça. O Senhor veio de Parã, o Santo ao monte Sinai: "Ele veio com dez milhares dos seus anjos". De sua boca saía uma lei de fogo para eles. Era uma lei terrível mesmo quando ela foi dada, e desde então tem descido do Monte Sinai uma terrível lava de vingança, para destruir, para queimar, e para consumir toda a raça humana, caso Jesus Cristo não tivesse parado sua torrente horrível, e apagado as suas ondas de fogo na cruz sobre os eleitos.
Se você pudesse ver o mundo sem Cristo nele, simplesmente sob a lei, você veria um mundo em ruínas, um mundo em trevas selado para a condenação, você veria os homens, que, se conhecessem a sua real condição, teriam colocado suas mãos sobre seus olhos e gemeriam todos os seus dias, você veria homens e mulheres condenados, perdidos e arruinados, e nas regiões mais remotas você veria a cova, que está cavada para os ímpios, na qual a terra inteira deveria ter sido lançada, se a lei tivesse o seu caminho, separado do evangelho de Jesus Cristo, nosso Redentor. 


Ah, amados, a lei é um grande dilúvio que teria afogado o mundo de modo muito pior do que as águas do dilúvio de Noé. A lei é um grande incêndio que teria queimado a terra com uma destruição pior do que a que caiu sobre Sodoma. Ela é uma anjo alado severo com uma espada, sedenta de sangue, e para matar, é um grande destruidor varrendo as nações, é o grande mensageiro da vingança de Deus enviado ao mundo de maneira santa e justa. Separadamente do evangelho de Jesus Cristo, a lei nada mais é do que a voz de Deus trovejando e condenando a humanidade. "Qual pois razão de ser da lei?" parece uma pergunta muito natural. Pode a lei ter qualquer benefício para o homem? 


Pode este Juiz que coloca uma capa preta e que condena a todos nós; este Senhor Chefe da Lei de Justiça, pode ajudar na salvação? Sim, ele o fez, e você verá como a lei faz isso, se Deus nos ajudar abrindo teu coração para ver pelo pode do Espírito.

(Continua)

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